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SAN DIEGO - Embora não seja unanimidade entre os crÃticos, os nerds de histórias em quadrinhos e cinema têm um ditado quando assunto é adaptar grandes tÃtulos para o cinema: In Snyder We Trust (Em Snyder a gente confia!). A frase foi retirada da nota de 1 dólar – In God we Trust - e se refere ao diretor Zack Snyder, que segue numa carreira meteórica depois de refilmar Despertar dos Mortos, de George Romero, e de encarar o desafio de levar 300, de Frank Miller para o cinema. Snyder é o homem responsável pela até então impossÃvel tarefa de transformar Watchmen, de Alan Moore, em filme. Apaixonado assumido e considerado uma “enciclopédia†pelos os atores com quem trabalha, o diretor parece ter acertado a mão, novamente, com Watchmen, um dos filmes mais antecipados de 2009. Zack Snyder conversou com o SOS Hollywood durante a San Diego Comic-Con e falou sobre seu novo filme, a pressão dos fãs e, claro, sobre o momento atual dos quadrinhos no cinema. A entrevista foi bacana, mas devo dizer que encontrei um Snyder claramente esgotado fisicamente. Embora ele ainda demonstre toda a paixão que garantiu muitos fãs aqui, o ritmo ininterrupto de filmes sem dúvida tem afetado o “homem adaptação de quadrinhos”. Para ajudar, vários para-quedistas participaram da entrevista (gente perguntando sobre Alan Moore e sobre a “importância da Comic-Con”, putz), mas o troféu “Volta pra Casa” vai para uma correspondente brasileira que só ficou lá, sentada, gravando as entrevistas e não abriu a boca. Muito bem flipper! Agora chega de enrolação, leia a entrevista!
Watchmen levou 20 anos para achar seu lugar no universo, eu acho. Esse trabalho é tão relevante que pudemos dizer que é “a graphic novel mais celebrada de todos os tempos†no trailer. Quem vai dizer o contrário? (risos)
Sábado foi um dia marcante. Obviamente, o fato de ter entrevistado Frank Miller entrou para minha história pessoal, porém, o lado ruim do penúltimo dia de Comic-Con foi bastante inesquecÃvel. Tudo por conta do gigantismo do evento e, claro, do aumento absurdo de visitantes, afinal de contas, quem trabalha durante a semana também poderia participar. E foi um pandemônio. Para ajudar, foi no sábado que começou a programação pesada de TV e, se alguém ainda tinha dúvidas, ficou claro de que esse tipo de conteúdo é o verdadeiro responsável pelo sucesso absoluto da San Diego Comic-Con. A maior parte das atenções estaria voltada para o Hall H, em seu último dia de atividade, que fecharia a programação com chave de ouro: Heroes – e o primeiro episódio da nova temporada -, seguido por Lost, com um Q&A apresentado pelos produtores. E tudo foi caótico. Muito mais procurado que os painéis de cinema ou quadrinhos. Missão quase impossÃvel. Só um nome: FRANK MILLER! Vai ser lindooooooooooo!
A Universal Pictures começa a se mover com força e impacto em 2008. A primeira grande notÃcia é a assinatura de um contrato de 3 anos para produções conjuntas envolvendo todos os personagens da Dark Horse Comics e possÃveis adaptações para cinema, TV e DVD. Um dos motivos do contrato é a proximidade com o lançamento de HellBoy 2: The Golden Army, dirigido por Guillermo Del Toro, e a possÃvel exploração do personagem que já fez sucesso com seu primeiro filme, mas foi produzido pela Revolution. De acordo com o presidente e fundador da Dark Horse, Mike Richardson, o fato de vários projetos já terem sido bancados pela Universal e o desejo de terem uma “casinha†para seus produtos foram fundamentais para fechar o acordo. Quem não vai ficar feliz com a história são os outros estúdios que já assinaram co-produções com a DH, como a Warner, que já emplacou filmes como 300 e O Máscara; a Sony, dona de 30 Dias de Noite; e a Fox, que bancou Alien Vs. Predador. O mais preocupante no momento é a história da continuação para 300, já mencionada por Mark Canton aqui, mas que estava vinculada diretamente à Warner. Embora não exista no formato quadrinho, esse novo filme ainda pode mudar de mãos graças a contratos de direitos autorais e patentes ligados à DH. Fiquemos de olho. Outra faceta do acordo são os projetos diretos para DVD, que também serão distribuÃdos pelo braço de home entertainment da Universal. O interessante é que, agora, ninguém mais chega perto dos trabalhos de Neil Gaiman, Frank Miller, Mike Mignola, Gerard Way e Will Eisner. Pelo menos pelos próximos 3 anos. Planos para TV também estão incluÃdos, mas nada anunciado. Enquanto isso, no Brasil, é cada vez mais próximo o momento da separação entre Paramount e Universal. As empresas terão seus braços cinematográficos oficialmente encerrados em novembro desse ano e, em 2009, a Universal Pictures passa a trabalhar autônoma em território brasileiro, o que pode ser uma boa notÃcia para o consumidor final, uma vez que, com mais um “competidorâ€, o mercado precise se mobilizar para não perder terreno. A cisão é estruturada e vem acontecendo nos últimos anos. Sem motivo de pânico para a Paramount, que está bem das pernas esse ano, especialmente com o sucesso de Cloverfield e os blockbusters Indiana Jones IV e Homem de Ferro. Ela briga com ela mesma no quesito grandes heróis do ano. E tem um line up de fazer inveja. Grande ano para a companhia. |
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