Christina Hendricks relembra os tempos em que teve papeis negados por ser "sexy demais" | Judão

A estrela de Mad Men e Good Girls falou do início da carreira, as perguntas insuportáveis que precisa ouvir, a atenção ao seu corpo e a mudança de ares — de uma série de TV fechada a uma dramédia de TV aberta

Depois de OITO anos vivendo a Joan de Mad Men, Christina Hendricks está em uma produção super diferente da que a fez bem conhecida. Good Girls é uma série de ~dramédia da NBC que traz a atriz junto com Marietta Sirleaf e Mae Whitman em uma história sobre três mães do subúrbio de Detroit que resolvem assaltar um supermercado para conseguirem se sustentar após vários infortúnios na vida. Sua primeira temporada acabou em Abril e a série já está renovada para uma segunda.

Em uma entrevista ao Hollywood Reporter, a atriz falou um pouco sobre a carreira, desde quando seus agentes a demitiram quando ela aceitou o papel em Mad Men à escolha pela série de TV aberta, passando, é claro, sobre toda a atenção que ela, fisicamente, chama.

Hendricks começou sua carreira em teatro comunitário, fazendo alguns trabalhos como modelo, comerciais e fez suas primeiras pontas em programas como E.R. e Firefly, mas chegou a ter vários papeis negados por ser muito ~curvilínea e voluptuosa, como quando fez teste para uma cientista e foi rejeitada por ser “sexy demais”. “Eu pensava ‘Isso é uma merda’. Percebi que estava sendo vista de uma maneira bem específica, e fiquei surpresa dentro da minha ingenuidade. Eu demorei pra entender.”

Joan é uma das personagens mais queridas de Mad Men. Passou por várias fases e o público a viu crescer como mulher, mãe, feminista e coisas assim. MAAAAS, com a fama, a atriz descobriu que a atenção que a mídia dava ao seu corpo era maior e MUITO irritante. “Eu trabalhava tanto naquela personagem, e só me perguntavam sobre o meu sutiã da década de 60. E eu falava ‘Tá, gente, eu sei, ele é pontudo. É super chamativo. Mas só discutimos isso uma vez e pronto’. Focavam muito nisso.”

É aquilo, né? Quanto mais histórias desse tipo aparecem, mais percebemos o quão fundo e nojento é esse POÇO de machismo no qual vive a mídia e TANTO que temos que trabalhar pra que ele deixe de existir.

“Mad Men era o que eu queria fazer, e meu agente queria que eu trabalhasse em outro projeto”. Ela então resolveu se jogar na produção pela qual se apaixonou: “Eu sempre fui para a coisa mais garantida, e isso não estava funcionando. Então vamos fazer aquilo que realmente amamos e queremos!”. Com isso, ela acabou perdendo seus agentes (!!!) por não terem suas opiniões obedecidas. CALCULA o arrependimento dessas pessoas? E ela ainda emendou um “CHUPA, William Morris!”, que é o nome da tal agência que cuidava de sua imagem.

Quem quiser ouvir a entrevista completa, saber mais detalhes sobre como ela entrou pro elenco de Mad Men (ela ia fazer o teste pra Peggy e teve de esperar quase um ano pra saber se a série seria de fato feita!), pode ir atrás do podcast Awards Chatter ou clickar aqui. :)