Archive for the 'Frases memoráveis' Category

Frases Memoráveis do Cinema 2

Bond. James Bond. - 007 - Contra o Satânico Dr. No (1962) :

O primeiro filme do James Bond trazia no papel do protagonista um sujeito de 32 anos que atendia pelo nome de Sean Connery. Ian Flemming, o criador do super espião, viria a morrer dois anos depois do lançamento da película que foi o ponto de partida para os trocentos filmes que vieram contando as aventuras do agente britânico. Acho que nenhum dos dois tinha noção do impacto que estavam causando no mundo cinematográfico com a produção em questão: O ator escocês entrava em berrante evidência a partir daquele filme e viria a protagonizar mais seis filmes no papel do 007, enquanto que a obra do escritor inglês ficaria mundialmente conhecida graças às inúmeras releituras feitas ao longo do tempo. Todas, é claro, narrando a elegante e perigosa vida do espião a serviço da sua majestade. É amigo, clássicos são clássicos. =D

Na cena em questão, vemos a mesa do que parece ser um requintado cassino. Num jogo denominado Baccarat Chemin de Fer, um cara ganha uma rodada ao tirar um 9 e um K. Só suas mãos aparecem.

Momento explicação: No Baccarat, figuras valem 0, Azes valem 1 e as demais valem a sua numeração mesmo (2 à 9). O máximo de pontos a ser feito é 9. Quando mais que 10, soma-se os dois algarismos do resultado, retira-se a dezena e tem-se a pontuação final (6+7=13. Tira o 1 da frente. Pontuação final=3). Se você fizer 10 pontos, Baccarat: 0 pontos. O negócio é fazer 9. =D

Voltando… O desconhecido sujeito ganha a primeira mão e a bela mulher parece se enfezar frente ao adversário, pedindo mais um barão para apostar. As mãos do jogador então se dirigem a uma cigarreira. Elas sacam um cigarro para o dono que diz: “Admiro sua coragem, Sra…”
Ela de pronto responde: “Trench. Sylvia Trench. E eu admiro a sua sorte, Sr…”.

O jogador então a completa, enquanto tranquilamente acende o cigarro com um isqueiro:

“Bond. James Bond.”

NASCE UMA LENDA! Com direito à música tema tocando ao fundo! =D
Você nem repara no erro de continuidade nos segundos 28-29 onde o cigarro simplesmente aparece na boca dele. E mesmo que aparecesse no nariz também, dane-se! A cena é foda do mesmo jeito. =D

PS: Tudo bem que estamos falando sobre “frases memoráveis”, mas eu tenho que comentar também sobre a bond girl mór e sua clássica e sensual saída do mar. Se ainda hoje é edificante vê-la dirigindo-se à praia, eu imagino o que esse monumento suíço causou nos anos 60. Ai, ai Ursula… =D

Frases Memoráveis do Cinema 1

A partir de hoje, com uma certa freqüência, eu vou postar nessa joça alguma frase memorável do cinema. Por critérios por mim adotados, vou periodicamente postar um vídeo com a tal fala histórica selecionada e dizer o porquê da minha escolha. Você provavelmente já deve ter escutado uma frase bacanuda num filme qualquer e ficou pensando dias e dias naquilo e em que momento você podia usá-lo na sua vida. Não tô falando das catchphrases clássicas como “Que a Força esteja com você”, nada disso. Vou procurar aquelas que são únicas justamente por terem caído como luva naquela cena em especial. Pelo menos por enquanto. =D

Taí, pode-se dizer que esse é um começo de uma série. Sei lá se essa idéia é boa… Mas vamo vê no que vai dá, né? =D

Comecemos com uma que é considerada pela American Film Institute a melhor de todos os tempos da história do cinema. E, de fato, se essa não for A melhor, garanto que entre as melhores tá.

Frankly, my dear, I don´t give a damn…E o Vento Levou (1939)

Tá, o filme é antigo. MUITO antigo. Pra falar a verdade eu nem assistí ele inteiro. Uma parte ou outra só, mas sei mais ou menos da complicada história de amor entre Scarlett O’Hara e Rhett Butler, representados por Vivien Leigh e Clark Gable. Só que a frase “Frankly, my dear, I don´t give a damn” precisa ser citada aqui de alguma forma. Não só por ter sido eleita a mais fodona de todos os tempos não. Ó só, interpretemos:

No final do filme, O´Hara tenta de todas as formas fazer com que Butler não vá embora. Pára na frente do sujeito, pede desculpas de todas as formas possíveis, persegue o cara pela casa inteira e sempre é afastada por ele que tá até a tampa de sapos engolidos por culpa da protagonista biscateira. Depois que a ficha cai e ela vê que nada mais pode fazer para impedir a partida de Butler, Scarlett, enquanto se debulha em lágrimas num misto de impotência e desespero, diz escorada na porta da frente da casa: “Rhett, se você for embora, pra onde eu vou? O que eu farei?”. E Rhett, com aquela tranquilidade que só o conformismo amadurece, dá o golpe de misericórdia:

”Francamente, minha querida, eu não dou a mínima”.

Quando eu escutei foi inevitável um “Uuuuhhh… essa deve ter doído”. E até agora eu não achei uma forma mais cavalheira que essa de dizer “caguei”. “Foda-se”. “Tô poco me lixando, sua puta.”. Toda a dignidade perdida volta ao interlocutor num estalar de dedos, PÁ! E a O´Hara fica com aquela cara de cachorro que caiu da mudança. A frase é tão roots que, com vontade de usar uma dessas, dá até vontade de ser corno. o_O

Imagina que em determinado momento da minha vida uma mulher apareça, me faça comer o xepa que o diabo amassou sem manteiga e, depois de ter gato e sapato da minha pessoa, caia na real e perceba que eu sou o cara. Só que a essa altura do campeonato eu já não vô tá nem aí pra ela, é claro. Calmamente vou fazer a minha mala, pegar o meu chapéu pra me proteger da chuva que cai lá fora e me direcionar a saída pela porta da frente. Ela vai gritar, chorar, esganiçar e espernear até dizer chega. E, depois dela tentar de todas as formas impedir a minha partida, ela vai berrar aos prantos na porta de casa: “Volta pra mim! Você é ótimo na cama! Sempre esteve certo, eu nunca vali nada! ME DIGA! O QUE EU FAÇO DA MINHA VIDA?!? PARA ONDE EU VOU SEM VOCÊ?!”.

Eu vou fazer um breve sinal com a mão para que ela cale aquela promíscua matraca e farei a minha saída Rhett Butler, não sem antes dizer: “Francamente, minha querida, eu não dou a mínima”.

É perigoso eu não ter desenvolvido a serenidade Butler nesse momento e acabar soltando um “CHUPA ESSA, BISCATE!” depois da famosa frase. Mas, se um dia eu tiver oportunidade, eu faço isso. Quero ver não… =D