O blog do Ren4n!
15 Jul
Desacreditada por muitos (até por mim mesmo), a Seleção conquistou a Copa América mais uma vez. E, para minha surpresa, ganhou da Argentina com folga na final, fazendo 3 a 0.
Parabéns para o Robinho, que foi artilheiro geral da competição com seis gols. Falando em gols, a Copa América teve o recorde de média neste quesito, chegando a 3,31 por partida. Será um bom presságio para o futuro do futebol após uma Copa do Mundo encerrada em uma disputa por pênaltis?
De qualquer forma, os bons jogos do Robinho (que só não foi bem no final devido a um pisão que sofreu no começo do jogo) já me dão certeza para falar uma coisa: ele será o grande nome da Copa do Mundo de 2010 e das Olimpíadas de 2008.
Alguém aposta o contrário?
15 Jul
“A permissão do empate na fase de classificação do beisebol vai contra a cultura da modalidade e desagrada aos participantes do Pan.
‘Este não é o modo como esporte deveria ser jogado’, afirmou o scout Mike Minor, da seleção dos Estados Unidos, que nem sabia da novidade no regulamento e se mostrou surpreso ao ser informado pelo UOL Esporte.
Com um agenda apertada em seis dias de competição, o congresso técnico decidiu por instaurar o empate na primeira etapa para evitar jogos longos e eventuais mudanças nos horários e datas das partidas. Com o sistema de iluminação nas arenas da Cidade do Rock falho, esse regulamento também vem bem a calhar.
No sábado, México e Venezuela empataram em 2 a 2 após a disputa das nove entradas regularidades. O normal seria a extensão do duelo até que houvesse um vencedor. Mas no Rio cada equipe que terminar com o placar igualado vai ganhar um ponto.
‘Isso é péssimo, o empate não existe. Não tem essa de ponto cedido no beisebol. O empate não vale nada. Você perde ou ganha’, afirmou o brasileiro Tiago Magalhães. ‘São todos contra todos’, completou o treinador da Nicarágua, Marcos Pérez.
A federação internacional abriu a possibilidade do placar igual em suas regras do ano passado. Mas a mudança foi prontamente descartada para a atual temporada. O Pan, porém, optou pela anormalidade. ‘Não era o ideal, mas não teve jeito. Não tinha data’, afirmou Ricardo Iguchi, chefe da delegação brasileira.”
Quem disse que o Brasil não pode revolucionar um esporte que mal é praticado por aqui, ein?
Ah! Se quiserem saber mais sobre beisebol e softbol durante esta época de Pan (e durante todas as outras épocas também), não deixem de visitar o site RevistaK, do meu grande amigo Felipe Mazorca e seus colegas.
14 Jul
No entanto, o que chamou a atenção de todo mundo foi a quebra de protocolo que ocorreu ao colocarem o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, para abrir os jogos, ao contrário do que seria o correto, já que era Lula quem deveria fazer isso. Até o presidente da Odepa (Organização Desportiva Panamericana), Mario Vasquez Raña, se confundiu e chamou o presidente Lula. Vai ver Nuzman já se considera chefe-maior do país durante estas duas semanas…
Sendo assim, cabe ao “chefe-maior” a responsabilidade pelas camas quebradas na Vila Panamericana, que fizeram atletas dormirem no chão; as filas enormes na Arena Multiuso, que ocasionaram 30 minutos de espera hoje (sábado) de manhã; a falta de iluminação decente no campo de beisebol, que adiou a estréia do Brasil na modalidade; os problemas na pista de mountain bike, que quase atrapalharam a realização da prova hoje; e por aí vai…
Apesar dos pesares, a festa até agora está linda. Espero que o Rio não me decepcione. Ao menos desta vez…
Atualização (15/07): De acordo com informações divulgadas pela imprensa, Lula realmente iria abrir os jogos, mas foi instruído a não fazê-lo em virtude das vaias no Maracanã. Como esqueceram de avisar o presidente da Odepa, ocorreu uma grave falta de comunicação e sobrou para Nuzman ter a honra de fazer a declaração.
10 Jul
No último post comentei sobre a iniciativa da Honda de colocar o nomes de todos aqueles que contribuem para o fim do aquecimento global em seus carros. Só que a equipe Red Bull foi ainda mais longe no último fim-de-semana, durante o GP da Inglaterra de Fórmula Um.
A equipe arrecadou doações do mundo inteiro para um causa nobre: a pesquisa das células tronco para encontrar uma cura para a leucemia. Em troca, os doadores tiveram o privilégio de ter a própria foto estampada na carroceria dos carros de David Coulthard e Mark Webber, que são os pilotos da Red Bull - Renault.
No detalhe, as fotos presentes nos carros da Red Bull:
3 Jul
Não foi como piloto, mecânico ou jornalista, mas meu nome rodou pelo Circo da Fórmula Um no último fim-de-semana, durante o Grande Prêmio da França. E até deu um pouco de sorte para que o ostentou.
Eu sei, ninguém viu. Meu nome estava no carro número 7, do piloto inglês Jenson Button, membro da equipe Honda. Pode parecer estranho, mas tudo ocorreu graças à iniciativa da equipe Nipo-Inglesa, que este ano pintou o globo terrestre em seus carros e criou a campanha My Earth Dream.
Nesta campanha, todos aqueles que entram no site www.myearthdream.com e fazem uma promessa para tentar diminuir o aquecimento global ganham o direito de ter o nome estampado nos carros. No meu caso, prometi que desligarei a torneira enquanto escovo os dentes. E lá estava meu nome, escrito em fonte número quatro. Pequeno, mas estava presente.
Para os mais abonados, o site myearthdream.com também dá a possibilidade de fazer doações em dinheiro para a campanha. Ainda não foi revelado o quanto foi arrecadado.
Apesar da ótima intenção, as coisas não andam muito certo no quesito resultados em pista. A Honda não havia marcado nenhum ponto até a última corrida, deixando os japoneses atrás até da Super Aguri, equipe menor que usa chassis Honda do ano passado.
É uma pena, já que uma iniciativa tão interessante acabou se perdendo nas deficiências técnicas da equipe. Ao menos meu nome deu sorte, já que foi justamente Jenson Button que conquistou o primeiro ponto da Honda neste último GP.
Bem que na próxima corrida podia colocá-lo bem maior. Vai que ajuda ainda mais!
P.S.: Se quiserem, cliquem na imagem que abre o post para ampliar e ver os nomes. Mais parecem pequenas linhas finas quando vistos de longe.
28 Jun
Ontem terminei de ler este livro, o que posso considerar uma vergonha, já que ganhei O Caçador de Pipas no final do ano passado, no meu aniversário. Infelizmente os afazeres de meu ex-trabalho me deixavam muito cansado para conseguir ler um livro, algo que só consegui fazer agora.
Finalmente posso dizer que realmente o romance é bom, merecendo todos os elogios que vi e li. Na história, somos apresentados ao jovem Amir, que vive em Cabul em meados dos anos 70.
Através dos olhos do protagonista conhecemos o velho Afeganistão de antes das guerras, com sua cultura e costumes tão diferentes dos nossos. Também fica clara a influência estadunidense na camada dominante, da qual vem Amir. Infelizmente, tudo mudou quando os comunistas, com ajuda dos soviéticos, tomaram o poder a força.
Foragido de seu próprio país, Amir vai viver no ocidente, aonde finalmente poderia esquecer os pecados que cometeu, principalmente aqueles relacionados à Hassan, o melhor amigo do personagem.
O romance é muito bem escrito, com todos os capítulos amarrados de uma forma que não conseguimos parar de ler. Só que o livro se perde um pouco a partir do capítulo 20, dando uma sensação de inveracidade ao leitor. Entretanto, tal sensação não chega a comprometer a qualidade geral da obra.
Um detalhe curioso é que o autor de O Caçador de Pipas, Khaled Housseini, nasceu no Afeganistão, era membro da elite do país e também foi obrigado a viver no exílio após o golpe bolchevique. De certa forma, pode-se dizer que o livro também tem um pouco de autobiografia.
27 Jun

Esta era a o slogan do Sega CD, que ganhei lá por 1993. Foram meses namorando o console, que era acoplado ao Mega Drive, em revistas e publicações do gênero até consegui-lo. Bons tempos que lembrei agora, lendo este artigo sobre a história do vídeo-game.
Parece que foi ontem. Lembro exatamente da revista mal cuidada, sem capa, na qual olhava aquele vídeo-game estranho, que ficava de baixo do Mega Drive. Cheguei a até sonhar com o aparelho. Quando minha mãe apareceu com o Sega CD foi uma festa só. De quebra, ganhei um Sega Genesis (o Mega Drive dos EUA) novinho, já que o SCD que estava ganhando era estadunidense e era necessário que o console principal também fosse.
Não foi uma das melhores compras de minha vida. O console teve poucos jogos e eu menos ainda, mas acabaram me trazendo bons momentos. Também foi o primeiro aparelho a rodas CDs que tive.
O Sega CD e o Genesis funcionam até hoje, mas é difícil que eu os coloque para trabalhar. De qualquer forma, é um pedaço de minhas memórias, de meus amigos de infância que nunca mais vi.
Os tempos passaram, os vídeos-game são completamente diferentes e a Sega nem fabrica consoles mais.
É, nada dura para sempre.
26 Jun
Deu no Comunique-se.
Provavelmente foi melhor para ele, já que se a Justiça ordenasse que o site fosse tirado do ar certamente veríamos um fenômeno igual ao que ocorreu com Daniela Cicarelli.
Para quem não sabe e não viu, aqui vai o vídeo:
26 Jun
Ontem foi dia de gravação e edição do meu primeiro vídeo com a Mayara. Acabamos não fazendo o que havíamos planejado no começo, mas tenho certeza que foi o melhor que poderíamos fazer com a estrutura que temos.
O resultado final foi um vídeo institucional, feito mais para ganhar experiência e ficar de portfólio pra Mayara.
Agora vamos pensar em algo mais sério para ser feito e inscrito em algum concurso. Alguma sugestão?
24 Jun
Estes dias estava lendo (e lendo, relendo, lendo novamente…) a famosa HQ intitulada A Noite em que Gwen Stacy Morreu, que narra a morte do primeiro amor da vida do Homem-Aranha, Gwendolyn Stacy.
A morte, seja em qualquer mídia, sempre é um tema polêmico. Apesar de hoje ser comum a morte dos super-heróis nos quadrinhos, na época que A Noite em que Gwen Stacy Morreu foi publicada tal tema era dito como tabu. Os super-heróis eram intocáveis, seres poderosos acima de tais problemas mundanos. Pode-se dizer que a morte de Gwendy foi o início dos tempos modernos, bem menos amistosos.
É claro que ela não morreu à toa. Stan Lee, o idealizador de Gwen Stacy e do Homem-Aranha, criou a personagem para ser o par romântico de seu super-herói, a sua grande paixão. Gwen fazia parte da maturação que Stan pretendia dar ao herói e que era bem clara para os leitores. Se em 1962 Peter Parker era um franzino e acanhado estudando do segundo grau, no início da década de 1970 ele estava bem avançado na faculdade e já era pressionado a casar pela namorada.
Só que nem todo mundo na Marvel concordava com esse avanço. Achavam que Gwen era de pouco apelo dramático e que seria muito perigoso casar Peter Parker, tirando assim a identificação do personagem com os fãs. Sendo assim, na primeira oportunidade, o roteirista Gerry Conway criou uma história muito boa, na qual Gwendy era morta pelo Duende Verde em seu final.
Até hoje há quem se revolte com tal fato, mas Gwen Stacy morreu e nunca mais voltou. Peter Parker continuou sua vida e se envolveu amorosamente com Mary Jane Watson, com quem acabaria casando na segunda metade da década de 80.
É interessante ver como as histórias do Homem-Aranha sempre estavam à frente de seu tempo, como ele era um herói tão humano e próximo a nós, os leitores. Tão próximo que ele enfrentava um problema o qual somos obrigados a enfrentar mais cedo ou mais tarde: a dor de perder alguém.
Pena que hoje em dia as HQs perderam esse espírito…
P.S.: Quer saber mais sobre a morte de Gwen? Clique aqui e leia um dos textos que escrevi para o especial de Homem-Aranha 3 do Judão.
P.P.S.: A imagem no começo deste post, bem como seu título, são uma referência a quarta edição de Marvels, que contou toda na história do Universo Marvel.