OITO discos pra você ouvir nestes primeiros meses do ano | Judão

O ano começou e, com ele, o agitado calendário de lançamentos musicais pra você ficar de olho. Ou de ouvido… Ah, você me entendeu.

Enquanto ainda tem muita gente lutando para fechar as listas de Melhores Discos de 2016, eis que 2017 chega atropelando e mostrando que não dá mais tempo pra viver de passado, porque os próximos meses nos reservam um bocado de música boa.

Quer dizer, você pode (e deve) ouvir os melhores de 2016. Mas talvez fosse o caso de já começar a preparar sua lista desse ano. ;D

Pra dar uma ajudada — ou só pra você ficar ligadinha, mesmo — fizemos aqui uma lista dos TOP8! álbuns lançados nos primeiros meses do ano e prometem bastante, de todos os gêneros e para todos os gostos. Alguns já podem ser ouvidos, os outros, bom, seria o caso de você colocar na sua agenda. ;D

| Oczy Mlody (The Flaming Lips)
A gente nunca sabe o que pode esperar desta ótima banda americana de rock experimental. Ou melhor, sabe sim: esquisitice. Mas esquisitice da boa, da melhor qualidade. Psicodelia, space rock e múltiplas camadas sonoras continuam sendo ingredientes presentes no prato do dia. A última faixa, claro, é uma já esperada troca de favores – e eis que Miley Cyrus, com quem eles trabalharam recentemente no seu delicioso e viajandão último disco, chega pra fazer uma participação especial. Já disponível.

| I See You (The xx)
Eis o terceiro disco da banda inglesa de indie pop surgida em 2005 e que será uma das grandes atrações do Lollapalooza esse ano. “Sabemos que estamos vivendo tempos de incerteza, então esperamos que a alegria e o amor que encontramos fazendo este disco se espalhem pelo mundo”, afirmou o trio, ao anunciar a obra. A ideia deles, de fato, era fazer algo mais “positivo, aberto e expansivo” do que os dois álbuns anteriores.

A sonoridade tá mais encorpada, madura, inteligente. Mas que faz falta um pouco da “insegurança adolescente” que tinha se tornado parte de sua identidade, conforme opina Thales de Menezes, para a Folha de S.Paulo, faz. Já disponível.

| Process (Sampha)
O músico, produtor e compositor inglês finalmente vai colocar o seu primeiro disco solo na rua, depois de um monte de bem-sucedidas colaborações em alguns dos álbuns mais comentados dos últimos anos, ao lado de nomes como Solange Knowles, Kanye West, Drake e Frank Ocean.

No álbum, estarão os dois singles lançados anteriormente, Timmy’s Prayer e Blood on Me. Antes de partir para um álbum completo, Sampha tinha lançado dois EPs para mostrar um pouco do seu soul salpicado de música eletrônica: Sundanza (2010) e Dual (2013). Em dupla o cara é certeiro – vejamos agora como ele lida com esta coisa de estar sozinho debaixo dos holofotes... Lançamento em 3 de Fevereiro.

| SweetSexySavage (Kehlani)
Outra que vai aproveitar este começo de ano para mostrar a cara em seu disco solo inaugural é a cantora de R&B/hip hop Kehlani, uma das “10 artistas para se conhecer” de acordo com a revista Rolling Stone, ex-integrante do grupo PopLyfe, aquele mesmo que foi destaque durante o America’s Got Talent, em 2011.

Ela já tinha experimentado um gostinho do mercado fonográfico com duas elogiadíssimas mix tapes — Cloud 19 (2014) e You Should Be Here (2015) – além de abrir com sucesso uma turnê do rapper G-Eazy. “Obrigado aos fãs por acreditarem em mim, por me receberem, por crescerem comigo e me darem a confiança para seguir em frente e finalizar este álbum”, disse ela, assim que anunciou o projeto. “Espero que curtam minha jornada e minhas histórias”. Lançamento em 3 de Fevereiro

| SAY10 (Marilyn Manson)
O novo APRONTO do roqueiro, seu décimo disco de estúdio, é mais uma vez ao lado do parceiro Tyler Bates, compositor de trilhas com quem produziu o álbum anterior, The Pale Emperor. Manson garantiu que, por enquanto, SAY10 era o nome de trabalho da parada, mas parece ter vindo pra ficar.

Talvez inspirados pelo trabalho de Bates na série Salem, ambos deixaram claro que se trata de um álbum mais intenso e violento do que o anterior, fazendo muito mais referência aos clássicos Antichrist Superstar e Mechanical Animals. Além disso, o cantor revelou que se trataria do disco com as letras mais políticas de sua carreira.

Para quem viu o vídeo daquela que possivelmente é a faixa-título, no qual Manson rasga as páginas de Bíblia sentado em seu trono para que logo depois vejamos um sujeito de terno brutalmente decapitado, não dá pra esperar nada menos do que isso... Lançamento em 14 de Fevereiro

| Prisoner (Ryan Adams)
Em termos sonoros, inspiração direta no rock dos anos 80 de artistas como Bruce Springsteen, AC/DC e ELO. Já as letras, estas foram influenciadas pela separação da cantora/atriz Mandy Moore, com quem foi casado por seis anos. É este caldeirão que forma o mais novo disco de Ryan Adams, sucessor do disco autointitulado de 2014 e, claro, de 1989, o brilhante remake faixa a faixa que ele fez do disco de Taylor Swift.

Em entrevista ao The Japan Times, Adams afirmou que ser ele e passar por tudo que rolou nos últimos anos foi destrutivo em um nível que simplesmente não conseguiria explicar. “Então, um monte de trabalho extra teve a função de manter o meu queixo para cima e lembrar o que eu fiz e o que eu amava sobre quem eu era”. Lançamento em 17 de Fevereiro

| Damage and Joy (The Jesus and Mary Chain)
Em 2015, Jim Reid afirmou que ele e o irmão William tinham uma porrada de novas canções, mas meio que discordavam sobre o que fazer com elas. Bom, parece que a turnê na qual comemoraram os 30 anos de lançamento de seu disco de estreia, Psychocandy, serviu pra acabar com parte destas questões. Afinal, em 2017 sai o primeiro disco deles em 18 FUCKING ANOS.

Com produção de Youth (Martin Glover, do Killing Joke, que também vai tocar baixo no álbum), o disco traz as participações de seu baterista de turnê, Brian Young, e de Phil King, baixista do Lush. O segredo para enfim tirar este lançamento do papel eterno? “Nós começamos a ouvir um ao outro um pouco mais”, afirmou Jim, em comunicado oficial. Ah, estes irmãos... Lançamento em 24 de Março

| The Ride (Nelly Furtado)
Para o disco que marca o seu retorno depois de cinco longos anos, Nelly Furtado fez uma opção pouco ortodoxa: de aspiração mais pop, ela foi buscar no expert em indie/experimental John Congleton (St.Vicent) o parceiro ideal. “Trabalhar com o John foi a escolha perfeita, porque ele é bem alternativo e eu sou definitivamente a pessoa mais pop com a qual ele já trabalhou. Dá pra dizer que a gente se encontrou no meio do caminho”, afirmou ela ao Toronto Sun. Já ao Global News, ela afirma que este é o tipo de liberdade que se conquista quando se chega neste momento da carreira “O John consegue rearranjar minhas canções pop para que elas soem mais punk, por exemplo”. Lançamento em 31 de Março