As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!
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Meu amigo Otavio Almeida, velho companheiro de batalhas na assessoria de imprensa, e sujeito que respira cinema (além do cinismo de Robert Altman), lançou um desafio em seu blog – Hollywoodiano – e cá estou respondendo ao chamado. O objetivo, lançado a vários blogueiros, é fazer uma lista de 5 filmes subestimados por público, crítica ou ambos. Muito bem, vamos aos eleitos diretamente de Los Angeles. Só que tem uma coisa, Otavio, no Judão, tem que ter 8, senão não tem graça!

andy


O Mundo de Andy
(Milos Forman, 1999)
Subestimado por quem? Primeiramente, pela crítica, que insiste em ignorar os bons trabalhos dramáticos de Jim Carrey (Truman Show é outro que entraria fácil na brincadeira). Depois pelo público brasileiro que, sem ter a ligação com o comediante Andy Kaufman, que inspirou o filme, não deu a devida importância a uma cinebiografia.

Está aqui por que… mistura uma grande trilha (R.E.M), uma interpretação memorável de Jim Carrey e ainda coloca grandes doses de comédia numa história essencialmente triste. Tirando a Courtney Love, o filme tem grandes atores e atuações – Denny DeVito, Paul Giamatti, aliás, foi nesse filme que conheci o sujeito e curti seu trabalho de bate pronto. É emocionante e muito bem dirigido. Um tal de Milos Forman comandou o filme. Precisa dizer mais? Tinha certeza que entraria na briga por algum Oscar, mas nada(mesma história que o Truman Show).

dark city

Cidade das Sombras (Alex Proyas, 1998)
Subestimado por quem? Exceto pelos nerds tarja preta, ninguém gostou do filme. Ficou em cartaz em São Paulo por uns 3 dias. E eu dei sorte de conseguir ver, numa sessão no meio da tarde, durante a semana. Público médio achou ridículo, bilheterias foram quase nulas e a crítica falou só um pouquinho

Está aqui por que… é um baita filme! Sombrio, bem dosado e o Alex Proyas chutou o pau da barraca ao fazer esse filme. Tudo (e nada) faz sentido naquele simulacro na realidade criado por extraterrestres doidões que ficavam trocando a memória das pessoas. O filme é marcante e defende bem seu ponto: quem diabos sabe da verdade? Embora depois só tenha feito papel de vilão nojento, o Rufus Sewell estava perfeito, William Hurt faz uma boa ponta e o Kiefer Sutherland é simplesmente insano, se bem que seria um papel sob medida para o Philip Seymour-Hoffman. De quebra, ainda tem a Jennifer Connely para deixar aquele lugar mais bonito. De qualquer forma, o roteiro de FC hard e toda a mitologia que envolve Os Estranhos me cativou.

mandando bala

Mandando Bala (Michael Davis, 2007)
Subestimado por quem? Público. Crítica. Você escolhe. Falhou nas bilheterias (embora deva estourar em DVD, acredito) e ninguém deu muita bola. Quem deu, falou a mesma coisa: violência deslavada sem nenhum roteiro (aliás, a crítica brasileira parece disco riscado, o povo se acha diferenciado e mais esperto, mas, no fim das contas, pensam a mesma coisa).


Está aqui por que…
é divertido para caramba! Não tem roteiro mesmo, tem uma “desculpa†para se fazer um filme. Mas é aí que ele tem seu charme, por ser uma seqüência de ação atrás da outra, sem muito que pensar, sem subtramas exageradas ou intelectuais. Você entra no cinema, vê aquele videoclipe gigantesco com Clive Owen e Monica Bellucci, ri a doidado, come pipoca, sai e já pensa no próximo filme que vai ver. Isso sim é diversão! E o personagem principal consegue comer cenoura, matar com uma cenoura, matar fazendo sexo e fazer um bebê rir (em cena real) ao mostrar como uma arma funciona. Que que há velhinho?

fountain

A Fonte da Vida (Darren Aronofsky, 2006)
Subestimado por quem? Outro geral, a meu ver. Não lembro de ter lido grandes matérias a respeito, muito “crítico intelectual†não sacou a história, falou pouco. O público deve ter entendido menos ainda e perdeu um dos melhores filmes dos últimos anos. Teve algumas nomeações, entre elas o Globo de Ouro de melhor trilha, e ao diretor no Festival de Veneza.

Está aqui por que… Darren Aronofsky criou uma obra-prima! O filme é inspirador e poético do começo ao fim. É lindo visualmente. Tem Hugh Jackman (ou será Jack Hughman?! Haha) num trabalho fabuloso – mil vezes melhor que o já inesquecível Wolverine – e Rachel Weisz quase transcendendo em plena tela. Os arcos de histórias apresentados pelo filme fazem pensar muito além do que estamos acostumados, são capazes de mudar formas de pensamento e funcionam muito mais do que toda essa bobagem quântica e multidimensional que muita gente “séria†defende. Pode até ser, mas nesse filme, há muita coisa além do que meras teorias. O único “defeito†– se bem que 100% correto de acordo com o roteiro – foi um dos finais ser ruim, pois o personagem do Jackman, que não era nada criativo, o escreve. É apaixonante e deslumbrante.

existenz

eXistenZ (David Cronenberg, 1999)
Subestimado por quem? Olha o público aí novamente. Não conheço uma pessoa não-cinéfila que tenha sequer ouvido falar nesse filme.

Está aqui por que… Cronenberg é arrasador quando o assunto é não-convencional! Em 1999, quando o mundo falava em Matrix e outras realidades virtuais, Cronenberg trouxe seu eXistenZ à baila e deu uma bela porrada no modo de vida que vivemos hoje. Gente fissurada por jogos e ambientes virtuais, fanáticos dentro e fora desses mundos, relação de agressividade entre jogadores e a indústria. Tudo isso sem mencionar nenhuma marca ou jogo real, por assim dizer. Contou ainda Jude Law em franca ascensão e um time de efeitos que, sem exagerar, conseguiu criar um mundo bizarro, mas, estranhamente plausível. Esse filme merecia um prêmio por ter antecipado tanta coisa, é altamente atual e deveria ser obrigatório em cursos de comunicação e programação.

13andar

13º Andar (Josef Rusnak, 1999)
Subestimado por quem? Passou batido por um mundo anestesiado pelo primeiro Matrix. Poucos foram os que conseguiram ver esse filme sem encará-lo como uma “cópiaâ€. E não foi, tendo em vista que começou a ser feito antes e deu azar na data de estréia.

Está aqui por que… é fundamental no estudo de simulacros, mundos virtuais e nos questionamentos sociais que sempre fazemos! A famosa teoria da boneca, dentro da boneca, que está dentro da boneca (ou quadro, se você preferir) está em jogo aqui. Até onde conhecemos os limites e realidades do mundo em que vivemos? Aliás, 1998-1999 foi o ano da “simulação e questionamento do mundo†no cinema – Truman Show, Matrix, eXistenZ, 13º Andar, Cidade das Sombras. A diferença, porém, é que, aqui, estamos falando de mundos inteiros sendo gerados dentro de computadores sem, necessariamente, vínculo com escravidão como no caso de Matrix ou exploração do indivíduo como em Truman. Tudo aqui é de mentira, menos para “programas†que habitam esse lugar. A cena em que o personagem principal descobre sua realidade é assustadoramente incômoda. Merece ser visto.

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Cruzada (Ridley Scott, 2005)
Subestimado por quem? Principalmente a crítica. Procurar motivo para chutar o Ridley Scott parece esporte nacional. Claro, depois que você enjoa de criticar o Shyamalan, que foi de herói a vilão numa velocidade incrível. Por pura imbecilidade dos demais críticos, aliás.

Está aqui por que… embora seja fantasioso sobre a versão verídica, sobrou até para a Igreja e suas “prioridades†na hora do desespero! A ação é impressionante, mas não sobrepujou atuações interessantes de Liam Neeson e Orlando Bloom. Gosto muito de Cruzada (apesar do título nacional) por não ser óbvio. Balian tem um comportamento muito diferente daquele arquétipo de cavaleiro que todo mundo imagina, embora defenda a honra e outras causas nobres, a balança dele funciona diferente dos demais e o torna um sujeito bem normal, aliás. Gostei do cerco a Jerusalém e da organização do roteiro. Realmente não entendo as razões que levaram muita gente a detonar o filme.

darko

Donnie Darko (Richard Kelly, 2001)
Subestimado por quem? Ah, escolhe aí. Qualquer público vale. Só nerd tarja preta gostou. Inteligente demais para os “civisâ€. Ninguém foi ver no cinema, não virou filme de Tela Quente e se passar na Páscoa (vai saber, tem coelho) vai assustar a mulher do Seu Silvio!

Está aqui por que… é uma das melhores coisas já feitas quando o assunto é viagem temporal e outras dimensões! O filme é repleto de sacadas boas e interessantes que preciso de um artigo inteiro para falar sobre ele (aliás, dessa lista toda), mas me conquistou por apostar basicamente no roteiro para contar algo complicado, pouco explorado (daquela forma) no cinema e TEM O MALDITO COELHO! Deu medo daquele cara vestido de coelho! Muito medo! É daquele tipo que precisa ser revisto N vezes para ser totalmente compreendido, porém, a compreensão leva à certeza de que é impossível compreender totalmente (wow!). A produção é da Drew Barrymore, que está no filme como uma professora mente aberta. Descobri esse filme há coisa de um mês e fiquei indignado como li tão pouco a respeito. Se você ainda não viu, corra e consiga um DVD! Vale a pena!

Bom, lista finalizada, devo intimar outros blogs a fazer o mesmo. Vamos a eles: Rob Gordon (Championship Vinyl, o rei das listas de Top 5); Tayra, do Cena Brasilis; Igor Oliveira (your Day breaks, your mind aches); Thiago “El Cid†Cardim (Observatório Nerd); e o Franco (Alguma Coisa de Cinema). Mandem suas listas!

Constado às 22:58 em Artigos, Cinema, Comportamento | 17 Comentários | 

Crusada

Ao tentar transformar grandes lendas em filmes repletos de ação e batalhas, os estúdios de Hollywood deixam de lado antigos mitos para mostrar heróis desprovidos da magia e da espiritualidade de suas épocas.

Em todo o mundo, crianças ouvem suas primeiras histórias sobre grandes heróis, façanhas inacreditáveis e lugares maravilhosos por meio da grande mitologia e espiritualidade existente nas culturas européias e asiáticas nos últimos milênios, porém, nos últimos anos, temos vivenciado um movimento no qual os grandes estúdios decidiram abandonar o lado mítico destas histórias para, por exemplo, transformar o mais poderoso dos semi-deuses em um simples guerreiro.

É o que vemos, por exemplo, em Tróia - que poderia se chamar apenas BRAD, afinal de contas, né?. Sob o comando de Wolfgang Petersen (Air Force One) e roteiro de David Benioff (A Última Noite), uma quantidade enorme de recursos, elenco estelar e um grande esforço de pesquisa foram colocados à disposição para recriar a, até hoje incerta, Guerra de Tróia. Exércitos grandiosos, uma história de amor como motivação, interesses políticos como agentes do conflito, um herói imbatível, etc, etc. Tudo muito bonito e certinho para o público, porém, o que a equipe de Petersen deliberadamente tirou do caminho foi toda a mitologia grega, que regia, por muitas vezes, as vontades de reis, motivava soldados e protegia heróis como Aquiles. Basta lembrar da força do Conselho dos Éforos no recente 300. Se os deuses mandavam, era bom obedecer. Ainda bem que Frank Miller inseriu esses elementos e Zack Snyder manteve tudo no filme.

Numa breve passagem de Tróia, Aquiles fala com sua mãe, que profetiza sua morte caso ele vá à guerra. Entretanto, nada se fala sobre ela ser a ninfa marinha Tétis e sobre o fato de que ela, na tentativa de o tornar invencível, mergulhou-o no rio da Estige segurando-o pelo calcanhar. Como esta única parte não foi banhada pelas águas protetoras criou-se ali seu ponto fraco. O calcanhar de Aquiles. Outro guerreiro com um ponto fraco similar é o nórdico Ziegfrid, que tinha uma pequena falha em formato de folha em sua proteção mítica ao ser banhado pelos deuses. Mesmo sem manjar de mitologia, é só assistir Cavaleiros do Zodíaco e lembrar como um dos cavaleiros de Hilda dança por ter o mesmo ponto fraco de seu predecessor.

Vários fatores míticos são atribuídos a Aquiles: sua armadura foi feita por Hefesto, o ferreiro dos deuses, filho de Zeus e Hera; seu destino havia sido decidido anos antes de seu nascimento pelo próprio Zeus e por Poseidon; e foi descrito como um deus por Homero, na Ilíada. Em várias versões da história, também vemos a intervenção direta de alguns deuses nos combates da Guerra de Tróia. Mas, no filme, tudo é muito humano e apenas o templo da praia - destruído e profanado por Aquiles - lembra de que existiam forças “maiores” naqueles tempos. Saudades do tempo em que filmes como Fúria de Titãs ainda podiam mostrar a interação entre a Humanidade e suas crenças mais antigas. Com direito a Lawrence Olivier interpretando Zeus e efeitos visuais e produção executiva de Ray Harryhausen.

Zeus

Se os deuses do Olímpo puderam ser ignorados em prol da ação e de batalhas grandiosas, o que dizer então da versão crua e puramente militar do lendário Arthur Pendragon?. O filme Rei Arthur, dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento), que muitos esperavam ser uma adaptação da trilogia Rei do Inverno, de Bernard Cornwell, acabou mostrando um Arthur romano, basicamente um líder militar atuando contra os “bárbaros†bretões e apoiado por leais e letais cavaleiros vindos de uma terra distante. Mesmo com a presença do competente autor e estudioso John Matthews - autor de diversos livros sobre religiosidade antiga, em especial, na Grã-Bretanha - como consultor histórico, o diretor e o estúdio preferiram inserir elementos mais “ligados†a sua concepção para o personagem do que se apoiar na história mítica.

Em uma conversa logo após o filme, Matthews disse que a ordem da produção era clara: “nada de magia, é um filme de açãoâ€. Ou seja, logo de cara, o filme perdeu a chance de ser o mais próximo possível do até hoje pesquisado sobre o personagem justamente por ter alguém como Matthews envolvido, porém, relegado ao segundo plano. Com isso, Excalibur transformou-se na espada do pai de Arthur, Merlin tornou-se líder dos “bárbaros†woads (nome dado aos bretões), a existência de Avalon e da Dama do Lago sequer é cogitada, e Arthur apresenta-se apenas como um bom líder militar interpretado por Clive Owen. Um homem comum, muito longe do mito que o mantém na mente das pessoas e é referenciado até hoje. Pobres das crianças que assistem aos desenhos e ouvem à versão da história de um jovem destinado a ser rei retirando a espada mágica da pedra ou a recebendo do espírito da água.

Por mais que a premissa do filme seja “apresentar uma versão desmistificada sobre o personagemâ€, séculos de histórias e crenças envolvendo o Rei Arthur e seus cavaleiros não poderiam ser simplesmente ignorados assim. Não que alguma versão seja mais acurada que a outra, mas o ponto latente nesta discussão é o fato de Hollywood estar rotulando de forma pesada e clara a magia, a espiritualidade não-cristã, e as crenças antigas como elementos para filmes puramente ficcionais como O Senhor dos Anéis, Harry Potter, etc.

A sociedade moderna pode não ter mais espaço para a crença no antigo poder dos druidas, nos feitiços de grandes bruxos, na magia da natureza, porém, desvincular os grandes mitos e heróis da ligação com os deuses e a magia que muitas vezes os auxiliavam acaba por enfraquecer o poder do mito em si. E não vivemos uma era propícia ao surgimento de novos arquétipos sociais, culturais e militares. Cada vez mais, torna-se necessária a existência de modelos a serem seguidos e enfraquecer os elementos clássicos pode não ser o melhor caminho. Quando tiramos as referências clássicas da frente, em quem as futuras gerações vão se inspirar? Sujeitos como Stallone ou Capitão Nascimento? Em heróis meramente fictícios como Aragorn?

Engana-se, entretanto, quem entende este argumento como um estandarte a favor do antigo paganismo ou da existência da magia, uma vez que o próprio cristianismo sofre do mesmo mal. Em Cruzada, cujo título original é Kingdom of Heaven – o Reino dos Céus – a trama que aparentava ser focada no aspecto espiritual da jornada até Jerusalém não passou de um filme de ação, com batalhas eletrizantes, um herói cativante, porém, frustrado com a política envolvendo a crença em Cristo e a própria descrença dos religiosos envolvidos e da ausência real de ideais na manutenção da posse da cidade. Riddley Scott andou apostando em obras críticas como em Falcão Negro em Perigo (provavelmente a razão por ter perdido o Oscar por direção em Gladiador) e não poupou a Igreja Católica em Cruzada.

Especialmente no cerco de Saladino a Jerusalém, a fé dos religiosos é abalada pela iminente derrota e a perspectiva de massacre, sobrando para Balian (Orlando Bloom), que viajou à cidade em busca de redenção – a verdadeira razão de sua cruzada pessoal –, oferecer a esperança outrora ofertada ali mesmo por Jesus séculos atrás. O que deveria ser uma jornada baseada no sagrado e na fé acabou se transformando numa trama política e num jogo de poder. Afinal de contas, o domínio da Terra Santa nada mais era do que uma situação política para os verdadeiros governantes daquele tempo. De qualquer forma, o elemento religioso era, sim, fundamental para a maioria dos homens que lutaram aquela guerra.

É uma pena notar que esta tendência existe na indústria e que sob o argumento de mostrar “a visão real†sobre vários personagens fundamentais na construção do pensamento moderno e dos arquétipos que até hoje guiam os homens e seus sonhos, deixemos de lado a simples crença num mundo em que a fé, literalmente, pode mover montanhas e que uma simples espada antiga pode reunir os homens sob um objetivo comum. Ação pode render boas bilheterias, batalhas podem inspirar diretores a superarem Peter Jackson - até hoje ninguém conseguiu -, mas é de ideais e modelos admiráveis que nossos sonhos são criados e é sobre eles que novas gerações serão ensinadas e baseadas.

Hollywood quer nos vender um mundo sério demais e deixar tudo que pode dar tempero a nossa vida com cara de faz de conta. Hoje, pode ser, mas há muito tempo, no meio de povos muito distantes, a coisa era bem diferente e, quer diretores e roteiristas queriam ou não, eles são nossos ancestrais e seus pensamentos de decisões, de certa forma, definiram o mundo em que vivemos hoje. Que a magia resista à tendência financeira e que a Fênix consiga se reerguer das cinzas dos grandes estúdios e suas fórmulas de sucesso.

uv