O inverno finalmente chegou! | Judão

O primeiro episódio da sétima temporada de uma das séries mais aclamadas da atualidade mostrou dinamismo e um protagonismo maior para mulheres

A internet parou para a estréia da sétima temporada de Game of Thrones, no último domingo, 16. Orquestrada por David Benioff e D.B Weiss, a série retornou com um ritmo bem acelerado de acontecimentos, nos dando uma prévia do que será abordado ao longo da temporada.

Em suma, o que ficou bem aparente foi que o tempo de planejamento e preparação acabou e agora é a hora do pau: os reinos estão prontos para lutar, de fato, pelo Trono de Ferro.

Logo na cena de abertura que começou quebrando tudo, Arya (Maisie Williams) já em em uma fase bem avançada de sua personagem, confiante e empoderada, finalmente colocou seus planos de vingança em prática de modo épico e magistral. O que já não era sem tempo. Foi catártico.

Também acompanhamos a chegada de Daenarys Targaryan (Emilia Clarke) e de seu conselheiro, o incrível Tyrion Lannister (Peter Dinklage) a Westeros, com sua enorme frota e um exército forte — algo para o qual a Mãe dos Dragões vinha se preparando até então.

A reunião entre os irmãos Sansa Stark (Sophie Turner) e Jon Snow (Kit Harrington) agora frente ao trono do Norte também foi bem apresentada, mostrando pontos divergentes e uma pequena tensão entre ambos, sob a supervisão do “agente do caos” Lord Baelysh (Aindan Gillen), urubuzando a parada sempre que pode. O destaque deste bloco fica para o juramento dos povos do norte à casa Stark (a Jon Snow, mais especificamente falando) e à força de Lyanna Mormont (interpretada por Bella Ramsey — sim, esse é o nome dela!) cujas falas são sempre sensacionais. Esperamos sinceramente que a personagem cresça e que tenha uma participação maior nessa temporada.

A vilã mais amada AND odiada das séries, Cersei Lannister (Lena Headey), assumiu o Trono de Ferro depois de levar a cabo um plano incrível e megalomaníaco de destruir King’a Landing na temporada passada e agora ameaça os demais reinos que não se juntarem a ela. Quem vai se juntar ou não é justamente o que dá o nome à série.

Outros personagens que merecem destaque nesta temporada são Brienne de Tarth (Gwendolyn Christie) que é incrivelmente bem trabalhada nos livros mas que na série ainda não teve seu grande momento; Sam Tarly (John Bradley-West), um personagem que funciona como um certo alívio cômico mas se mostrou um grande herói e que parece ter uma missão incrível no desenvolvimento da história; e Bran Stark (Isaac Hampstead-Wright) que agora assumiu o manto místico do “Corvo de Três Olhos” e será uma peça-chave no combate à invasão dos White-Walkers, que já se mostrou bem avançada no final da 6ª temporada.

Tudo foi tão bom e tão rápido! Desde o friozinho na barriga assim que a canção de abertura começou até Daenerys perguntar se “Então, vamos começar?” — o que, aliás, foi um belo final de episódio. Mostrou que a enrolação acabou e agora é só quebradeira. É isso que o povo gosta, é isso que o povo quer.