As aventuras malucas do Barretão em LA! Te Cuida, Charlie Harper!
Constado às 19:11 em Cinema | 23 Comentários | 

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Prepare-se para ação, slow motion e muitas coisas impossíveis! Tem problemas, mas deixa para lá, afinal, também tem Angelina Jolie!

O Procurado (Wanted, 2008, EUA) tem tudo que um bom filme de ação precisa. Armas, tiroteios, cenas impossíveis, perseguições de tirar o fôlego e, claro, Angelina Jolie. James McAlvoy e Morgan Freeman estão ali, mas o show visual é dela, que vai fazer muito marmanjo pagar o ingresso só para ver sua cena seminua. De qualquer forma, o filme funciona dentro de seu gênero, mesmo com alguns problemas notáveis de edição.

Novidade, entretanto, não existe em termos técnicos em Wanted. Os efeitos das balas não atualizam o bullet time de Matrix e a trajetória do personagem principal – James McAvoy, sempre bem – é uma saga do herói ao avesso que é prejudicada por uma montagem confusa em alguns momentos. A ação, porém, é tão intensa que o ritmo acelerado compensa suas deficiências. O que pode, e deve, frustrar muitos dos fãs da HQ que inspirou o filme, em 2003, no mercado norte-americano.

Os personagens são construídos rapidamente e suas habilidades também. Eles são capazes de curvar as balas, ou seja, atiram de qualquer lugar, a qualquer distância e, normalmente, atingem seus alvos. O mais novo membro dessa elite de assassinos é Wesley (James McAvoy), que é recrutado por Fox (Angelina Jolie) para vingar a morte de seu pai, também membro da tal Fraternidade. Mas há o inimigo, Cross (o competente ator alemão Thomas Kretschmann), um renegado disposto a destruir o grupo.

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Mesmo para quem leu a HQ há novidades no roteiro, pelo que já foi dito por quem assistiu. Mas, especialmente, quando se analisa o filme sem essa referência pode se valorizar a construção de uma grande mentira em torno da real função de Wesley e a verdade por trás da Fraternidade, que é liderada pelo personagem de Morgan Freeman – em destaque por algumas frases fortes, palavrões hilários e uma careta impagável. Comédia? Não, mas valoriza seu trabalho e evita um personagem meramente ilustrativo ou repetitivo. Afinal, criar sujeitos caricatos e bobos é muito fácil.

É aquele tipo de filme feito para a nova geração: boca suja, disposta a mudar o mundo com um headshot, e que sonha em descobrir que é filho de um milionário! Claro que a “apologia” às armas vai dispertar os incautos, claro que os xiitas vão detestar por causa das diferenças, mas claro que tudo isso soa cool para diabos. E é isso que o filme pretende, ser cool. A “Geração MTV” cresceu e esse filme é para ela.

O Procurado
, porém, tem seu pior inimigo em sua própria campanha de marketing. Foi-se o tempo em que um filme grande tinha um teaser e um trailer. Agora existem os “promos” e os vídeos para internet. Com isso, se você acompanhou toda a trajetória que a Universal Pictures realizou para divulgar seu produto, você não se surpreende no cinema. As grandes cenas de ação já foram vistas. Angelina já fez o carro rodopiar para resgatar Wesley; que, por sua vez, já cometeu um assassinato aéreo atirando pelo teto solar de um veículo blindado onde estava sua vítima; e por aí vai. As bilheterias não vão sentir o efeito disso, mas, sem dúvida, muita gente vai sair da projeção com a sensação de que já tinha visto quase tudo ali. É aquela velha história “a melhor piada estava no trailer”. Ela pode se repetir nesse filme. O resultado soa como uma montagem desses clipes, ou melhor, um grande videoclipe dirigido pelo russo Timur Bekmambetov (do ótimo Night Watch).

Mas será que alguém vai se preocupar com isso depois de passar algumas horas com a Angelina? O curioso é que muitos fãs do quadrinho já se perguntam: é possível que a Fox seja interpretada por alguém que não a Halle Berry? Meus queridos, Halle não é NADA perto da Jolie, não para esse filme. Acreditem!

O Procurado cumpre o que promete: ação do começo ao fim, tiroteios impensáveis e, claro, dar mais um exemplo da sensualidade voraz de Angelina Jolie em cena. É bacana e empolgante, mas não chega a fazer sombra perante os grandes lançamentos do ano e daqui a pouco vem o morcego para monopolizar as opiniões e colocar os tiros impensáveis de Wanted para escanteio. Mas claro, que, algum daqueles prêmios non-sense que o MTV Awards entrega: Melhor Cena de Carro Rodopiando, ou algo assim. Justo dizer que o filme também entrega alguns elementos secundários de grande valia como outra uma ótima atuação de James McAvoy (os personagens principais nesse caso são as cenas de ação, o fato dele aparecer em todas elas não o torna mais importante que a adrenalina das cenas), que se consolida cada vez mais; uma ótima participação de Terence Stamp; e uma mensagem tapa na cara para quem se contenta com uma vidinha medíocre.

Afinal, o que você tem feito ultimamente?

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*Vou escrever duas críticas sobre Wanted. Essa é a primeira, antes de ler o quadrinho. Analisando o filme como produto individual e único.*

Constado às 21:43 em Cinema | 5 Comentários | 

Hellboy II

A Universal Pictures começa a se mover com força e impacto em 2008. A primeira grande notícia é a assinatura de um contrato de 3 anos para produções conjuntas envolvendo todos os personagens da Dark Horse Comics e possíveis adaptações para cinema, TV e DVD. Um dos motivos do contrato é a proximidade com o lançamento de HellBoy 2: The Golden Army, dirigido por Guillermo Del Toro, e a possível exploração do personagem que já fez sucesso com seu primeiro filme, mas foi produzido pela Revolution.

De acordo com o presidente e fundador da Dark Horse, Mike Richardson, o fato de vários projetos já terem sido bancados pela Universal e o desejo de terem uma “casinha” para seus produtos foram fundamentais para fechar o acordo. Quem não vai ficar feliz com a história são os outros estúdios que já assinaram co-produções com a DH, como a Warner, que já emplacou filmes como 300 e O Máscara; a Sony, dona de 30 Dias de Noite; e a Fox, que bancou Alien Vs. Predador. O mais preocupante no momento é a história da continuação para 300, já mencionada por Mark Canton aqui, mas que estava vinculada diretamente à Warner. Embora não exista no formato quadrinho, esse novo filme ainda pode mudar de mãos graças a contratos de direitos autorais e patentes ligados à DH. Fiquemos de olho.

Outra faceta do acordo são os projetos diretos para DVD, que também serão distribuídos pelo braço de home entertainment da Universal. O interessante é que, agora, ninguém mais chega perto dos trabalhos de Neil Gaiman, Frank Miller, Mike Mignola, Gerard Way e Will Eisner. Pelo menos pelos próximos 3 anos. Planos para TV também estão incluídos, mas nada anunciado.

Enquanto isso, no Brasil, é cada vez mais próximo o momento da separação entre Paramount e Universal. As empresas terão seus braços cinematográficos oficialmente encerrados em novembro desse ano e, em 2009, a Universal Pictures passa a trabalhar autônoma em território brasileiro, o que pode ser uma boa notícia para o consumidor final, uma vez que, com mais um “competidor”, o mercado precise se mobilizar para não perder terreno.

A cisão é estruturada e vem acontecendo nos últimos anos. Sem motivo de pânico para a Paramount, que está bem das pernas esse ano, especialmente com o sucesso de Cloverfield e os blockbusters Indiana Jones IV e Homem de Ferro. Ela briga com ela mesma no quesito grandes heróis do ano. E tem um line up de fazer inveja. Grande ano para a companhia.

uv