Direto do epicentro de Terremoto - A Falha de San Andreas | Judão

Estivemos no set australiano do filme, conversamos com The Rock, Carla Gugino, Alexandra Daddario e vimos um prédio submergindo por conta de um tsunami (entre outras coisas que, é claro, contamos aqui!)

Não lembro se foi com o Jorge ou algum outro professor, mas foi na aula de geografia, ainda no colégio, que eu ouvi falar pela primeira vez sobre a Falha de Santo André. Da Wikipedia: “A Falha de Santo André ou Falha de San Andreas (em inglês: San Andreas Fault) é uma falha geológica tangencial que se prolonga por cerca de 1290 km através da Califórnia. A falha de San Andreas (...) ocorre entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-americana”.

A falha já foi a responsável por pelo menos dois grandes terremotos. Um aconteceu em 1857, com magnitude de 7.9 pontos na escala Richter, com epicentro na área central da falha; o outro, mais famoso, aconteceu em 1906, na área Norte, com magnitude estimada em 7.8 pontos, que acabou destruindo 80% de San Francisco e matando mais de 3000 pessoas. Só esses dois causaram uma ruptura de quase 800km na falha.

Em 2006, um estudo mostrou que a falha já atingiu o nível de stress suficiente pra um terremoto de magnitude 7, no mínimo, e poderia acontecer na parte Sul, atingindo, por exemplo, Los Angeles, San Diego e Tijuana. É o chamado (e esperado) Big One, que pode, de verdade, acontecer a qualquer momento e que pode, também, atingir 100% de ruptura e dividir a Califórnia, criando uma ilha — e este é o ponto de partida de Terremoto: A Falha de San Andreas, que estreia no Brasil em 28 de Maio.

Terremoto: A Falha de San AndreasNo filme, o tal terremoto de “magnitude no mínimo 7” acaba sendo de 9.6 pontos na escala Richter. “O maior já medido é de magnitude 9.5, no Chile, em 1960”, conta o produtor Beau Flynn, no set do filme, onde o JUDÃO teve a chance de passar um dia inteirinho em Junho de 2014. “O nosso seria o maior já medido, criando um Tsunami em San Francisco e, na nossa história, o nosso herói usa avião, helicóptero, caminhão e todos os meios de transporte conhecidos pela humanidade tentando sair de Los Angeles até San Francisco pra resgatar sua filha”.

“Deus me perdoe, mas essa é realmente uma possibilidade”, brinca Beau, que fez questão de basear na ciência os acontecimentos do filme... Bom, pelo menos o máximo possível. “Nós pesquisamos muito. Dr. Tom Jordan, da USC, é um dos nossos consultores e está com a gente desde o início. Tipo, nós almoçamos pela primeira vez há dois anos e meio, quando começamos a trabalhar no roteiro”, conta. “E, pra ser honesto, foi bem assustador, já que ele tem um telefone SATELITAL que deixou o tempo todo em cima da mesa. Eu perguntei o que era aquilo e ele disse que fica de plantão 24h por dia, 7 dias por semana por conta do FEMA [Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos EUA, em português]. Em caso de desastre natural, a primeira pessoa para quem o FEMA liga é o Tom. Ele fez questão de deixar claro que aquilo tudo é muito sério, e nós levamos isso em conta”.

Quando se mudou pra Los Angeles, Beau sentiu os efeitos de um terremoto, no início de 1994, que teve magnitude 6.7. “Foi muito, muito assustador. Muito poderoso, faz você se sentir muito pequeno, humilde. E essa coisa meio que foi o nosso APPROACH pro filme — e se der pra criar uma consciência, também, ótimo. Porque com terremotos, tudo o que você pode fazer é ficar preparado. Não há nenhum tipo de aviso, é o único desastre natural que existe sem nenhum tipo de aviso, nada. Então...”

Por exemplo, uma coisa que o filme vai ensinar é que adianta porra nenhuma ficar sob batentes de porta. “Uma das coisas que aprendi com o filme, e que sempre ouvi falar que era pra se fazer, é pra não ficar embaixo de batentes, simplesmente porque eles podem cair”, conta Alexandra Daddario. “O certo é você proteger a cabeça em baixo de uma mesa”, conta o sensacional Art Parkinson, o pequeno Rickon Stark de Game of Thrones, que até a nossa conversa (pelo menos), nunca tinha experimentado um terremoto. “Na primeira vez que eu fiquei num hotel em Los Angeles, tinha uma lanterna no armário. Eu perguntei pra minha tutora, Kara, porque tinha uma lanterna lá e ela ficou ‘Cê tem certeza que quer saber?’. Eu disse que ‘CLAAAARO! Pode falar, eu aguento’ e ela contou que era pro caso de um terremoto. ‘Eu quero ir pra casa'”, brincou. “Aí uma vez, eu tinha acabado de decolar indo de volta pra casa, na Irlanda, saindo de LA, quando teve um. Perdi por muito pouco”.

Não que tenha sido uma chance única. O Big One tá sempre na cabeça do pessoal do sul da Califórnia por conta de tantos outros, realmente pequenos e insignificantes (que até este que vos escreve já vivenciou), mas que vivem botando Hollywood pra CHACOALHAR O ESQUELETO. “Todo mundo em Los Angeles tem de lidar com eles”, conta The Rock (e não, eu não consigo chamá-lo de Dwayne Johnson, foda-se). “Quando você percebe o que tá acontecendo, já acabou”, diz Alexandra Daddario. “E parece que a maioria acontece de manhã cedo, enquanto eu tou dormindo. Você meio que acorda sem saber o que tá acontecendo, meu cachorro pula nos meus braços e acabou”.

Terremoto: A Falha de San AndreasAlexandra Daddario, The Rock e Carla Gugino no tal do tanque onde foi rodada a cena que vimos

Terremoto: A Falha de San Andreas foi filmado em Los Angeles e San Francisco, na Califórnia, e na putaquepariuqueroviverláprasempre Gold Coast, na Austrália, no Village Roadshow Studios, onde o JUDÃO esteve com outros jornalistas da Itália, França, Espanha e da própria Austrália. Naquele dia, acompanhamos a gravação de uma cena em que Ray (The Rock) enfim resgata a sua filha, Blake (Alaxandra Daddario), num tanque gigantesco. Tipo, sério, enorme.

“A água é gostosa e quentinha, especialmente quando você mija nela”, brincou The Rock que, exatamente como você vê na TV, tem millions and millions de pontos de carisma e é, provavelmente, o cara mais legal do Universo — e conversou com a gente devida e completamente molhado, já que veio direto de lá pra tenda em que estávamos. “É o maior tanque em que já entrei, e eu já trabalhei em uns outros antes. É incrível”. “Vocês vieram num dia realmente legal”, disse, toda meninona, Carla Gugino, quando chegou. “Esse tanque é sensacional! Primeira vez que vejo, também”. O dito cujo tem 1200m² e capacidade pra SEIS MILHÕES DE LITROS que, no filme, vão ficar num prédio... Que caiu. :D

[small_info_middle]“A água é gostosa e quentinha, especialmente quando você mija nela”[/small_info_middle]A tal tenda foi o nosso QG naquele dia. Fizemos todas as entrevistas lá dentro — uma delas, com o diretor Brad Peyton, foi no escuro, uma vez que ele não para nem pra almoçar e foi só naquele momento que arranjou tempo pra conversar com a galera; comemos lá dentro — precisamente a mesma comida da equipe toda, seguindo inclusive as mesmas regras de onde / como descartar lixo; acompanhei a última abertura de venda de ingressos da Copa de lá; e, infelizmente, foi de lá que acompanhamos a maior parte das gravações.

Pelos monitores, o que vimos exatamente foram duas cenas — curtas, mas repetidas milhões de vezes. Numa delas, The Rock tira a Alexandra, desacordada, da água, com a ajuda de Art Parkinson e o australiano Hugo Johnston-Burt, que não conseguiu se livrar das gravações pra falar com a gente; na outra, ainda mais curta, Carla Gugino pilota uma lancha e chega sem muita noção do que tá fazendo, dentro do prédio inundado, pra tirar a galera dali.

“Aquele é um prédio famoso, fica no centro de San Francisco. A cidade tá toda embaixo d’água e aquele prédio é um dos que tá na água, e continua submergindo enquanto eu tou lá, tentando resgatar minha filha”, conta Rock. “A personagem da Carla chega com o barco, quebra o vidro — o que vai ser um negócio realmente grande — e a gente continua, saindo de lá. É mais pro fim do filme, mas é uma das maiores sequências de ação. Vai ser... Quando você vir, visualmente, é realmente espetacular, os efeitos visuais... Com tudo o que a gente já viu, com algumas cenas que já gravamos, com San Francisco embaixo d’água, pós-terremoto, pós-tsunami, é inacreditável”.

No último trailer, há alguns trechos dessa sequência toda: Blake se aproximando da câmera (olhando o tsunami que se aproxima), com o Ollie (Art Parkinson) e Ben (Hugo Johnstone-Burt) logo atrás, dentro do tal do prédio; The Rock mergulhando e tentando arrombar uma porta; o “I Love You Daddy”; e ainda tem aquela lanchinha que, no final, eles usam pra SURFAR A ONDA GIGANTE e depois resgatar a galera.

Com o calor que fazia naquele dia, sair da tenda significava sair do ar-condicionado. Foi uma luta muito grande contra mim mesmo, quando tive a chance de chegar bem perto do tanque — perto o suficiente pra mergulhar, ainda que eu provavelmente fosse destruir boa parte da estrutura montada por cima dele. Mas sabe quando valeria a pena? :D

Mas podiam também simplesmente ter nos levado lá pra dentro. Eu não iria reclamar — já não tinha ido com roupa apropriada e, horas antes, com a bermuda que usei na viagem de ida, aproveitei pra dar um MERGULHO no Oceano Pacífico... Qual seria o problema de deixar o celular lá na tenda e me molhar, não é mesmo?

O fato é que, no momento em que estive lá perto, não tava rolando nada demais. Somente os dublês estavam por lá, marcando posições — o que parece ser uma parte enorme do trabalho de gravação de um filme, diga-se. Enquanto as ESTRELAS não estão disponíveis por quaisquer motivos — maquiagem ou entrevistas, por exemplo — fica lá um pessoal servindo de contraponto a algum outro ator, ou só ajudando na iluminação, montagem do cenário, enfim. Aquele era o primeiro dia de uso do tanque, então era muito mais ensaio do que qualquer outra coisa. A parte boa é que essa galera, depois, por ficar dentro do tanque várias horas por dia, tem direito a uma espécie de jacuzzi, ao ar livre, que serve pra aclimatar os corpos já molhados deles. MAIS UMA VEZ, vontade de mergulhar — agora porque o dia já tava acabando, a temperatura caindo, o vento aumentando... ;D

Em uma outra saída da tenda, entre uma entrevista e outra, fomos até uma outra parte do set, já desmontada, que serviu como o teto de onde a Carla Gugino corre e pula no helicóptero do Rock — cena que você pode ver no trailer. Chegamos a subir no que restou do tal teto e até mesmo a carregar uma daquelas placas de concreto que, com a MAGIA DO CINEMA, são feitas de algum tipo de material extremamente leve, a ponto de ser possível carregar com as mãos. Ou com apenas uma mão. “Foi a coisa mais assustadora que já fiz na minha vida”, contou a Carla, com os olhos bem abertos. Sim, a mesma Carla Gugino que, no seu tempo livre australiano, aproveita pra fazer trilhas pelas florestas do país, como se ISSO não fosse perigoso por definição.

[small_info_middle]”Foi a coisa mais assustadora que já fiz na minha vida”[/small_info_middle]”Eu topo tudo, numa boa. Eu não sou tão assustável quanto costumam pensar que eu sou. Mas talvez eu devesse ser. O fato é que, nesse caso, tinha essa plataforma onde eu tinha de ficar ajoelhada, e aí eles me derrubavam. Era muito rápido, e eu ia escorregando até a borda, uma queda de 6 metros”, conta, toda empolgada (ou assustada, possivelmente). “Vai parecer uma queda maior no filme e eu tinha esses fios todos me prendendo, mas se desse alguma coisa errada, eu só ia saber porque estaria 6 metros abaixo de onde deveria. Temos uma equipe extraordinária, confio neles, mas meu corpo ficava ‘ISSO NÃO TÁ CERTO! ALGUMA COISA TÁ ERRADA!'”, diz.

Carla contou ainda que tem esta “coisa”, que toda vez que um diretor pede pra ela fazer algo, a resposta é sempre ‘sim, com certeza’. “Aí eu tava lá sentada, esperando, e pensando ‘Será que vou ter de dizer que eu não consigo fazer?’. Eu fiz, foi ótimo, divertido e tudo mais, mas assim que saí, cheguei no Brad e pedi pra ele me dizer que tinha ficado tão assustador quanto eu senti. Porque ficaria uma merda eu sentir tudo aquilo e depois parecer que CUÉN. Mas ele disse que ‘Sim, parece terrível’, então, ufa”.

Se ela já tinha ficado preocupada / assustada com essa cena, eu imagino o que ela sentiu (e, principalmente, como vai ficar) numa tal de cena do “restaurante”, que fica num dos últimos andares de um prédio — e, provavelmente, é a que vem imediatamente antes dessa do teto. Naquele dia, fomos até um dos estúdios onde eles ainda estavam preparando o restaurante pra destruição — e nada além disso. Mas o diretor, Brad Payton, diz que é a mais difícil.

“São 3mins de cena de uma pessoa passando pela experiência de um terremoto. Você vai ficar com ela durante os 3mins, dentro do restaurante. Nós passamos por dentro dele, ela sobe escadas, uns três ou quatro andares do prédio desabam, ela tem de subir pelos destroços”, conta. “É logisticamente incrível. Tão difícil que nosso principal câmera vai ensaiar lá por dois dias. Eu vou perder meu melhor operador de câmera, só pra ele ensaiar uma cena. Por dois dias”.

“Brad Payton é muito específico sobre o que ele quer. E o fato de ele querer que a gente faça o máximo das cenas de ação é ótimo, porque extrai o máximo de nós. Você não precisa nem atuar, você simplesmente responde ao que tá acontecendo, porque tá acontecendo”, disse Carla. “A gente tem dublês, mas eu fiz mais coisas nesse filme do que em qualquer outro. Fiz algumas em Watchmen, já interpretei policiais, personagens que têm algum elemento de ação, mas nunca algo assim. (...) Agora tem essa sequência em que o Brad vai ficar grudado em mim, na minha cara, e estamos tentando descobrir como faremos. Eu tou muito empolgada com isso, mas vai ser um trabalho muito mais intenso do que tudo que já fiz”.

Terremoto: A Falha de San AndreasBrad Peyton, Hiram Garcia, The Rock e Beau Flynn discutindo “roteiro e terremotos” na WAR ROOM de San Andreas

Eu gosto de conversar com produtores de cinema porque eles têm o trabalho que mais me fascina nessa indústria — e que, essencialmente, é o que me faz estar aqui escrevendo provavelmente a coisa que eu mais gosto de escrever: a reportagem de uma visita a um set (com a devida colaboração do nosso Eduardo Pereira). Entre as ATRIBUIÇÕES de um produtor está o de conseguir o dinheiro para o filme. E, depois de conseguir, garantir que ele seja muito bem empregado.

É por isso que, pra Beau Flynn e Hiram Garcia, o grande pesadelo logístico é diferente de ter o seu melhor câmera ensaiando uma cena: é o tal do tanque. “Foram 10 meses pesquisando, criando esse set. Nós já trabalhamos com tanques antes, mas nunca com um prédio submerso, atingido por um tsunami, que tá caindo, numa parede com inclinação de 45 graus, com um barco estourando uma janela e, enfim, é um puta desafio”, disse Beau Flynn. “Em relação à segurança, então, é tudo maior. A gente coloca a equipe inteira na água, junto de eletricidade, e aí tem um set construído em mecanismos hidráulicos que levantam e abaixam tudo. Foi muito tempo e grana investidos pra deixar tudo certinho, porque eles passam por três andares nessa sequência, o layout muda toda hora, vai e volta e nós ficamos aqui por três semanas, então...”.

Óun. <3

Óun. <3

O tanque ainda é o grande responsável pela estada da produção na Austrália. “São muito poucos tanques no mundo. Tem um na Califórnia, mas é muito, muito caro, e você precisa levar a equipe”, diz Beau. O jeito é, mesmo, encontrar um tanque que seja mais barato, que já tenha uma equipe pronta pra trabalhar... E se possível for, pagar menos impostos. “Nós teremos uma restituição do governo federal e do estado de Queensland. Em termos de orçamento [mais de US$ 100 Milhões, no caso de Terremoto], filmes ficaram tão grandes e tão caros que, se você pode dar mais tempo de filmagem ao diretor e mais oportunidades pra nós, criativamente, você precisa aceitar. E a Austrália é perfeita pra isso, e ainda há uma ótima equipe”.

Eles aproveitaram que estavam por lá e ainda filmaram uma estrada de ferro numa cidade próxima, a casa do novo namorado da personagem da Carla Gugino (no caso, o Ioan Gruffudd) e, basicamente, tudo que precisavam de helicóptero e barcos, somando mais de 1200 cenas feitas com fundo verde que seriam convertidas em 3D depois. Tudo, é claro, com o devido cuidado pra que ninguém por acaso perceba que aquela é a Austrália e não o sul da Califórnia. “A gente ficou esperto com os cangurus e os coalas”, brincou Beau.

“Mas, falando sério, tem uma coisa que a gente até sabia, mas não tinha parado pra pensar nas implicações: os carros. Eles dirigem do outro lado da estrada. E seria um tanto caro inverter isso. Como são poucos os carros dos nossos heróis, eles colocaram tipo um pano preto sobre os volantes e evitam ao máximo mostrar. Se você olhar bem vai perceber, mas essencialmente não verá nenhum volante”.

Terremoto: A Falha de San Andreas estreia no Brasil em 28 de Maio e, até lá, publicaremos mais matérias sobre os bastidores do filme, com entrevistas e tudo mais — tudo, é claro, com exclusividade. Fique esperto. :)

The Rock convida todo mundo a EXPERIMENTAR o #BigOne em Terrem...

Terremoto: A Falha de San Andreas, com Dwayne The Rock Johnson, ainda é uma obra de ficção. Mas ontem a noite, lá em Los Angeles, rolou um de 3.5 pontos na escala Richter... E nós falamos sobre isso lá no site, cê já viu? The Rock já. ;Dhttp://judao.com.br/direto-do-epicentro-de-terremoto-a-falha-de-san-andreas/

Posted by Judão on Monday, April 13, 2015

O Judão viajou a convite da Warner Bros.