Archive for the 'Egocentrismo' Category

Here we go again, Turn It up…

BRING THE NOISE! Pensei em “Here We Go Again” para o título do post e logo me veio essa música do Anthrax com o Public Enemy, que fez parte da trilha sonora do insuperável Tony Hawk’s Pro Skater 2, alguém lembra? =D

Mas tá, aqui estamos… 2008 praticamiente no fim. Facu também. Eu terminando todos os assuntos pendentes relativos à minha vida acadêmica e me aproximando cada vez mais de um abismo existencial por estar concluindo um curso que, de tão versátil, chega a dar medo. Daqui a menos de uma semana eu apresento meu TCC, faço minhas últimas provas, acerto as contas da formatura e passo de “futuro do Brasil” para um “problema social” em um estalar de dedos. O fim está próximo e, pelo andar da carruagem, não vai ser nada bonito. Mas isso não vai mudar muito a vida de você, leitor, que já tem seus próprios problemas e não está lá muito afim de imaginar eu em um divã me lamuriando com os olhos marejados… Peraí… Tô emocionando aqui, rapaz… ^_^

Vamos esquecer e trazer à tona um outro ponto: Por que cargas d’água eu não atualizei esse monólogo continuado para a tristeza da blogosfera?

É que foi assim: eu terminei uma era para sentar a bunda na cadeira e realmente FAZER o tal do TCC. Fui empurrando com a barriga, contando as vezes que o cursor do Word piscava, deixando as pesquisas pra depois, enrolando a orientadora… E tudo isso dava à minha preguiçosa consciência o status de “ocupado” ou “sem tempo de me dar ao luxo de escrever no blog ou pro Judão”. O que, no fim das contas, não adiantou em nada, pois acabei escrevendo sobre algo que eu gostava muito de me informar, tanto quando tentava escrever pro Judão quanto para o Segura Essa Jaca. Mas isso não vem ao caso. Pelo menos não agora. =D

Mas é isso aí… Esse post foi só pra constar que, nos próximos dias, esse blog estará mais ativo (OhhÓ) dado ao fato de que eu não falei muita coisa que eu tinha que falar para alguém durante esses longos 4 meses. Tudo bem que eu conheci o Twitter (OITÚ!), mas este não está saciando a minha sede de chatear as pessoas (ou a mim mesmo). Então, estamos de volta!

Se isso é bom ou ruim, vai saber… =D

CêisquémedexálôÔÔCÔÔ!

Tem gente que me pergunta, “mas que cidade você mora?”.
Eu respondo “Dourados”.

Cidade do meu coração. “Cidade-modelo”. Que eu reclamo sempre mas que não consigo viver fora dela. Ô cidadezinha foda. Que me proporciona acontecimenos atípicos. E até vídeos! Como esses, por exemplo:

Quem assistiu, e que mora aqui, viu que a parada foi perto do Dog & Cia. Se duvida, assiste aí de novo e prestenção. =D

Ê, Doradão véio sem portêra! =D

Banda Cara ou Coroa

“Dourados?! Caraca, onde fica isso?”
“Mato Grosso do Sul.”
“Mato Grosso?!”
“…do Sul.”
“Putz, mas é verdade que lá pro Mato Grosso só tem mato, bicho, índio?! Só se ouve sertanejo?!”

Isso é MUITO chato. Quando escutam a gente puxar um “érre” quando soltamos um “pórrrta” então, piora. Isso que eu não tô mencionando o fato de todas as pessoas que não conhecem muito o estado nunca se lembrarem do “do Sul” e não levar em conta que ele foi desmembrado do estado de Mato Grosso pela lei complementar de 11 de outubro de 1977 e instalado em 1 de janeiro de 1979, tornando-se, assim, Mato Grosso do Sul. Só pra lembrar, é DO SUL, caralho! o_O

Mas enfim, não é isso que eu quero discutir. Quero me ater àquela última pergunta que sempre nos é feita, tanto por pessoas que não moram aqui quanto por aquelas que chegam ao nosso estado e se deparam com uma cultura musical claramente tendenciosa para esse tipo de som, o sertanejo. Pra quem não tá ligado, o forte daqui é o “som campêro” MESMO do tipo que, a cada duas esquinas, dá pra achar uma dupla sertaneja fácil. Mas não quer dizer que SÓ tenha isso, tem de tudo como em tudo quanto é canto. E um dos grupos que fogem à regra do som rural característico desse estado é uma banda chamada Cara ou Coroa, originada daqui da cidade de Dourados mesmo.

Formada por 5 integrantes de idade entre 23 e 18 anos a galera, que é relativamente nova, há tempos vem lutando para conseguir o seu espaço. Ela é composta por músicos remanescentes de duas outras bandas de anterior evidência no território estadual e já desde o início veio com a clara proposta de fazer sucesso não só com versões de canções de artistas famosos, mas com som próprio também. A idéia é seguir a linha do pop/rock, mas sempre as influências particulares de cada um dos integrantes são empregadas no conjunto da obra, dando uma encorpada no resultado final de cada música do grupo. As canções vão de 8 a 80 no simples trocar de faixa e é exatamente essa a idéia da banda.

Vai de gosto de cada um, é claro. Mas quem tiver afim de dar uma escutada em um som agradável sem ser péla-saco, só pra dar uma variada nessa enxurrada de emo/punk/hardcore que cada vez mais vem inundando o lado mais acessível do cenário do rock nacional, é uma boa pedida. Aqui você confere algumas músicas e o perfil da banda no site Palco MP3. Lá você dá pra perceber a versatilidade dos cinco ao tocarem músicas como A Chama, que mostram uma levada mais puxada pro reggae ou Álcool e Rock’n'Roll, música para ser escutada por aqueles que preferem algo com mais testosterona. Tem pra tudo quanto é gosto, vale a pena conferir uma por uma. =D

Não sou um entendido de som e tal, mas recomendo. E quem gostar, divulgue. E eu tenho que ganhar alguma coisa com esse jabá. =D

De volta ao mundo real…

Vocês devem ter percebido que esse blog não teve muitas atualizações de uns tempos pra cá. Mas vou esclarecer, não é relaxismo. Pelo menos a demora dessa semana passada não se resume SÓ a isso. O último feriado do ano que aconteceu nessa última quinta-feira foi tenso pra mim, me desculpem. O Corpus Christi do ano de 2008 entrará para a história porque, além de transformar ateus em religiosos pela prevaricação antecipada da virtude que a sexta-feira inicia, (TM Nelson Rodrigues), ele será lembrado por mim como um salto da minha cultura nerd por games há tempos esquecida. Foi tão atípico que, apesar de eu ter me comprometido a não escrever sobre fatos relacionados a minha pessoa, acho que devo algumas satisfações pela minha pouca frequência de posts no JUDÃO e pela minha desconsideração com alguns da minha família e com os poucos que eu sei que de vez em quando passam por esse blog para ler meus devaneios. =D

Tarde de véspera de feriado estava lá eu, assistindo TV e dando risada do Coronel Boanerges resmungando enquanto pesquisava alguma coisa sobre a minha monografia, já pensando no que faria no feriado. Tava até preparando os meus ouvidos para a avalanche de sertanejo que seria obrigado a ouvir na exposição agropecuária da minha cidade. Não ia ter nada de melhor pra fazer mesmo, seria melhor botar a cara pra fora de casa, tomar cerveja até cansar, ver algumas gostosas trajadas de calças jeans embaladas à vácuo… Tudo tem seu ponto positivo afinal. =D

Foi aí que o telefone daqui de casa tocou: Era a minha amada mãezinha, Dona Zelândia, ligando do seu trabalho:

“Oi, filho!”
“Oi, Mãe… Bão?”
“Tudo bom e por aí, ta tudo certo? Alguém me ligou?”
“Não que eu saiba, tudo tranquilo por enquanto…”
“Tenho uma surpresa pra você!”
“Hum, que que é?”
“Ah, você não imagina…”

É claro que não imagino. Surpresa é justamente surpresa porque você não imagina o que te espera. Nisso eu já fiquei ouriçado:

“Comprei um negócio pra você que eu ví hoje na Ana Maria Braga, acho que você vai gostar!”

O que a Ana Maria Braga podia acrescentar a minha vida? Nem aquelas mensagens de lição de vida que usam como pano de fundo a jornada das tartarugas filhotes para voltar ao mar me interessam. Podia ser comida, por que não? Uma receita de rocambole de carne, sei lá… Se bem que se fosse isso ela não teria dito que seria uma surpresa. Resolvi chutar:

“Ana Maria Braga? Sei lá, um boneco do Louro José que canta o hino do Palmeiras?”
“Não, filho, não… Você vai ver quando eu chegar aí! Beijão!”
“Ta, beijo. Tchau.”

Já nem consegui acompanhar a raiva do Tobias ou a letra de Bala de Prata do Fernando & Sorocaba. Porra, o que era a tal surpresa?! A minha ansiedade se arrastaria por longas 2 horas até que ela chegou em casa com uma sacola que trazia o Zacarias das Casas Bahia. Uma caixa. Não gigante, mas de tamanho suficiente para que passe a sensação de “porra, aquilo é grande o suficiente para que seja uma coisa foda”. Tirei um embrulho e TCHANÃ. Uma caixa branca, com três letras: Wii. A minha reação foi imediata:

“Mãe, quanto você pagou nisso?! Deve ter sido um absurdo!”
“Não se preocupa filho, dividi em uma porrada de vezes, não vai pesar. Me informei com a sua irmã e ela disse que você ia gostar. Achei que você podia se movimentar um pouco ao invés de ficar vegetando na frente desse computador…”

Nesse momento eu falei algo que eu faço questão de reforçar nesse blog: “MÃE, EU TE AMO”. =D

Mal peguei no console já fui pra TV instalar, li uma ou duas páginas do manual de instruções para saber como a parada funcionava na net e talecoisa. Pulei as páginas desnecessárias, pluguei o que tinha que plugar e logo já estava fritando no tal Wii Sports. A empolgação era tanta que nesse meio tempo mandei um e-mail para o Borbs (OIBÓ!) para falar do presente. De quarta para sábado esqueci do mundo e fiquei jogando freneticamente a base de cerveja e cigarros até que, na hora do almoço do sábado, logo que acordei e fui ao banheiro escovar os dentes, me deparei com uma grotesca cena frente ao espelho: devido à ansiedade, à má alimentação, às poucas horas dormidas e ao álcool e cigarros, minha imunidade entrou em colapso e minha cara pipocou inteira, ficando com uma coloração vermelha VERMELHA mesmo.

Resultado: Psoríase gutata – patologia dermatológica auto-imune, genética, não contagiosa que dá as caras de vez em nunca. Eu já sabia que tinha essa parada, mas não sabia que ela podia me transformar meu rosto uma uva passa em menos de uma semana. Agora é pomadzinha até voltar a ter rosto bundzinha de nenê… Ohhó. =D

Conclusão: Wii faz bem à saúde. Ou não. =D

A tecnologia imita a vida…

Robô usa lábia para ‘enrolar’ humanos

Nota mental: Patentear as minhas idéias, por mais malucas que elas sejam. o_O

Agora vai! SEGURA ESSA JACA!

O que não é a blogosfera, não é verdade?

Dividem espaço nesse mágico mundo da noosfera virtual todo o tipo de gente já que a internet está aí disponível pra todos. Famosos, entendidos em assuntos específicos, eruditos, pensadores, oportunistas, têm pra tudo quanto é gosto. Oi, eu sou um oportunista. =D

Oportunista: adj. e s.m. e s.f. Que ou aquele que sabe tirar proveito das circunstâncias de dado momento, em benefício de seus interesses.

Nesse apêndice do grandioso Judão você terá a oportunidade de ver como alguém sem entender nada de nenhum assunto em especial pode abordar temas que sejam do seu vil prazer por puro egocentrismo e acesso à liberdade de expressão. O mais interessante é que você não precisa ser entendido em nada pra ler o que eu escrevo. Não vai ser nada muito extenso, “poético” ou maçante, relaxa… Pode vir aqui e se deleitar com teorias cretinas, crônicas medíocres e politicamente incorretas, discussões infundadas e tudo que exista de cultura inútil nesse mundão de meu Deus. Tudo sobre o meu ponto de vista, é claro.

Não vou me ater a minha pessoa, o que eu acho muito chato. E não, ele não vai ser um blog que estará esperando sair uma notícia pra ir lá e tirar sarro, tem gente muito mais competente que eu fazendo isso. Isso até virou uma especificidade na blogosfera e linearidade é uma coisa que eu não pretendo adotar nas minhas anotações, tanto na delimitação de assuntos quanto na freqüência dos meus posts. É a casa da mãe Joana mesmo e tá tudo certo. =D

Espero que gostem do que virá pela frente e incentivem esse blog sobre NADA que veio tentar agradar. Vamos nos focar à falta de idéias, aos debates desnecessários e sandices do mundo humano já que o interessante não é discutir algo que dê em alguma coisa. O bom é falar sobre porra nenhuma mesmo. =D