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A retomada de George Lucas da sua maior criação depois do final da Trilogia Clássica foi marcado por um problema: a ausência de “guerra†em Episódio I. O tÃtulo de Guerra nas Estrelas sempre pressupôs a presença marcante de batalhas, conflitos e uma boa dose de explosões nos filmes anteriores, sendo um dos fatores que causaram frustração e prejudicaram a bilheteria do filme. Lição vivida, lição aprendida. Com isso, ação e ritmo militar não faltam ao novo Star Wars: The Clone Wars, primeiro filme animado ambientado nesse universo. Entretanto a tarefa não é simples, uma vez que seu objetivo é definir um novo ritmo, que será seguido na série de TV que estréia no final do ano. E tudo isso é extremamente arriscado para personagens e equipe de produção, afinal, tudo é novidade, e novidades sempre são incertas.
LOS ANGELES – Os trailers fizeram o trabalho duro e poucos consumidores de cinema não foram afetados pelo carisma e personalidade atrapalhada do robozinho Wall-E. E tanta expectativa é superada pelo resultado final do longa-metragem, que, novamente, força as barreiras do que é, ou não, capaz a animação. Com pouco diálogo, muita expressão – especialmente quando dois robôs que não falam são personagens principais – e maestria na direção, Wall-E estréia como clássico instantâneo, mundialmente, na próxima sexta-feira. Há tempos que a Disney não emplacava um personagem infantil tão cativante e poderoso como esse. (Spoilers a partir deste ponto)
Até mesmo pessoas inteligentes têm seus momentos “Magdaâ€. Sharon Stone falou bobagem da China e levou uma invertida poderosa e financeira. Entretanto, esse caso nem se compara ao cala-boca que Spike Lee levou do Clint Eastwood outro dia. Bom, o sujeito também foi mexer com o Clint? Putz, com Dirty Harry não se brinca, filhote! Mas ele foi pregar aquela palhaçada racial dele (direitos são uma coisa, usar como arma polÃtica ou de publicidade é outra totalmente diferente, e foi isso que ele fez) e se esqueceu de pensar se seu argumento era válido ou não. Vou explicar por que Spike Lee se demonstrou um tapado, nesse caso. Gosto dele, mas perdeu vários pontos depois dessa. Vamos aos fatos:
E eles perguntaram.
Com os dois lados expostos, vou amarrar essa coisa toda. Como alguns de vocês sabem, eu escrevo contos e, no momento, estou trabalhando no meu primeiro livro. Mês passado, porém, escrevi um roteiro em inglês da minha primeira tentativa de curta-metragem. O assunto: Segunda Guerra Mundial. Curiosamente, eu queria escalar um ator negro para o papel, mais especificamente John Adams (Dead Zone), colega meu aqui , gente boa pacas e que arranha no português. Diferente do Spike Lee, eu pesquisei a presença e a participação de soldados negros no conflito, especialmente no Teatro de Operações Europeu. Como fã e estudioso do tema, achei estranho também, assim como o Lee, que não houvesse negros em produções como Band of Brothers, O Resgate do Soldado Ryan, Além da Linha Vermelha, e por aà vai. Demorou um pouco para chegar ao resultado, mas o próprio John me colocou em contato com um veterano que, além de indicar um material distribuÃdo na comunidade negra aqui, deu a resposta: não haviam negros na linha de frente norte-americana no inÃcio da guerra, especialmente no Dia-D. O Teatro do PacÃfico, porém, apresentou a utilização de combatentes negros bem mais rápido e, realmente, havia um contingente afro-americano na invasão à s ilhas japonesas como Iwo Jima, mas um número Ãnfimo se comparado aos caucasianos. O comentário de Lee soa fora de contexto, uma vez que os filmes de Eastwood tem por objetivo retratar a história dos soldados que levantaram a bandeira, em A Conquista da Honra, e dos japoneses, em Cartas de Iwo Jima. Spike Lee vem tocando nesse tema há um tempo, diz que é provocação de Eastwood e promete fazer seu próprio filme de guerra para “corrigir†esses erros. Ótimo, mas que o faça num intervalo histórico onde a participação negra foi verÃdica. É realmente necessário mostrar esse aspecto da guerra. Os Estados Unidos ainda viviam um sistema social segregado durante Segunda Guerra Mundial, que continuou a ter seus efeitos inclusive durante o Vietnã – aà sim uma guerra onde os negros foram enviados ao front sem pensar duas vezes. Quem assistiu a Fomos Heróis pode notar a integração entre os soldados, mas o detalhe da segregação surge quando uma das esposas recém-chegadas fica surpresa com a lavanderia “withes only†(ela pensou que só podia lavar roupa branca, mas, na verdade era que só “gente†branca poderia entrar no estabelecimento). Não havia nenhum pára-quedista negro no ataque aéreo e tampouco dentro das barcaças de desembarque. O primeiro negro a colocar os pés na Normandia foi um motorista de caminhão, que levava suprimentos para os combatentes. As unidades do Exército formadas por negros eram não-combatentes, no inÃcio da guerra, mas isso foi mudando ao longo do conflito. O personagem de Cuba Godding Jr. em Pearl Harbor, por exemplo, deixa claro que “lugar de negro era na cozinha”, sob a ótica das Forças Armadas, pelo menos até a briga começar e as estúpidas barreiras raciais começaram a esmorecer, afinal, muito branquelo foi salvo pela coragem e bravura dos soldados negros. Voltando a Spike Lee. Como membro ativo da comunidade negra e, sem dúvida, em contato com todo esse material que um recém-chegado como eu conseguiu, soa apenas como jogada de marketing criticar Clint abertamente. A resposta de Eastwood foi perfeita e dentro da realidade do conflito. Para que escalar negros num lugar onde não haviam negros lutando? Seria o mesmo que George Lucas escalar atores brancos para estrelar Red Tails, que vai contar a história do melhor esquadrão de caça da WWII e que era totalmente formado por pilotos negros. Se o Lucas estragar esse, eu juro que ele perde meu respeito! O “ataque†de Lee tem uma razão, porém. O próximo projeto de Clint Eastwood envolve a história de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da Ãfrica do Sul. Entendo a postura do cineasta desafiante como um aviso: “estamos de olho no que você fazâ€. Mas o golpe não funcionou, e o detentor do tÃtulo devolveu com um nocaute: “Não vou transformar Nelson Mandela em um brancoâ€, disse sorrindo. Portanto, Spike, meu caro: calaaaaaaaaaaaaaaada!
A indústria do cinema é cruel. Hoje em dia, o fato de um filme ser bom não o salva do eventual fiasco e, ao contrário, sucessos incontestáveis de bilheteria não implicam que o filme seja necessariamente bom. É exatamente sobre esse aspecto que, provavelmente, a maioria das crÃticas de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal vão abordar. O Festival de Cannes já sinalizou “pouco interesse†e vi um pouco disso na exibição de imprensa que acabou de acontecer em Los Angeles, dentro dos estúdios Paramount. Seja por excesso de expectativa exagerada ou por eventuais falhas de roteiro – afinal de contas, George Lucas está na parada – não houve ovação, porém, também não vi ninguém odiando o filme. De qualquer forma, digo a vocês, O FILME É INDIANA JONES PURO, DO COMEÇO AO FIM! [Prometo que não vou contar nenhum detalhe, afinal, concordo com Spielberg quando ele aposta no segredo para manter a magia do cinema.] O que se esperava do novo Indiana Jones? Aventura, claro. E isso, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal tem de monte. Aliás, o ritmo é bastante puxado e poucas são as cenas sem algum elemento fÃsico ou um pouco de ação. Boas piadas pontuam o filme. A melhor expressão para definir o que é esse longa-metragem deve ser a predileta dos atores: it’s a lot of fun! É divertido para caramba! E, sendo assim, é um ótimo filme. Não há muito mais que se esperar de um quarto filme, sobre um mesmo personagem e suas aventuras impossÃveis. Uma crÃtica do Washington Post diz que é vazio e sem sentido. Bom, convenhamos qual a utilidade e o sentido dos filmes anteriores? Puramente divertir e entreter. Porém, o que faz a diferença entre o tipo de diversão entregue por Indiana Jones em relação a seus “concorrentes†como A Múmia, National Treasure e similares é que nenhum deles bate Indy em carisma. E isso, inegavelmente, Harrison Ford tem de sobra. É impossÃvel não torcer por ele a cada salto, tiro ou enigma que precisa decifrar para solucionar o dilema do cabeção de cristal. Mutt Williams (Shia LaBeouf) foi boa aquisição ao elenco. Seu visual totalmente chupado de Marlon Brando em The Wild One define todo seu estado de espÃrito sem dizer muito, mas ele é um dos que mais muda ao longo da trama. Já Marion Ravenwood (Karen Allen, quando a idade chega, a idade chega…) retorna, mas não convence muito e, a exemplo de Susan Sarandon em Speed Racer, vê sua personagem ser mera coadjuvante estética na maior parte da história. De qualquer forma, não é para ver os dois que o público vai pagar o ingresso, mas sim para acompanhar o retorno de Harrison Ford ao papel de Indiana Jones. Ele faz o que tem de melhor: corre, pula, tira sarro da cara dos bandidos e, claro, tem seus momentos mais exagerados do que gostarÃamos de ver, mas, tratando-se de Indiana Jones, vale tudo! O bom trabalho de câmera e efeitos não deixa o espectador pensar no fato de que ali está um homem de 65 anos. A idade do personagem, aliás, acaba servindo com motivo de boas cenas cômicas. Esse filme não é e nem vai ser uma unanimidade. Quem quiser achar defeitos vai ter um banquete à disposição, assim como quem resolver defender ou enaltecer as cenas bacanas. Talvez por isso muitos crÃticos tenham resolvido queimar o filme logo de cara, assim não ficam com remorso caso a opinião pública o condene. De qualquer forma, cada um faz seu juÃzo. Gostei, vi muita coisa boa, ri bastante ao longo de todo filme e a não gostei de algumas decisões tomadas pela equipe no desfecho, mas aà é coisa bem pessoal. No geral, é como se tivesse voltado no tempo e entrado num cinema cerca de dois anos depois da estréia de A Última Cruzada. Porém, pode estar aà o calcanhar de Aquiles do filme. Todo mundo tem insistido que foi feito para os fãs, entretanto, Spielberg pode ter pensado tanto nos fãs que não se deu conta de que essas pessoas cresceram e amadureceram. Quem pedia por um novo filme empolgado com A Última Cruzada não tem mais aquela mentalidade. Indiana Jones tem. Embora o tempo possa ter passado e ele, a partir de certo ponto, se torne um sujeito “sério e responsávelâ€, o espÃrito da “trilogia†original foi mantido. Seus conceitos, seus ideais, sua identidade visual. É como se tudo tivesse parado no tempo. Um tempo bom, diga-se de passagem. Mas a dúvida é: o público de hoje está preparado para essa viagem no tempo? Faz sentido para eles – jovens ou não – falar em russos, caça à s bruxas, comunismo? Saberemos em breve. Faltam apenas 4 dias para a estréia. Os veteranos tem em Ford a certeza de que o personagem continua imbatÃvel e exatamente como nos lembramos. E como estandarte da nova geração surge Shia LaBeouf, que já arregimentou a garotada em Transformers e surge como novo elemento constante em eventuais filmes do personagem. Ele acaba sendo o catalisador dramático e cômico do filme todo, e faz o trabalho direito. Especialmente na parte cômica. Não há como deixar de lado a idéia de que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é um filme engraçado, com objetivo de divertir e tentar fazer isso da melhor maneira que o trio de ferro permite. A cena de abertura, aliás, dá o tom para todo o resto do rolo. Não há nenhum objetivo polÃtico – os russos já perderam e a Guerra Fria acabou –, as tribos do Peru não devem dar muita bola para a existência, ou não, de um crânio de cristal cheio de superpoderes e o personagem nunca foi de passar por aventuras verÃdicas ou cotidianas. Tudo ali é faz de conta, com muita qualidade diga-se de passagem, mas, ainda assim, uma história cuja função é servir de palco para que Indy faça seu show, Harrison Ford retorne ao topo e, quem sabe, Shia LeBouf se transforme no porta-voz do bom cinema para essa nova geração em cujas mãos está o destino ($$) e o julgamento da validade, ou não, de Indiana Jones para o novo século. Será um arqueólogo e professor meio perÃodo capaz de competir com os cenários supercomputadorizados dos Wachowski ou a tecnologia dos filmes de superheróis? A única certeza que tiro disso tudo é que realizei mais um sonho, vi Indiana Jones no cinema. E uma conclusão: George Lucas tem que ser proibido de escrever roteiros pelos próximos 10 anos, ainda de castigo por Episódio I e por algumas escorregadas com o Indy! E viva as marmotas!
Todo mundo pira quando você aparece. Como é isso? São os seis filmes ou tem algo mais? E a exposição? Incluindo a sua fantasia? Que pena que demorou tanto para chegar aqui. … Ralph McQuarrie. Quando o primeiro filme foi lançado, você falou com a imprensa sobre as dificuldades de atuar com a fantasia. E aposto que todo mundo pergunta isso, não é? O modo de filmar a nova trilogia mudou muito em relação à primeira? E você sentiu isso de George Lucas? Ele é famoso por isso.
Você falou muito sobre a evolução digital. Do ponto de vista do ator, mudou? Vocês tinham novos elementos de referência como ver algum vÃdeo de efeito antes de entrar numa cena, por exemplo? Mas eram autênticos. Mostramos o filme na primeira JediCon, em São Paulo, e muita gente ou dormiu ou foi embora, mas quando tentamos tirar, teve reclamação. Bom, eu vi 6 vezes. Era o que passada na TV naquela época. Por falar em Carrie, era bom trabalhar com ela? E na nova trilogia, vários atores novos, novas estrelas, e você constante lá. A nova trilogia veio na época dos spoilers, todo mundo sabendo de tudo. Antigamente, era mais difÃcil, mas mesmo assim Lucas criou a idéia de Blue Harvest para esconder Jedi. E o pessoal acreditou…
Agora é a minha vez de perguntar a vocês. Qual o outro personagem que faço em Uma Nova Esperança? Sim, é uma ponta, mas eu faço. Essa foi legal, mas a primeira é mais difÃcil. Poxa, pensei que estava falando com especialistas aqui. (risos). Então visite meu site www.anthonydaniels.com Eu visitei e descobri a resposta, Anthony Daniels veste a roupa de outro droide nas ruas de Tatooine, na cena em que Luke vende seu veÃculo. O personagem foi batizado como CZ-3.
Convenção de estúdios e donos de cinema mostrou os próximos grandes lançamentos do ano. Embora o Oscar seja todo badalado e tudo mais, os negócios do cinema realmente “acontecem†numa feira anual realizada em Las Vegas. A ShoWest, que reúne estúdios e donos de cinemas, aconteceu nessa semana e foi uma porrada atrás da outra. De Kung Fu Panda a Star Wars: The Clone Wars. O objetivo da feira é fechar negócios sobre tendências, mostrar quais os filmes que devem ser exibidos – assim os donos de cinema escolhem suas programações com certa antecedência – e fazer muito barulho em torno de filmes esperados.
É de tirar o fôlego, ah é! Mais detalhes depois. De acordo com Lucas, “fazer TV funciona meio que no esquema antigo, dois caras chegam com uma idéia, sentam, tomam café enquanto explicam a idéia e, se eu gosto, a gente faz. No fim do dia, toda a estrutura já está trabalhando e dá para fazer coisas interessantes assimâ€. Quem pode pode, né mesmo? O elenco de Speed Racer – Emile Hirsh e Cristina Ricci, para ser mais especÃfico – pintou por lá. Em breve, vocês conferem as entrevistas exclusivésimas! E, dessa vez, no Judão e na Sci-Fi! O filme arrebenta com o coração e coloca a adrenalina lá no céu. Wow! Kung Fu Panda, como eu disse aqui (mesmo sem algumas pessoas gostarem), é muito legal, causa muitas risadas e deve ser um grande sucesso nos cinemas. O elenco ficou acertadinho para as vozes e Po é um sujeito altamente ‘gostável’. E, claro, AWESOME! Fico pensando como isso será traduzido no Brasil. Uma das coisas mais impressionantes, porém, foi notar a força de Hannah Montana. Que eu entrevistei no começo da semana e tirei fotinha! Foi-se o tempo que Ãcones infantis se limitavam a inspirar apenas seus fãs. Miley Cyrus, de apenas 15 anos, influenciou até mesmo a poderosa indústria de Hollywood com o sucesso de seu filme Hannah Montana & Miley Cyrus: O Melhor dos Dois Mundos, que estréia no Brasil, em 25 de abril, em quatro salas com tecnologia 3D. O filme foi exibido em apenas seiscentas e oitenta e três salas nos Estados Unidos e faturou, só no fim de semana de estréia, US$ 31,5 milhões, mais que o dobro do faturamento dos filmes tradicionais exibidos em quase três mil salas. Esse sucesso todo provocou um acordo milionário para ampliar para dez mil o número de salas 3D nos Estados Unidos e Canadá, nos próximos anos. Aproximadamente US$ 700 milhões serão gastos nesse projeto. Tudo isso por causa de um programa da Disney. Impressionante, hein? Quem não participou da ShoWest foi Homem de Ferro, MAS, Robert Downey Jr. veio a Los Angeles para entrevistas hoje! Depois eu conto tudoooooooooooo! ïŠ (me sentindo o colunista de fofoca agora). E, claro, com entrevista! Uhu!! Barretão Wins! |
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