As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!
Constado às 00:42 em Astros, Cobertura, Estrelismo, Exclusivo, TV, Viagem | 11 Comentários | 

Faz tempo que não mando nenhuma matéria sobre o assunto, mas tudo tem razão. Primeiro, quis juntar vários encontros estelares para ficar mais interessante e, como anunciei há um tempo, com a família por perto, acabei mudando um pouco o ritmo e os lugares que visito.

Mas nem por isso eu deixo de trombar com os famosos. Justamente por isso, sabendo que vou deixar muita gente enfurecida – especialmente o Bó – eu digo: Oi Kate! Viu o Sawyer por aí?

Pois é, Evangeline Lilly foi a mais nova aquisição para o panteão de gente famosa que eu encontrei na vizinhança. Depois de ter levado a dona Lu para tirar o SSN (famoso CPF) e de aturar uns ataques histéricos da pequena Ariel, que queria tudo cor de rosa que via pela frente, fomos comer tacos. E foi lá, no mesmo lugar onde trombei com a Rachel Bilson, que tive o prazer de ver Evangeline Lilly, minha musa de Lost, em pessoa.

Foi rapidinho, mas valeu. Estava estacionando para comprar tacos quando surge uma moça simpática atravessando. Parei o carro e sinalizei para que ela continuasse. Ela abriu um sorrizão, deu um tchauzinho e só faltou sair saltitando. Enquanto ela passava, disse pra a dona Lu: “É a Kate!”
Lu não sabia se abria a porta, o vidro, se gritava, se tremia ou se ficava tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Pois é, a primeira vez a gente nunca esquece. E quando é com uma pessoa bonita, simpática e sorridente como ela, acaba virando experiência de vida.

Tchau, Kate! =D

Chupem, mortais! hehehehe!

Até domingo, envio outro texto completando com Jonathan Frakes, Nick Nolte e Larry Flynt!

Constado às 18:26 em In english | Nenhum comentário | 

Kiefer Sutherland may have been surrounded by haunted mirrors recently, but his resolve on 24 has never been better. Thrilled by the upcoming 24: Exile, Sutherland wasn’t shy when serious business got to him, last Thursday, at the luxurious Four Seasons Hotel in LA, during a series of interviews for Mirrors. “As long as we wrap the series, the feature film is next in line, make sure of that. The way 24 is written makes it practically impossible for the screenwriters to remain sane if a movie gets in the way, so we will wait”, said a laid back Sutherland. But when will be the time to retire Jack Bauer? “We’re looking for a perfect season, as soon as we find it, we can move on”.

Constado às 16:38 em Pessoal | 16 Comentários | 

Acabei de perder a virgindade de terremotos!

Um tremor de magnitude 5.8 chacoalhou o Leste de Los Angeles hoje por volta das 11h. Como eu estava hibernando depois da maratona na Comic-Con, se o prédio caísse eu teria ido para o saco rapidinho, pois não deu tempo de fazer nada. De acordo com a CNN, o terremoto durou 20 segundos e chegou até mesmo a Las Vegas.

Eu achei que a casa ia cair, literamente, mas os americanos estão sossegados e alguns dizem que esse foi o mais sossegado que a cidade já enfrentou. Mais sossegado?!!? Onde eu fui amarrar meu bode!!!!

Bom, o apartamento parece estar em boas condições, nada quebrou e a vida continua. Agora, que deu muito medo, ah deu!

Constado às 15:44 em Cinema, Cobertura, Críticas | Nenhum comentário | 

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LOS ANGELES - Hello, Stranger (Cher-eum Man-nan Sa-ram-deul, Coréia do Sul, 2007, 113min) começa de modo simples, com tomadas de árvores e uma pequena vila no Vietnã. Alguém grita por uma jovem desesperadamente. Não a encontra, grita seu nome e se cala. Mudamos rapidamente para a Coréia do Sul, onde um grupo de dissidentes do Norte termina seu curso de adaptação ao “novo mundo” do capitalismo e dos hábitos mais evoluídos. E é pela ótica desses imigrantes que o público é apresentado a Seul e à sensação claustrofóbica vivida por uma pessoa que não tem sequer a noção do que é um caixa eletrônico ou uma megastore. Esse filme foi um dos meus destaques do LAFF.

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Constado às 22:15 em Astros, Cinema, Entrevistas, Exclusivo | 17 Comentários | 

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LOS ANGELES - Jack Black sempre foi engraçadão. Depois de Escola de Rock e Tenacious D - Uma Dupla Infernal não sobrou mais nenhuma dúvida. Ele é um cara bacana, mas fica se esforçando para fazer caretas enquanto fala. O que me tirou o foco um pouco, pois eu acabava rindo, mas foi sossegado. Entrou na sala comendo e até ofereceu! o_O Ele arrebenta em Kung Fu Panda e, em breve, vem por aí com Tropic Thunder!

Confira o bate-papo com Jack Black! Sem muita enrolação hoje! =D

Qual é a melhor parte de se trabalhar numa animação?
É uma delícia. Você vai até o estúdio vez por mês, trabalha três ou quatro horas. Nada de maquiagem. Chega ao meio-dia (cara muito feliz). Faz a dublagem. E está tudo no script, mas dá para improvisar um pouco. É divertido.

O que você sente ao ver aquele panda como sua representação na tela?

Raiva. É como se ele tivesse roubado minha alma! Hahaha!

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Constado às 23:51 em Animação, Artigos, Cinema, Cobertura, Exclusivo, Imprensa | 11 Comentários | 

Los Angeles é a capital mundial do puxa-saquismo cinematográfico. Chega a dar medo!

Essa coisa de bater palmas sempre me levava às noites de Oscar, com tudo mundo aclamando o Scorsese, o Clint, o Nicholson, sei lá, algum desses caras formidáveis. Cheguei aqui e tudo foi pelo ralo. Foi na exibição restaurada de 101 Dálmatas – a versão do DVD bacana da Disney. O povo começou a bater palmas depois que o representante da companhia apresentou o filme! É, ele deu boa noite, falou do que se tratava e pediu para começar a exibição. Bateram palmas!!!

Fiquei passado! Máquêêêê?! Beberam?!

Bom, logo alguém me disse. “É o pessoal de TV”, eles são aparecidos e puxam o saco descaradamente. Pensei comigo, bem, cada um com seus interesses. Só esperava que não fizessem isso durante o filme. E não fizeram. Mas foi só a primeira linha de crédito subir e pimba: mais palmas! Filme super novo, o diretor e o estúdio precisam de força para se firmarem, sabe. Ah vá!

Isso continuou acontecendo nas grandes junkets, mas como o pessoal de TV sempre estava lá, desconsiderei e coloquei a culpa neles. Beleza. Mas aí veio O Incrível Hulk. Mega evento dentro do Universal Studios, como relatei aqui, celebridades e o pacote completo. Mais de mil pessoas no anfiteatro. Filme começa. Palmas. Mas que diabos?!

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Constado às 22:37 em Cinema, Entrevistas, Exclusivo | 10 Comentários | 

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Está no ar a entrevista completa com Louis Leterrier, diretor de O Incrível Hulk!

Cliquem aqui para conferir o bate-papo exclusivo realizado pelo repórter do SOS Hollywood!

SOS HOLLYWOOD SMASHES!!!!

Constado às 16:26 em Entrevistas, Exclusivo, Pessoal | 12 Comentários | 

Saiu nesse fim de semana, minha nova matéria de capa na revista Época. Desta vez, a entrevistada exclusiva foi Miley Cyrus, que estrela o seriado Hannah Montana. A entrevista pode ser lida aqui. Ficou muito legal e estou bastante feliz com o resultado! :)

Miley foi graciosa, engraçada e disse que quer vir fazer um show no Brasil no ano que vem. Show de bola! É impressionante ver alguém com 15 anos causar tanta comoção no mundo todo. Coisa de louco! hehe!

Essa foto é para minha sobrinha, Bella Beatriz. Miley fez questão de tirar fotos com todos os jornalistas presentes, então, a minha vai de presente para minha sobrinha, que é fã alucinada de Hannah Montana.

Hannah

Constado às 00:39 em Cinema, Comportamento, Entrevistas, Imprensa, Viagem | 20 Comentários | 

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A função deles é perguntar, articular, explicar e comunicar. Mas espere quase tudo menos isso de jornalistas espalhados pelo mundo. Muitos deles, incluindo alguns editores brasileiros metidos a celebridade, são perigosamente… despreparados e tapados!

Ao longo de 12 anos de profissão, parte deles dedicados a organização de eventos para imprensa e condução de entrevistas, posso dizer com tranqüilidade que o jornalista brasileiro é um dos melhores quando o assunto é perguntar, mas quando é ruim, sai de baixo. Entretanto, nem o piorzinho dos nossos se compara à média de jornalistas norte-americanos e, especialmente, os demais estrangeiros baseados aqui em Los Angeles. É triste, mas, pelo jeito, os fofoqueiros profissionais do mundo estão em baixa e, com isso, o trabalho sério é cada vez menos valorizado, enquanto matérias fúteis e perguntas imbecis reinam soberamas no mundinho da imprensa.

Uma historinha antes: Quando Samuel L. Jackson foi ao Brasil para lançar o filme Conduta de Risco, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, eu trabalhava para a Fox Film e controlei a coletiva de imprensa que o ator concedeu em plena praia de Copacabana. Certo momento, o microfone foi parar nas mãos de uma garota que se levantou, sacou um pedaço de papel amassado do bolso e leu algo – teoricamente em inglês – que ninguém entendeu absolutamente nada.

Ignorando o mico que a cidadã pagou, passei os dias seguintes pensando o que a organização do Festival tinha cabeça para credenciar uma pessoa, sem idade para ser formada – claramente – para eventos importantes como aquele. Fácil: sou jornalista, escrevo para o blog tal ou para o jornal da PUC-RJ, qualquer coisa que o valha. Depois eu descobri que um cara levou a menina, pois ela “sabia falar inglês” e seria ótima para fazer a pergunta. Parabéns, sua anta! Tinha tradutor simultâneo, não precisava levar uma interprete inexperiente e nervosa. A menina ficou bamba, claro, na frente de um ator, de pé, com meio mundo olhando. Tadinha, pagou mico e levou a toda a classe junto!

A razão dessa historinha é simplesmente exemplificar que podemos ser imbecis e expor a profissão ao ridículo das mais diversas formas possíveis. Claro, as engraçadas ninguém tenta, sempre tem que ser humilhante e vexatório. Enfim, o que nos trás a Los Angeles, em meio à jornada barretônica em direção aos maiores e melhores astros da atualidade. Ainda não participei de muitas coletivas de imprensa, propriamente ditas – ainda bem, depois você vai entender! –, mas as mesas redondas são constantes, mesmo eu sempre tendo entrevistas individuais com os atores depois.

Nas poucas coletivas, não existe o microfone como no Brasil, cada um disputa no grito a chance de fazer as perguntas. É engraçado ouvir as gravações depois e ver a quantidade de vozes tentando atrair a atenção do ator em questão. Entretanto, na última entrevista, cerca de 40 jornalistas participaram e, no máximo, 8 fizeram perguntas. Eu, claro, fui um deles. Na verdade, depois de ler tudo isso, você vai entender a razão de eu querer perguntar tanto e não deixar espaço para os outros “profissionais”. Chega a ser irritante ver um sujeito que voou 18 horas da Europa para Los Angeles para perguntar algo como “gostou do carro que dirigiu no filme”. E ponto. Viagem da Europa, hotel de primeira classe, três noites, tudo pago, e pergunta isso? Meio infrutífero. E as assessorias parecem não se importar, especialmente as grandes.

Primeiramente, é preciso deixar claro que todo mundo recebe um pressbook – calhamaço que salva a vida de quem não vê o filme, cheio de sinopses, entrevistas, comentários até do cabo bem da segunda unidade que filmou cenas externas do céu -, ou seja, mesmo para os mais tapados, informação não falta. É só pegar alguma coisa dali, mudar a ordem e perguntar.

A regra da democracia é o que vale. Cada um chega com sua pauta, tem algo a conseguir para cumprir a tarefa do editor e exige-se respeito entre os colegas. Tudo perfeito. Começam as perguntas e alguém sempre abre a série achando que está sendo super amigável e simpático. E é, invariavelmente, um desses assuntos:

- Empolgado por ser pai/mãe novamente?
- O que te atraiu ao projeto?
- O que você faz no tempo livre entre filmagens?

Falta aparecer um luminoso na testa do sujeito: De novo isso?

As perguntas começam a rolar e, lá no meio, alguém resolve soltar outra pérola:
- Que músicas você tem no seu Ipod?
- Qual o último museu que você visitou?

PELOAMORDEYODA, quem em sã consciência quer saber disso? Nem as leitoras das revistas de esportes radicais femininos se interessam por isso. Mudaria a sua vida, amigo leitor, se soubesse que, sei lá, Angelina Jolie foi visitar uma exposição obscura de arte africana na Antuérpia? Ou que Hugh Laurie escuta Beatles no Ipod? Isso gera, quando muito, uma informação circunstancial na matéria. E olhe lá.

Chega a ser embaraçoso notar que, por mais específicas que sejam as pautas, as pessoas não ligam muito para o filme em questão e para o que o ator – que vai dedicar os próximos 20 minutos da vida dele a responder às aqueles jornalistas – possa realmente contribuir. Levou pouco tempo para notar que são poucos os correspondentes que efetivamente trabalham com cinema e suas características. A maioria do pessoal é de revista feminina, revista de fofoca internacional e, mesmo as “vacas sagradas” dos grandes jornais europeus se mostram verdadeiras antas se comparados ao tipo de pergunta que os brasileiros fazem. Por isso, tudo parece importante, menos o filme, que acaba servindo como desculpa para explorar a vida pessoal das celebridades e, no processo, arrancar alguma declaração bombástica sobre uma casa nova ou afiliação política.

De maneira alguma estou puxando a sardinha para o meu lado, embora fazer boas perguntas seja obrigatório no meu trabalho e exigido por meus editores. Mas, falando em termos de junkets no Brasil, os atores e diretores sempre são bem explorados, falam sobre diversos assuntos. Tudo reflexo de gente que se prepara e, talvez pela escassez de oportunidades, faça de tudo para aproveitar a chance ao máximo. Ou, simplesmente, pois somos jornalistas melhores mesmo.

A Larissa, com quem trabalhei por anos no Cartoon Network, sempre dizia que os brasileiros davam um baile no resto do povo da América Latina. E vi que isso era verdade quando moderava entrevistas para o Cartoon e para a TNT. Agora, notei que, quando tem brasileiro na mesa, a gente só perde para as folgadas que querem ficar perguntando de vida pessoal, repercussão de coisas que outros famosos falaram sobre aquele famoso ou quando tem alguém “grávido”.

Claro, tudo pode piorar quando a pessoa que é enviada para cobrir o evento arranha no inglês. Para ilustrar o fato quase folclórico, cito uma colega que veio da Espanha por uma revista teen. No carro que nos levou ao cinema – eu continuo pegando até os hotéis e aproveitando a carona da van até o cinema, quando é muito longe – já deu para perceber que a moça faltava assumir que tinha medo de falar inglês. Bom, sem galho, o filme era musical, então não tinha muito o que entender mesmo, era só sacar o refrão da música e tudo bem. Detalhe, ela ficou 4 horas presa na imigração, pois disse que tinha viajado a trabalho, mas tinha visto de turismo, entretanto, ela estava aqui como jornalista. Bela comunicação, não?

Chegou a hora da entrevista, qual a minha surpresa quando notei que a moça ficou o tempo todo calada e, quando resolveu abrir a boca, perguntou (atenção para a pronúncia impecável): is iti impórtanti to bi iórsélufi?

O entrevistado em questão ficou com cara de “Ah?”, notou o pânico na cara da criatura e respondeu qualquer coisa. Pois é, quando se faz uma pergunta só para marcar presença é isso que se consegue. Resposta boba e pronta. Depois, quem leva a fama de que só repete as mesmas coisas são os atores, isso quando não são tratados como “babacas”. O Harrison Ford tem essa fama, mas foi fantástico na uma hora que o entrevistei. “Babacas” são esses caras que querem polemizar e perguntar bobagem, aí levam uma resposta atravessada e descem a porrada na pessoal, no filme, no contra-regra, e até a última geração de periquitos amestrados da Islândia do office-boy que levou o roteiro da copiadora até o estúdio!

Para fechar, o exemplo máximo:

Fulano falava sobre um filme ligado ao budismo.

- [Repórter Masoquista #1] Você se tornou budista?
- Não.

-[Repórter Masoquista #2] Quais conceitos do budismo você adotou para a sua vida?
- Acabei de dizer aqui, não sou budista.

- [Repórter Masoquista #1... de novo] Mas o budismo é baseado no bom senso.
- E eu uso o meu bom senso, mas não sou budista. Não ficou claro? [faltou levantar, pegar a cadeira e jogar na cabeça dos imbecis].

Será tão difícil assim aceitar um “não” como resposta? Pelo jeito é.

Como já diz o ditado, perguntas idiotas, respostas cretinas. Enquanto isso, eu já sei dos gostos pessoais de um bando de gente famosa. Nossa, minha vida mudou!

Constado às 15:41 em Viagem | 10 Comentários | 

Vá de Busão.. sei, sei!

Como já disse a vocês, ainda estou sem carro nessa cidade onde tudo é longe. Sem exceção. A razão pela qual fiquei sem blogar nada nessa semana – e os acessos foram lá pro chão.. haha – é que passei 3 dias envolvido com matérias nos Estúdios Walt Disney que ficam… longe!? Será? A cidade é Burbank, onde “teoricamente’’ vivia o personagem do Truman Show, ao lado de Los Angeles. De carro demora 15 minutos, sem brincadeira, rapidinho. A pé deve levar umas 4 horas, mas cansa e eu não sabia o caminho direito e chegar suado no evento não seria legal, então resolvi ir de busão!

Ah, um esclarecimento, curiosamente o ônibus chama Metro e o metrô é subway mesmo.

Pontos positivos do busão:
- Tem site para você planejar sua viagem. Aqui. É muito legal, já que os ônibus cumprem o horário. Sim, eu sei que isso é inviável ao extremo no Brasil, mas é uma ferramenta ótima!

- É vazio. Serve essencialmente para idosos, deficientes, chicanos pobres, mendigos e, claro, pro Barretão! Que paga de Ipod e lê livro em português – que é chique aqui – no meio da galera.

- Essa é bem legal: já que os deficientes usam e muitos dos velhinhos são meio cegos ou surdos, o busão tem um sistema de áudio e letreiro digital que avisa com antecedência todos os cruzamentos, ou seja, todos as paradas, já que, literalmente, tem uma em cada quarteirão.

Pontos negativos do busão:
- Embora o horário seja cumprido, se você precisa pegar mais que um ônibus, há uma espera que varia de 25 a 50 minutos entre um e outro.

- A quantidade grande de paradas e o fato de que, com a grade de horários todo mundo saber quando o danado passa, sempre há pessoas em praticamente todos os pontos. Ou seja, o tempo até o destino é bastante longo.

- Dentro de Los Angeles, especialmente, os motoristas desconhecem o termo Curva. O trajeto prevê apenas linhas de ônibus nas principais avenidas. Imagine um retângulo de pé, os ônibus cortam a cidade apenas no sentido longitudinal e cruzam todos os bairros envolvidos.

O resultado dessa brincadeira é que você tem que sair, pelo menos, duas horas para chegar a qualquer lugar. Foi assim para as entrevistas de As Crônicas de Spiderwick, que aconteceram em Beverly Hills, e a mesma coisa aconteceu com a Disney. E, claro, vai ser assim amanhã quando eu for entrevistar o Jack Black por Kung Fu Panda. O duro é que o filme é em Glendale, que fica uns 15 minutos da minha casa, e a entrevista acontece do lado de uma estação de metrô, que dá pra ir na boa. Mas essa coisa de fazer uma parte aqui e outra na casa do chapéu é mortal.

Mas dá para conhecer a cidade. Por exemplo, de ônibus eu vi os Poços de Piche de La Brea (La Brea é uma avenida), aquele que aparece no filme Volcano. Também conheci uma parte do Zoológico.

Tar Pits

Por conta do tempo, basicamente eu jogo 4 horas do meu dia pela janela. Ou seja, preciso de um carro. Aceito doações, food stamps, moedinha, qualquer coisa! Hehehe! Borbs, cadê o meu salário?

Ah, esqueci de dizer, sabe quanto custa o ônibus e o metrô? US$ 1,25. E tem um passe integrado que vale para o dia todo e custa US$ 5,00. Ou seja, com R$ 10,00, você pode usar o metrô e o ônibus quantas vezes quiser durante um dia!!!!

uv