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Por favor, não me xinguem. Não desta vez! =D Fui assistir ao filme Hellboy II - The Golden Army na última quinta-feira, lá no Arclight, o cinema predileto da Paramount em LA. Puxei papo com um casal que ocupou as poltronas ao meu lado e, convenientemente, o sujeito era editor de som da Fox Film. Até pelo fato de estarmos ali para assistir ao segundo filme do Red, falamos muito sobre Del Toro, O Hobbit e dos outros blockbusters nerds. Até que, por alguma razão, Arquivo X - Eu Quero Acreditar entrou em baila. Pude notar a cara de desânimo do rapaz e aí veio a confirmação sonora:
Fiquei cabreiro com o comentário. O cara não me conhece, não tinha razão para inventar história e ainda mais da empresa em que trabalha. E, levando em conta o fato de que ele trabalha com filmes, sai pouco para ir ao cinema e se deu ao trabalho de ir até o cinema para assistir Hellboy 2, não se trata de um espectador qualquer e que tenha problemas com o gênero da FC&F. Será mesmo? Não sei e não compartilho da opinião, afinal de contas, só poderia dizer algo quando assistir ao filme. Pode não ser absolutamente nada, mas achei legal compartilhar isso com vocês.
O Procurado (Wanted, 2008, EUA) tem tudo que um bom filme de ação precisa. Armas, tiroteios, cenas impossíveis, perseguições de tirar o fôlego e, claro, Angelina Jolie. James McAlvoy e Morgan Freeman estão ali, mas o show visual é dela, que vai fazer muito marmanjo pagar o ingresso só para ver sua cena seminua. De qualquer forma, o filme funciona dentro de seu gênero, mesmo com alguns problemas notáveis de edição. Novidade, entretanto, não existe em termos técnicos em Wanted. Os efeitos das balas não atualizam o bullet time de Matrix e a trajetória do personagem principal – James McAvoy, sempre bem – é uma saga do herói ao avesso que é prejudicada por uma montagem confusa em alguns momentos. A ação, porém, é tão intensa que o ritmo acelerado compensa suas deficiências. O que pode, e deve, frustrar muitos dos fãs da HQ que inspirou o filme, em 2003, no mercado norte-americano. Os personagens são construídos rapidamente e suas habilidades também. Eles são capazes de curvar as balas, ou seja, atiram de qualquer lugar, a qualquer distância e, normalmente, atingem seus alvos. O mais novo membro dessa elite de assassinos é Wesley (James McAvoy), que é recrutado por Fox (Angelina Jolie) para vingar a morte de seu pai, também membro da tal Fraternidade. Mas há o inimigo, Cross (o competente ator alemão Thomas Kretschmann), um renegado disposto a destruir o grupo.
Mesmo para quem leu a HQ há novidades no roteiro, pelo que já foi dito por quem assistiu. Mas, especialmente, quando se analisa o filme sem essa referência pode se valorizar a construção de uma grande mentira em torno da real função de Wesley e a verdade por trás da Fraternidade, que é liderada pelo personagem de Morgan Freeman – em destaque por algumas frases fortes, palavrões hilários e uma careta impagável. Comédia? Não, mas valoriza seu trabalho e evita um personagem meramente ilustrativo ou repetitivo. Afinal, criar sujeitos caricatos e bobos é muito fácil. É aquele tipo de filme feito para a nova geração: boca suja, disposta a mudar o mundo com um headshot, e que sonha em descobrir que é filho de um milionário! Claro que a “apologia” às armas vai dispertar os incautos, claro que os xiitas vão detestar por causa das diferenças, mas claro que tudo isso soa cool para diabos. E é isso que o filme pretende, ser cool. A “Geração MTV” cresceu e esse filme é para ela. Mas será que alguém vai se preocupar com isso depois de passar algumas horas com a Angelina? O curioso é que muitos fãs do quadrinho já se perguntam: é possível que a Fox seja interpretada por alguém que não a Halle Berry? Meus queridos, Halle não é NADA perto da Jolie, não para esse filme. Acreditem! O Procurado cumpre o que promete: ação do começo ao fim, tiroteios impensáveis e, claro, dar mais um exemplo da sensualidade voraz de Angelina Jolie em cena. É bacana e empolgante, mas não chega a fazer sombra perante os grandes lançamentos do ano e daqui a pouco vem o morcego para monopolizar as opiniões e colocar os tiros impensáveis de Wanted para escanteio. Mas claro, que, algum daqueles prêmios non-sense que o MTV Awards entrega: Melhor Cena de Carro Rodopiando, ou algo assim. Justo dizer que o filme também entrega alguns elementos secundários de grande valia como outra uma ótima atuação de James McAvoy (os personagens principais nesse caso são as cenas de ação, o fato dele aparecer em todas elas não o torna mais importante que a adrenalina das cenas), que se consolida cada vez mais; uma ótima participação de Terence Stamp; e uma mensagem tapa na cara para quem se contenta com uma vidinha medíocre. Afinal, o que você tem feito ultimamente?
*Vou escrever duas críticas sobre Wanted. Essa é a primeira, antes de ler o quadrinho. Analisando o filme como produto individual e único.*
O inevitável aconteceu. Com a maioria dos campeões de bilheteria do ano, a Paramount foi o primeiro estúdio a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão no faturamento com ingressos nos Estados Unidos. Também pudera, a empresa teve em suas mãos produtos de gente graúda como Marvel, DreamWorks, além do maior aventureiro de todos os tempos. Homem de Ferro, Indiana Jones e Kung Fu Panda mostraram-se mais do que capazes de cumprir suas metas e fracassos como Speed Racer só aumentaram a força da companhia. E, claro, lembrando que o ano começou bem com Cloverfield quebrando tudo. Agora a Warner Bros. começa a contra-atacar com o bem-sucedido Agente 86, que lidera as bilheterias norte-americanas, e usará sua maior arma do ano: Dark Knight. Para a Paramount Brasil as coisas devem estar mais lindas ainda, pois além desses filmes, a empresa ainda distribui os filmes da Universal, que inclui O Incrível Hulk, Procurados (que estréia essa semana por aqui), Hellboy II e já está de olho no próximo filme da franquia A Múmia. Quem passou batido e merece umas palmadas é a Fox, cujo melhor lançamento foi Jumper e mais nada. Um monte de filmes pequenos e The Happening, que era porrada garantida, já que o mundo decidiu odiar M. Night Shyamalan. Eu gosto dele. Pensem o que quiserem. O cara tem coragem, faz filmes com convicção e admiro isso num diretor autoral. O mais engraçado é que isso estava tão na cara quando eu olhei o line up para esse ano, ainda em dezembro de 2007. Foi inevitável pensar: caramba, como a Paramount estão cheia de canhão pro ano que vem. Mas o melhor de tudo é que a mira também estava boa e todos os tiros foram certeiros. E o meu salário, ó! =D E já que falei no Red, um trailer para animar a semana! |
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