É tão bom ter você de volta, Agent Carter! :)

É tão bom ter você de volta, Agent Carter! :)

Thiago Borbolla

21 de Janeiro de 2016

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No meio de todo esse Universo Marvel, é um alívio assistir a uma série como essa, que voltou da melhor maneira possível. :)


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SPOILER! Agent Carter está de volta, exatamente do ponto em que paramos na última temporada — quer dizer, não em termos de história, já que se passaram pelo menos seis meses desde que, enfim, Peggy parou de servir café e passou a fazer suas investigações oficialmente. Mas ela continua o tempo todo mostrando o quão ridículo é o tratamento que uma mulher recebe dos homens, mesmo que tenha lutado na guerra, tenha treinamento militar e o caralho a quatro.

Nesses dois primeiros episódios, aliás, a série tocou também no racismo nosso de cada dia, com a relação dela com o Dr. Wilkes. De leve, sutil, mas o suficiente pra querer jogar no lixo o que você tiver comendo na hora.

Tudo, agora, parece ser mais maduro, menos didático. A história vai apontando os dedos que precisa apontar, mas sem fazer muito estardalhaço sobre isso — o que não torna, de maneira nenhuma, as coisas menos óbvias pra quem assiste, muito pelo contrário.

Há um novo vilão na história. Dottie ainda está envolvida de alguma maneira, claro, mas há alguém interessado demais numa tal de “Matéria Zero” que nada mais é do que a Darkforce, a FORÇA SOMBRIA que já vimos em Agents of SHIELD e que, nos quadrinhos, tem uma ligação mais direta com os personagens mágicos... Tipo o Doutor Estranho.

Agente Carter

A produtora Michelle Fazekas confirmou a ligação, mas sem muita profundidade. “Estamos em 1947, as pessoas não sabem o que é aquilo. Por isso a chamaram de matéria zero. Não fazem ideia do que é ou de onde vem. Você tá vendo as pessoas começando a tentar entender o que é aquilo”, conta, em entrevista ao THR.

Fazekas ainda afirmou que a tal da matéria zero dá superpoderes às pessoas e, bom, é o que devemos esperar tanto de Whitney Frost quanto do Doutor Jason Wiles... Até por conta do nome dos dois.

Nos quadrinhos, a Srta. Frost é a Madame Máscara, uma vilã que passa a usar uma máscara (ah vá) depois que sua cara é desfigurada depois de um acidente — bom, aquele PORTAL PRA OUTRA DIMENSÃO na testa dela pode acabar fazendo com que ela use a máscara. Percebemos o quão vaidosa ela é, ouvindo os comentários super elogiosos que o diretor do filme no qual trabalhava fez.

Wilkes trabalhou com INVISIBILIDADE, chegando a ficar IMATERIAL e imperceptível a outros seres humanos depois de uma merda que aconteceu, o que nos dá quase certeza de que não, ele não morreu. Aliás, essa imagem promocional PRETTY MUCH garante isso. :)

Referência SUTIL COMO UM PAQUIDERME

Referência SUTIL COMO UM PAQUIDERME

Entre os problemas pessoais que Peggy agora enfrenta (o fato do Sousa estar quase noivo, se bobear até com uma daquelas russas que viviam algemadas, é um dos mais complicados, se você lembrar que seis meses antes ele estava chamando ela pra sair), o Thompson, parece ser o principal. Continua um mimado desgraçado, querendo créditos pelo que não fez, e pode acabar representando uma das novas cabeças da HYDRA — o papo que ele teve com o Red Forman sobre o SSR estar obsoleto, irrelevante, com algo maior surgindo, sim, pode ser a SHIELD, mas... Não me parece que combina muito com ele.

Até porque sabemos que a Peggy é uma das fundadoras da SHIELD... O carinha não iria deixar isso acontecer, ou ser divulgado, iria? :)

Jarvis também ganhou mais destaque, muito por conta da sua esposa, que, pelo menos nesse começo, passou a ter um papel importante pra história — e isso fica claro quando ela não pensa, nem por um segundo, que algo diferente de um treino de judô possa estar acontecendo quando o cara tá, com uma roupa mínima e ridícula, em cima da Peggy, numa distância que qualquer instinto pediria pra que deixasse de existir.

Agent Carter amadureceu. Está mais divertida e muito mais SUPER de fato, um ponto bem fora da curva do que conhecemos do MCU — e, por isso mesmo, tão interessante, pra fãs e não fãs. Você pode ficar procurando referências a tudo, e até pode encontrar, mas a história funciona tão bem sozinha que não faz diferença nenhuma.

É como a mensagem que a série passa: Agent Carter se vira sozinha e o universo precisa se acostumar com isso. Uma pena que sejam só 10 episódios... :P

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