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Trovão Tropical faz rir. Ponto. Por ser uma comédia, não precisaria ir além disso, mas, sob a batuta de Ben Stiller – que estrela e dirige o longa-metragem –, acaba criticando a classe artÃstica de Hollywood e sobra para todo mundo. Stiller se destaca como o sem-noção que tenta salvar a carreira, enquanto Robert Downey Jr., atuando como “negãoâ€, força tanto na gÃria e no perfil “downtown LA” (acho que ele é parente do LeBrown, sei não), que nem mesmo o resto do elenco entende o que ele diz. Jack Black é o ponto fraco. Totalmente descartável e sem estilo, ele só ocupa espaço do que poderiam ter sido boas piadas. Adoro o Jack, mas ele começou a me deixar com a pulga atrás da orelha. Será que ele sempre foi tão repetitivo assim e só agora estou me tocando? Humm. Cercado de polêmica – negros e grupos ligados a deficientes mentais protestando contra os exageros –, o filme é lotado de referências a clássicos de guerra, com direito a remake de cenas de Platoon, e mostra como a quÃmica entre o alucinado Downey Jr. e Ben Stiller, em mais um bom momento, funcionou muito bem. Além de tudo isso, Tom Cruise – mais doido que o normal – pinta e borda como um executivo de estúdio sem o menor escrúpulo. É um dos mais engraçados da temporada e não dá a mÃnima para a opinião dos crÃticos. Bastante efetivo nas bilheterias, Trovão Tropical depende exclusivamente de seu elenco, que se auto-avacalha sem o menor problema. Entretanto sua melhor arma é Ben Stiller, que se mostra competente no comando e, diferentemente de seus companheiros, consegue separar as piadas das respostas conceituais quando fala de seu mais querido filho. O lançamento em Los Angeles foi uma zona por culpa do trio de estrelas, que não para de falar besteira e não deixou Ben Stiller em paz, mas, mesmo assim, alguma coisa se salvou no meio da bagunça! Contém spoilers
De acordo com Kiefer Sutherland, é só a série 24 Horas chegar ao fim que poderemos assistir a um filme temático. “Escrever a série é uma tarefa altamente complicada e os roteiristas fazem coisas fantásticas lá, mas não é possÃvel fazer as duas coisas ao mesmo tempoâ€, explicou Sutherland em entrevista exclusiva ao SOS Hollywood. “Mas assim que encerrarmos o seriado, faremos o filme.†Mas aà vem a pergunta, quando? “Estamos em busca pela temporada perfeita. Quando isso acontecer, podemos dormir tranqüilos e tocar o filme.†Enquanto filma a sétima temporada de 24 Horas, Kiefer Sutherland segue firme na divulgação de seu próximo filme Mirrors, que já estreou nos Estados Unidos e chega ao Brasil em outubro.
Já contei para vocês que agora eu tenho televisão? É! E é HD! Chuuupa! Depois de 7 meses vivendo de material exibido na Internet gratuitamente (que os deuses abençoem o Hulu!) e de visitas à casa de conhecidos para assistir coisas como o SuperBowl, finalmente, posso me perder nos 900 canais de cabo disponÃveis aqui. Nada que a gente não tenha, mas existem algumas diferenças e, claro, eu já tomei na cabeça! o_O Demorô, né? Tudo por causa da HBO! É, depois de passar anos torcendo para a HBO entrar na NET, vi meu desejo se realizar e toooooooooma eu, mudei pra cá. Entoncês, qual foi a primeira coisa que fiz questão de fazer quando contratei o cabo? Pedi a HBO imediatamente como pacote extra. Extra? É, deixa eu explicar como funfuna por aqui. Você contrata o sistema e tem todo o pacote básico, incluindo alguns canais em HD! Mas, basicamente, são os canais abertos que Jà migraram e oferecem os dois sinais gratuitamente. Detalhe interessante, toda a produção de televisores norte-americanos já é tela plana há uns anos e agora virou standard de fábrica ser HD capable. A proposta aqui é que até o ano que vem, toda a programação de TV seja em HD. TODA! Aà existe a opção de comprar as “tiers†adicionais, ou seja, os pacotes Premium. E lá fui eu seco: HBO! São 11 canais, incluindo um com filmes em HD, canal só de produções latinas – assistir Mandrake dublado em espanhol É BIZONHO – e a HBO Family, que só passa filmes bonitinhos. A programação é muito boa, vale cada centavo dos US$ 15 que eu pago por mês SÓ para ter a HBO. Mas eu disse que tomei, né? É, tomei, porque comecei a zapear e o menu me deixou alucinado. Só filmão! Coisas que eu adoro e que eu estou doido para ver como Children of Men, por exemplo, começaram a aparecer na programação. Fui seco e selecionei para assistir. E não percebi: não era mais a HBO. Era o Cinemax! E aà caiu a ficha! Os outros canais premium de filmes são o Cinemax, Showtime e o Starz. Cada um com sua faixa HD e outros perfis. O problema aà foi em relação ao perfil do Cinemax, na verdade, a diferença entre o estilo do canal no Brasil e aqui nos Estados Unidos. Trabalhei como assessor da HBO no inÃcio da minha carreira e, desde aquele perÃodo, o Cinemax foi um canal mais intelectual, com filmes mais densos e com uma proposta bem definida. Nada contra, sempre adorei. Mas aqui o Cinemax se mostrou bastante comercial e repleto de blockbusters e filmes com apelo mais amplo. Também pudera, o Starz é um rolo compressor com a proposta de exibir apenas filmes com grandes astros de Hollywood. Claro que filmes independentes e obscuros aparecem por ali, afinal, atores e atrizes gostam de fazer filmes menores. De qualquer forma, isso transforma a concorrência e suas linhas de pensamento. Por exemplo, no Cinemax Brasil – em agosto, confiram – os dois melhores filmes são Barry Lyndon e O Iluminado, ambos do Kubrick. Dois filmaços, genais e ambos parte da minha coleção. Barry Lyndon, inclusive, não está na coleção Kubrick, mas nos tÃtulos de Guerra. Enquanto isso, na versão norte-americana os destaques são A Praia, Coração Valente e tem até espaço para A Volta do Todo-Podersoso. Ah, passa Mandando Bala quase todo dia! =D E eu tomei porque pirei na programação e escolhi a HBO, que é a mais “normalzinha†nessa história toda. Só filmão também, mas claro que o filme do vizinho é melhor, não é? Enfim, é fantástico. Resumo da ópera: lá vou eu ter que gastar mais um pouco por mês para ter todos os canais Premium de cinema em HD! Ô fase! =D Resolvi armar uma novidade para vocês hoje. Em vez de escrever sobre tudo que foi dado de brinde e algumas coisas curiosas que aconteceram durante a San Diego Comic-Con 2008, resolvi fazer um vÃdeo xumbrega ao extremo para mostrar as coisas para vocês. Sim, eu sei que o mico é inevitável, mas fazer o que? O som está ruim, minha voz é péssima, mas é isso ae! Espero que gostem! Se não gostarem também, vão para o meio do Hell! YAY! =D Aumente o som, sério! Parte I Parte II Se alguém quiser se oferecer para editar, fale comigo! SAN DIEGO - Embora não seja unanimidade entre os crÃticos, os nerds de histórias em quadrinhos e cinema têm um ditado quando assunto é adaptar grandes tÃtulos para o cinema: In Snyder We Trust (Em Snyder a gente confia!). A frase foi retirada da nota de 1 dólar – In God we Trust - e se refere ao diretor Zack Snyder, que segue numa carreira meteórica depois de refilmar Despertar dos Mortos, de George Romero, e de encarar o desafio de levar 300, de Frank Miller para o cinema. Snyder é o homem responsável pela até então impossÃvel tarefa de transformar Watchmen, de Alan Moore, em filme. Apaixonado assumido e considerado uma “enciclopédia†pelos os atores com quem trabalha, o diretor parece ter acertado a mão, novamente, com Watchmen, um dos filmes mais antecipados de 2009. Zack Snyder conversou com o SOS Hollywood durante a San Diego Comic-Con e falou sobre seu novo filme, a pressão dos fãs e, claro, sobre o momento atual dos quadrinhos no cinema. A entrevista foi bacana, mas devo dizer que encontrei um Snyder claramente esgotado fisicamente. Embora ele ainda demonstre toda a paixão que garantiu muitos fãs aqui, o ritmo ininterrupto de filmes sem dúvida tem afetado o “homem adaptação de quadrinhos”. Para ajudar, vários para-quedistas participaram da entrevista (gente perguntando sobre Alan Moore e sobre a “importância da Comic-Con”, putz), mas o troféu “Volta pra Casa” vai para uma correspondente brasileira que só ficou lá, sentada, gravando as entrevistas e não abriu a boca. Muito bem flipper! Agora chega de enrolação, leia a entrevista!
Watchmen levou 20 anos para achar seu lugar no universo, eu acho. Esse trabalho é tão relevante que pudemos dizer que é “a graphic novel mais celebrada de todos os tempos†no trailer. Quem vai dizer o contrário? (risos) Desta vez, quem fala é a produtora Deborah del Prete, de The Spirit, que é amiga pessoal de Lexi Alexander, a diretora de Punisher: War Zone. Durante o painel do filme, anteontem, na Comic-Con, foi dito que Lexi não estava presente por conta de sua lua de mel. Porém, no dia seguinte, veio a bomba: a lua de mel tinha por objetivo encobrir a eventual demissão da diretora. Em entrevista exclusiva ao SOS Hollywood, Deborah Forte não perdoou.
Ou seja, mais um claro exemplo de estúdio se metendo na criatividade dos diretores e metendo os pés pelas mãos. Vamos esperar que a versão final não prejudique um filme tão aguardado. Ótima idéia eles fazerem isso pouco antes da Comic-Con, não? Agora fiquei com medinho! Só um nome: FRANK MILLER! Vai ser lindooooooooooo!
LOS ANGELES - Um dia ou um ano. Tanto faz o tempo disponÃvel para escrever essa análise de Batman – O Cavaleiro das Trevas. A tarefa não se torna mais fácil ou menos complexa, não por ser um filme de difÃcil compreensão ou repleto de mensagens subliminares, muito pelo contrário, justamente por se tratar de um longa-metragem extremamente direto e agressivo. Que deixa o público sem saber como agir depois que o filme acaba. E isso assusta, transtorna e marca o espectador. O personagem pode ter nascido nos quadrinhos, mas pouco resta do herói arquétipo e da estrutura do formato impresso. Tim Burton que me perdoe, continuo adorando seus filmes, mas a história de Batman nos cinemas começa agora! Mas…e Batman Begins? Christopher Nolan e Christian Bale definiram os novos parâmetros no primeiro filme, sem dúvida, mas ainda restavam traços das HQs. Vilões que precisam ser derrotados em prol do bem maior, um herói definia seus caminhos, tudo ainda era preto e branco. O que não tira os méritos do filme, mas deixa claro que foi uma preparação para a realização de O Cavaleiro das Trevas. É fato. E um filme que precise de um preâmbulo grandioso como Batman Begins não pode ser um produto qualquer. E não é. Desde Sangue Negro não me deparava com uma trilha sonora tão presente e ameaçadora. Praticamente um personagem independente que apóia o elenco e tem seus momentos de grandeza, mas, como todo grande “astroâ€, sabe quando se retrair e desaparecer completamente. James Newton Howard e Hans Zimmer realizaram algo memorável com a trilha. Se as composições ameaçam, o que dizer sobre o vilão mais antecipado do ano? O Coringa chamou a atenção desde a escalação de Heath Ledger e dividiu a opinião pública (por pouco tempo, diga-se de passagem) quando suas primeiras imagens foram divulgadas. O estúdio já começava a notar que tinha algo único nas mãos, mas, de repente, Ledger morreu em janeiro, e vários “especialistas†culparam a intensidade do Coringa no incidente. O mito estava criado.
Sem dúvida, esse vai ser o principal chamariz para a maioria das crÃticas, pois a morte de Heath Ledger ofusca. Entretanto é inegável o fato de que, vivo ou morto, ele entraria para a história com a interpretação desse Coringa. Ele foi capaz de realizar em apenas um filme o que 90% dos atores de Hollywood gastam a vida inteira tentando: originalidade e transformação total. O ator desapareceu e, em seu lugar, surgiu uma figura que inspira medo e pavor, não apenas por suas próprias ações, mas por conta de uma sociedade que o criou e o tolera. Diferente de todos os demais filmes sobre o Batman, O Cavaleiro das Trevas não foca no personagem de Bob Kane. Toda a campanha de marketing e o inÃcio do filme levam a crer que o elemento principal dessa trama é o Coringa, um assassino manÃaco que desconhece limites para suas maquinações. No entanto há Harvey Dent, o novo promotor público de Gotham City. Num trabalho primoroso de Aaron Eckhart (Obrigado por Fumar!), ele destoa como verdadeira esperança para uma cidade aterrorizada pelo crime e, mesmo durante o rompante de violência promovido pelo Coringa, se mantém firme e desafiador. É nele que os olhos do espectador devem ficar atentos. Um bastião mais importante que o próprio Batman e ideal o suficiente para inspirar gerações. Algo próximo do verdadeiro modelo do herói, sem capa ou superpoderes, apenas um homem comum aceitando a responsabilidade de agir no momento de necessidade. A campanha de marketing sabiamente focou no Coringa para despistar quem resolveu seguir os passos da “incansável caçada do Tenente Gordon ao criminoso†e utilizou Dent como elemento secundário. Ele, ou melhor, a cidade que representa é a verdadeira chave de O Cavaleiro das Trevas.
Os elementos dos quadrinhos estão lá. Batman, Coringa, Gordon, batsinal e por aà vai. Porém Christopher Nolan fez algo que seus competidores da Marvel não ousaram (Homem de Ferro construiu um herói para a nova geração, cheio de tecnologia, bom-humor e adrenalina; Hulk esmagou, falou, esmagou mais um pouco e ponto). Ele criou um tratado social com seu novo filme, fazendo uma incisão sem anestesia num paciente apático que se vê acuado pela violência retratada no longa-metragem e pouco faz para combatê-la. Ou seja, o filme fala sobre nós. Pessoas. Até mesmo Gordon (em mais um grande trabalho de Gary Oldman) recebe seu quinhão da mazela ao se ver cercado por pessoas corrompidas e paga caro por isso. Não há escapatória se não esboçarmos uma reação. O Coringa inspira medo e o trabalho de Ledger assusta. É algo visceral e cruel. Diferente da versão memorável de Jack Nicholson, que exibia certo charme e sutileza. Ledger é cru, mais próximo da realidade. Mas nada disso supera suas conquistas perante a população, que comprova sua tese: mesmo os mais nobres podem ser corrompidos. E vai além. Ele corrompe, manobra e entrega o “novo tipo de criminoso†que prometeu nos trailers. O que é mais sintomático: o psicopata assassino ou uma massa gigantesca de pessoas que teme um único homem? Essa é a tônica de O Cavaleiro das Trevas. Um mergulho em direção aos medos de cada espectador, que é obrigado a imaginar como reagiria à s situações extremas provocadas pelo Coringa. Essencialmente, é a jornada do próprio Batman, desde a traumática morte dos pais até a seqüência de relacionamentos infrutÃferos. Agora, o Homem-Morcego coloca sua moral e seus conceitos em xeque por conta de seu novo inimigo. Como enfrentar alguém sem limites e manter sua própria sanidade? Christopher Nolan disse ter ficado receoso ao conceber o filme. Agora é possÃvel entender. Fazer algo desse tipo requer muita coragem e causa calafrios em qualquer um. E o pior de tudo: como tentar dormir em paz depois de ser confrontado com tamanha perturbação e veracidade? Esse é o legado de Heath Ledger, o legado do Coringa, o legado do medo e da genialidade. Leia crÃtica do Judão aqui.
(Por Fábio M. Barreto)
A discussão não é nova, mas volta com força por conta da aventura Viagem ao Centro da Terra 3D. Afinal de contas, o que é cinema hoje em dia? Muito mais do que discutir a técnica utilizada em sua realização, deve-se analisar a influência que o formato exerce sobre elementos vitais como roteiro, interpretação e edição. Filmes em 3D são impressionantes? Sim, mas seu custo pode ser artisticamente muito alto. E o longa-metragem estrelado por Brendan Fraser paga caro por sujeitar o conteúdo às demandas de seu formato.
LOS ANGELES - Hello, Stranger (Cher-eum Man-nan Sa-ram-deul, Coréia do Sul, 2007, 113min) começa de modo simples, com tomadas de árvores e uma pequena vila no Vietnã. Alguém grita por uma jovem desesperadamente. Não a encontra, grita seu nome e se cala. Mudamos rapidamente para a Coréia do Sul, onde um grupo de dissidentes do Norte termina seu curso de adaptação ao “novo mundo†do capitalismo e dos hábitos mais evoluÃdos. E é pela ótica desses imigrantes que o público é apresentado a Seul e à sensação claustrofóbica vivida por uma pessoa que não tem sequer a noção do que é um caixa eletrônico ou uma megastore. Esse filme foi um dos meus destaques do LAFF. |
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