A dinâmica da vida artificial em Agents of SHIELD | Judão

Segunda parte da temporada terá como mote das LMDs, algo que pode trazer impacto a todo o Universo Marvel Cinematográfico

SPOILER! LMD, Life Model Decoy ou, como traduziram nas HQs do Brasil, Modelo de Vida Artificial, o MVA. Esse é um conceito muito conhecido dos leitores de gibis da Marvel, principalmente por ser usado como uma justificativa pra quando o Nick Fury morre. Afinal, é só falar que não era o Diretor da SHIELD, mas sim um modelo de inteligência artificial criado pra se passar por ele e tá tudo certo.

E esse conceito, agora, está sendo explorado em Agents of SHIELD. Mais do que isso: será o grande MOTE da segunda parte da quarta temporada da série, que volta em 10 de Janeiro e na última terça, 06, “encerrou” a sua viagem sobrenatural.

Quem tá acompanhando a temporada desde o começo já sabe sobre Aida, o primeiro LMD criado por Holden Radcliffe. É ela que, aos poucos, vai conquistando a preferência da organização por esses seres ROBÓTICOS, enquanto vai botando em prática seus verdadeiros planos.

Na verdade, o que a série está fazendo aqui é misturar dois conceitos dos gibis. A Aida é, originalmente, um computador – sigla para Artificial Intelligence Data Analyser. Criada nas páginas do Esquadrão Supremo em 1985, o computador tinha não só consciência como também ajudava bastante a equipe em suas missões.

Em Agents of SHIELD, os LMDs surgem como a junção de dois conceitos dos gibis: o dos próprios LMDs com o do supercomputador AIDA

Na TV, a Ainda surgiu meio que dessa forma, como um computador, eventualmente evoluindo para o LMD – que, nas HQs surgiu pela primeira vez em 1965, justamente em uma história da SHIELD. Por décadas, os Modelos de Vida Artificial serviram como boi de piranha de Nick Fury, se passando por ele em situações de perigo. A principal característica desses robôs é conseguir imitar com exatidão todos os detalhes do outro ser vivo – como digitais, pele, padrão de retina, linguagem corporal e até mesmo os pensamentos.

Fora tudo isso, os MODELOS podem ter diversas outras capacidades, como superforça, supervelocidade, agilidade e coisas assim.

Depois, o uso das LMDs foi ampliado. Passaram a ser também um artificio de caras como Tony Stark, além de serem usadas com FUNDO CÔMICO nas HQs do Deadpool, entre outras coisas.

No começo, parecia que os Life Model Decoys da TV não seriam exatamente sobre copiar outras pessoas, mas sim dar vida a uma consciência eletrônica, que é o caso da Aida. No entanto, Agents of SHIELD já mostrou que também seguirá o caminho tradicional, como ficou bem claro no mid-season finale, The Laws of Inferno Dynamics. E mais do que isso: agora este é um programa encampado pela SHIELD.

Obviamente a treta toda com a Aida, incluindo seus planos ~malignos, será explorada pelo resto da temporada. No entanto, a chegada dela e a efetivação de um projeto dos LMDs na SHIELD representa algo maior do que isso. Se tudo der certo, o Universo Marvel dos Cinemas será inundado por uma tecnologia que pode substituir qualquer um. É um elemento que pode ser usado nos próximos filmes, por exemplo, principalmente naquelas franquias mais ligadas à SHIELD – como Vingadores e Capitão América.

Claro que esse elemento precisa ser usado com cuidado, para não frustrar o público ou estragar uma boa história, por exemplo. Mas tá aí mais uma vez na qual Agents of SHIELD cumpre a função de ALARGAR esse universo da Casa das Ideias, né?

E bem, muito bem, dessa vez. :)