HQs pra ler DEPOIS de ver Vingadores: Ultimato | JUDAO.com.br

Gibis que, de alguma forma, inspiraram o que você viu no cinema ou que se relacionam com o que foi contado no filme. Um guia pra você que não sabe por onde começar a ler as HQs do supergrupo. :)

SPOILER! Já é tradição: estreia um filme baseado em histórias em quadrinhos, lá vem o JUDAO.com.br fazendo AQUELA lista de gibis pra você ler depois de assistir ao filme, com uma pesquisa de décadas de cronologia pro que é que pode ter inspirado os roteiristas e os diretores, além de algumas outras que ajudam a entender melhor algo ou alguém.

Vingadores: Ultimato chegou aos cinemas, encerrando um ciclo de mais de uma década — mas a gente já tinha te contado que o filme, na real, é uma nova história, própria, única, parte da construção deste arco que vinha sendo desenhado no MCU. Não é exatamente a adaptação de UMA história apenas, mas é uma história que de alguma forma também é bastante GIBI em sua essência.

Várias de suas pequenas partes já foram, de um jeito ou de outro, retratadas nas HQs da editora. Então, o que a gente fez aqui foi justamente analisar não a íntegra da trama mas sim seus pedaços, vindos dos mais diferentes RECÔNDITOS do Universo Marvel. Por isso, colocamos até cronologicamente de acordo com o que rola no filme e não com a data de publicação original da história, tá?

E CASO você nunca tenha lido nada e chegou agora empolgadaça com tudo, temos listas de HQs pra ler depois de assistir à Capitã Marvel, Vingadores: Guerra Infinita, Pantera Negra, Thor: Ragnarok, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Doutor Estranho, Capitão América: Guerra Civil e, por que não?, Homem-Formiga.

Divirta-se!

Ajude o JUDAO.com.br continuar desafiando a cultura pop. Assine!
A partir de R$5 por mês.

Gavião Arqueiro como Ronin

A nova identidade que Clint Barton assume no filme, na real, é velha conhecida dos leitores de gibis, conforme a gente contou aqui — originalmente, tanto o nome quanto o uniforme foram usados por Maya Lopez, que pintou primeiro como a vilã Eco nos gibis do Demolidor.

Mas quando Maya saiu do time, a vaga ficou livre pra alguém que tava querendo recomeçar. No caso, Clint, que tinha morrido graças às ações da Feiticeira Escarlate, totalmente fora de controle, durante a saga Vingadores: A Queda, e foi trazido à vida por ela dentro da realidade alterada de Dinastia M.

Acabou continuando vivo, como se nada tivesse acontecido, assim que o mundo voltou ao normal. O ponto é que Barton, apesar de toda a experiência no Universo Marvel, não tava preparado pro que aconteceu. E como uma garota de nome Kate Bishop tinha assumido o codinome Hawkeye para preservar seu legado nos Jovens Vingadores, ele achou por bem recomeçar do zero.

Clint passou a exibir sua destreza com outras armas que não fossem arco e flecha a partir de New Avengers #27, que aqui no Brasil foi publicada em Os Novos Vingadores #49 (o gibi que antes era chamado “Os Poderosos Vingadores” e depois foi rebatizado), da Panini, em 2008. Uma versão mais recente pode ser encontrada, no entanto, no encadernado Marvel Deluxe Revolução, de 2014.

Scott Lang se juntando aos Vingadores

Embora nos gibis o Homem-Formiga original, Hank Pym, tenha sido parte da primeiríssima formação dos Vingadores junto com a parceira, a igualmente primeira Vespa, demorou até que seu substituto, Scott Lang, fosse oficialmente efetivado como parte da equipe — que é, no fim, o que acontece quando ele vai bater na porta dos caras depois de ser libertado do Reino Quântico.

Depois de dar uma força pra medalhões como Homem de Ferro e Hulk em diferentes ocasiões, Lang chegou inclusive a ser uma espécie de consultor técnico para o Quarteto Fantástico, depois de uma daquelas 462 vezes em que Reed Richards foi dado como morto.

Mas é quando sua esposa Peggy ganha de maneira definitiva a guarda da filha, Cassie, e resolve se casar de novo, é que um Lang meio sem esperanças na vida e com muito tempo livre de fato se junta aos Maiores Heróis da Terra em tempo integral, numa formação que contava com Tony Stark, Hank Pym (com a identidade de Jaqueta Amarela), Vespa e um fulano chamado Valete de Copas, com quem Scott tem uma treta logo de imediato. Difícil quando o santo não bate, né?

E pensar que os dois acabaram ficando tão amigos que foi justamente isso que o fez se aproximar imediatamente do cara quando ele apareceu, em versão zumbificada, na Mansão dos Vingadores, cortesia da mesma Feiticeira Escarlate maluca do item acima, lá do Gavião Arqueiro. O Valete explode e leva Scott com ele... mas morte é mesma uma coisa subestimada na Marvel e rapidamente dariam um jeito de trazer o Formiga de volta à vida.

A história original de sua integração aos Vingadores, que lá fora saiu em The Avengers #62, por aqui deu as caras nas bancas apenas em Os Poderosos Vingadores #11, de dezembro de 2004, edição publicada pela Panini.

Um Hulk Inteligente

Além do Thor fora de forma, tivemos uma segunda interessante desconstrução dos Vingadores originais dos cinemas com o Hulk, antes uma fera ultraviolenta e descontrolada. Agora, Bruce Banner tentou resolver seu problemão com a segunda identidade esmeralda que carregava dentro de si e acabou juntando sua mente ultrainteligente ao corpo do grandalhão forte pra dedéu e resistente até dizer chega. Nos gibis, esta versão também existe e foi batizada anos depois como Professor Hulk.

Tudo começou em The Incredible Hulk #377 ,de 1991, em uma fase maravilhosa escrita por Peter David (que inclusive inspirou aquele filme ~renegado do Ang Lee) e com a arte do Dale Keown. Basicamente, o cientista Doc Samson faz o frágil e tímido Banner e sua personalidade fragmentada (no caso, o Hulk verde raivoso e descontrolado e a versão cinza mais recente, bem mais descolada, sacana e com um código moral no mínimo questionável) encararem o passado, os problemas envolvendo seu pai e sua mãe, sua vida amorosa... e eis que então as três personalidades se fundem. Passamos, portanto, a ter um único Hulk, inteligente e confiante.

Dá pra ler este arco em O Incrível Hulk: Gritos Silenciosos, a edição de número 11 da coleção de graphic novels da Salvat, aquela da capa preta.

Asgard na Terra

O papo de que os asgardianos desgarrados tentariam recomeçar sua vida na Terra já teve uma espécie de paralelo nos quadrinhos também, no caso quando J. Michael Straczynski assumiu os roteiros para começar tudo do zero na história do Deus do Trovão, depois que a equipe criativa anterior deflagrou nada mais nada menos do que o Ragnarok, o apocalipse dos deuses nórdicos, basicamente acabando com tudo. Mas o Ragnarok não é apenas e tão somente o fim dos tempos, mas também um ciclo de recomeço.

Quando Thor acorda, novamente unido à forma mortal do Dr. Donald Blake, o loirão sai à caça de seus conterrâneos, cujas almas estão presas dentro de corpos mortais e precisam ser libertadas. Além disso, ele também reconstrói Asgard, uma cidade que, fazendo uso do precioso ouro dos tesouros asgardianos, então tem um terreno próprio nos arredores de Broxton, Oklahoma. Mas ela fica, digamos, flutuando acima do chão, sendo de alguma forma imune a algumas leis dos humanos e seus impostos... ;)

A relação que se cria entre os asgardianos que aos poucos ressurgem e vão interagindo com um bando de americanos interioranos simplórios e até um tanto ignorantes é muito divertida e, de alguma forma, tem um elemento de humor que obviamente foi usado na adaptação para os cinemas mais recente (aka Thor: Ragnarok, a única que você deveria considerar na sua vida).

Esta saga pode ser lida em O Renascer dos Deuses, a edição de número 4 da coleção de graphic novels da Salvat, aquela da capa preta. Vale pelo roteiro, claro, mas também MUITO pela arte linda, ágil e expressiva do Olivier Coipel.

Os Vingadores viajando no tempo

Este lance da viagem no tempo tá em tudo quanto é lugar da cultura pop mas dá pra dizer que é um verdadeiro clássico dos gibis, em especial daqueles estrelados por super-heróis. Enquanto os X-Men têm pelo menos uma grande história nesta pegada e que já foi adaptada para os cinemas (no caso, Dias de um Futuro Esquecido), os Vingadores têm um grande vilão (Kang, o Conquistador) que já os levou a ótimas histórias — e outras nem tanto... — viajando por diferentes eras da humanidade.

Talvez uma das mais malucas, e que justamente reuniu um dos times mais peculiares de heróis, foi Vingadores Eternamente. Com roteiro conjunto de Kurt Busiek & Roger Stern e arte de Carlos Pacheco, o arco de histórias em 12 edições publicado entre 1998 e 1999 fala sobre Immortus, a versão futura de Kang, que envia seu servo Tempus para matar Rick Jones — o sidekick favorito de todo mundo na Marvel e que possui a tal da Força do Destino, uma habilidade utilizada durante a antiga Guerra Kree-Skrull. No entanto, o jovem acaba sendo salvo por Kang, que além de destruir Tempus detém também o exército do homem que ele está destino a ser no futuro.

Então, Rick faz uso da tal Força do Destino para formar a sua própria equipe de heróis para viajar pelo tempo e impedir Immortus.

Assim sendo, ele traz o Capitão América logo depois de descobrir que o presidente dos EUA é líder do Império Secreto; o Jaqueta Amarela de uma fase em que estava mentalmente instável e nem lembrava que era Hank Pym; o Gavião Arqueiro que veio logo depois do final da Guerra Kree-Skrull; o Gigante (também Hank Pym, né) e a Vespa vindos do presente; a Soprano de um lugar não especificado do futuro recente; e o Capitão Marvel vindo de muuuuuuitos anos lá na frente, entre outros. Eles viajam pelo Velho Oeste (onde encontram personagens como Rawhide Kid e o Night Rider), combatem uma invasão alien futurista e ainda dão de cada com uma versão alternativa dos Vingadores em plenos anos 1950 (aka Agents of Atlas).

A história foi publicada recentemente em duas partes, nas edições 14 e 15 da coleção de graphic novels da Salvat.

A Morte da Viúva Negra

Talvez um dos momentos a respeito dos quais tenho mais dúvidas com relação a Ultimato, a morte da superespiã Natasha Romanoff é hoje uma realidade TAMBÉM nos quadrinhos. Afinal, cronologicamente, isso não chegou a ser mudado AINDA pela Casa das Ideias. Sim, nos gibis, os Vingadores também estão sem a sua Viúva Negra que também, de alguma forma, se sacrificou por um bem maior.

Durante a saga Império Secreto, aquela do Capitão América agente da HYDRA dominando os EUA, a Viúva se torna a líder de uma célula de resistência cujo objetivo é matar Steve Rogers. O homem que envergonharia o Steve Rogers de outrora, o herói que salvou o mundo tantas vezes com o escudo estrelado. Depois de treinar os Campeões (os mais jovens heróis da Marvel, incluindo Kamala Khan, Nova, Amadeus Cho e a filha do Visão), ela mesma resolve apertar o gatilho... mas quando Miles Morales fica frente a frente com Rogers, possivelmente prestes a completar a profecia do inumano Ulysses sobre o novo Homem-Aranha ter o sangue do Capitão América em suas mãos, ela tenta impedir o jovem e o salva, entrando no rumo do escudo do ditador... que quebra seu pescoço e a mata.

O verdadeiro Capitão retornou, a HYDRA foi derrotada, mas a morte da Viúva foi mantida. Nada de estalar de dedos mágico ou pacto com demônios. Maaaaaaaaaaas (jura que você tava esperando por isso) o Gavião Arqueiro e o Soldado Invernal descobriram que, depois da morte dela, o Black Widow Ops Program criou uma série de clones da moça, sendo que um deles recebeu as memórias recentes da Natasha e foi incumbido de destruir os restos da SHIELD e da HYDRA. Sim, ambas. Viu só como os roteiristas de gibis com super-heróis sempre encontram um jeito? ;)

Enfim: a morte da Viúva rolou aqui no Brasil em Império Secreto #4.

Uma Galera Lutando Junta

E então chegou aquele momento que tava todo mundo esperando, todos os personagens do MCU reunidos num único campo de batalha pra descer o sarrafo no Thanos e seu exército. Mas os leitores de gibis já sabem que não foram raras as vezes que isso rolou. Mencionar aqui o Desafio Infinito, na qual junta Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico e TURBA toda pra enfrentar o Titã Louco ia ser repetição, já que falamos sobre a saga no texto de Vingadores: Guerra Infinita. Então, neste esquema de heróis diferentes juntando forças, vale relembrar as primeiras Guerras Secretas.

O primeiro grande mega evento Marvel, crossover que rolou entre 1984 e 1985, Guerras Secretas foi uma maxissérie em 12 edições que existiu, vamos ser honestos, muito mais pra vender bonequinhos do que qualquer outra coisa.

Mas rolou, no fim das contas, deixando os leitores em polvorosa: a entidade alienígena Beyonder tava lá, entediada, não existia Netflix ainda, aí olhou pra Terra e pensou “pô, e se eu colocasse esta galera toda com superpoderes, heróis e vilões, pra se estapearem um pouco e provarem que são dignos?”. E foi o que ele fez, construindo do nada um Mundo Bélico com pedaços de outros planetas.

Foi um dos primeiros momentos em que tivemos interações entre uma galera que não tava lá muito acostumada a se ajudar, incluindo caras que são tradicionalmente lobos solitários como o Homem-Aranha — inclusive, por todas as questões relativas ao preconceito mutante, os X-Men preferem se manter uma unidade à parte nesta história, pelo menos no começo da treta.

As Guerras Secretas saíram bem recentemente por aqui em 2016, na Coleção Histórica Marvel da Panini, em quatro edições.

Capitão América erguendo Mjolnir

Talvez um dos momentos mais emblemáticos do filme, definitivamente, é quando Steve Rogers faz a única referência possível ao desastre de trem conhecido como “Era de Ultron” e prova que, sim, é digno de erguer o Mjolnir — que o Thor traz do passado da maneira mais safada possível. Parte do lindo fechamento da jornada do Capitão América, que pra mim foi o acerto máximo de Ultimato, este é um momento que TAMBÉM aconteceu nos gibis. E num momento que, da alguma forma, tem relação com este.

A parada rolou em 1988, no gibi Thor #390, cortesia da dupla Tom DeFalco e Ron Marz. Depois de algum tempo afastado, o Deus do Trovão reencontra os colegas Vingadores e descobre as novidades que se passaram pela equipe — incluindo um Steve Rogers que abandonou o escudo e também o uniforme azul, vermelho e branco e passou a usar uma indumentária apenas vermelha e preta, sob o codinome Capitão.

Foi um momento em que Rogers abriu mão da identidade de Capitão América em nome de um substituto, John Walker, por ter uma série de questões para com o governo dos EUA, querendo agir com mais autonomia e tomando as próprias decisões.

Embora bastante questionado por todos ao seu redor, incluindo alguns de seus aliados, Rogers não deixou Thor para trás no meio do ataque de uma legião de demônios da morte comandados por Grog, seguidor fiel de Seth, o deus egípcio da morte. E no meio da batalha, eis que o Capitão ergue o Mjolnir, senta a porrada nos monstrengos e depois o joga de volta pro amigo. “Quando você falou comigo pela primeira vez sobre seus problemas, eu tive dúvidas... sobre você”, afirmou o filho de Odin. “Elas foram todas rapidamente apagadas quando você ergueu o Mjolnir, pois só um homem digno, puro de coração e nobre de espírito, poderia ter feito isso”.

Aqui no Brasil, a história pode ser lida em Capitão América #156, formatinho publicado pela Editora Abril em maio de 1992.

“Avante Vingadores!”

Vamos ser honestos aqui, queridíssimos leitores de gibis que se tornaram igualmente fãs das versões cinematográficas: se desde o primeiro filme da superequipe se espera que o Capitão América diga a sua tradicional frase de efeito e até agora não tinha acontecido, seria impossível que não fosse rolar em Ultimato, por se tratar do momento ideal pra isso. “Avengers Assemble”, o grito de guerra traduzido por aqui como “Avante Vingadores”, enfim é dito pelo líder DE FATO da equipe, aquele que todos respeitam e seguem sem pensar.

Mas talvez você nem se lembre muito bem que a frase foi usada pela primeira vez, ainda sem pompa e circunstância, no volume 10 do gibi dos personagens, da dupla Stan Lee e Don Heck, e dita pelo... Thor. O Capitão já tinha usado “Avengers Away!”, enquanto o Homem de Ferro mandou um “Avengers Attack!” e o próprio Deus do Trovão soltou certa feita um “Fight, Avengers! To the Death!”. Só que depois deste “Assemble”, o Thor falou de novo, o Gigante... Só que o Capitão ainda não. Isso mudaria só na edição 16, em plena capa, quando Stan Lee, agora novamente reforçado pelo parça Jack Kirby, daria à expressão o peso que deveria.

Foi justamente no gibi em que o Capitão anunciou oficialmente a entrada dos nossos integrantes: Feiticeira Escarlate, Mercúrio e Gavião Arqueiro, originalmente três vilões que ganharam todos uma segunda chance. Bastante significativo, não?

O momento histórico pode ser lido na edição 2 da Biblioteca Histórica Marvel – Os Vingadores, da Panini.

A armadura de nome Resgate

Da mesma forma que rolou no filme, Tony Stark desenvolveu uma armadura para a sua amada Pepper Potts meio em segredo, para protegê-la. Nos gibis, a recém-empossada nova CEO descobre o brinquedinho depois de entrar em uma sala secreta nas Indústrias Stark, em plena treta global envolvendo o MARTELO, a organização comandada por Norman Osborn para substituir a SHIELD — a mesma que, pouco tempo antes, era controlada pelo Homem de Ferro em pessoa. Dá pra imaginar que a rixa entre eles dois se tornou quase tão pessoal quanto a que o ex-Duende Verde tinha com Peter Parker, né?

O nome original era Mark 1616, mas depois que Pepper passou a usá-la, assumiu o codinome Resgate justamente por se tratar de uma armadura desenvolvida para proteção e também para missões de resgate em zonas de perigo e desastre. Claro que a Srta. Potts também usou a dita cuja pra descer o cacete na bandidagem, mas aí é outra história, uma que Tony não poderia controlar... mas pelo menos já tinha previsto, né? Tanto é que, claro, uma de suas primeiras missões acabou sendo encontrar Tony Stark antes de Norman, para ajudá-lo a recolher os cacos e contra-atacar.

Aqui no Brasil, esta primeira aparição da Resgate rolou em Avante, Vingadores! #40, que a Panini colocou nas bancas em abril de 2010. Lá fora, tamos falando de Invincible Iron Man #10, de 2009.

A Reunião das Minas

Quando a Capitã Marvel enfim chega pra desequilibrar a batalha contra o Thanos e pega a manopla das mãos de um Homem-Aranha todo cagado de tanto levar porrada, ele questiona “mas como você vai conseguir passar por eles?”, se referindo à horda aparentemente sem fim de vilões. Mas ela não tá sozinha. E aí todas as heroínas se juntam na tela e varrem na base do soco, chute, raio e trovão o campo pra que Carol Danvers possa passar. A cena tirou gritos de alegria de dentro da sala de cinema quando assisti, mas ela só reforça uma coisa que as próprias atrizes vêm falando há algum tempo: ia ser legal, hein?

Bom, uma formação de Vingadores só com mulheres já rolou nos gibis, é bom lembrar. E bem recentemente.

Criação da dupla G. Willow Wilson & Marguerite Bennett, a chamada A-Force — no Brasil, rebatizada como Força-V — pintou durante o crossover Guerras Secretas (as novas, não as antigas já mencionadas aqui) como uma série fechada e ambientada em um dos territórios paralelos do Mundo Bélico... mas depois se tornou um título próprio dentro da ambientação revisada da editora, ainda que tenha sido um gibi infelizmente de vida curta.

Liderada originalmente pela Mulher-Hulk, a equipe teve em sua formação heroínas distintas como Tempestade, Medusa, Jessica Jones, Capitã Marvel, Miss Marvel, Feiticeira Escarlate, Garota-Esquilo, Harpia, Lince Negra, X-23, Jubileu e até a Elektra. Dá pra ler o que rolou a partir da edição 2 do especial Guerras Secretas: Os Vingadores, publicada pela Panini.

Carol Danvers vs Thanos

Ó, assim: a cena em que a Capitã Marvel realmente parte pra cima do Thanos, depois de toda a especulação a respeito, é realmente muito curta, mais do que talvez poderia... mas tudo bem, faz sentido. Mostra claramente que ela era sim páreo pro grandalhão roxo, que teve que arrancar a Joia do Poder da manopla e investir todo o seu potencial diretamente contra a guerreira dos krees para tentar afastá-la e evitar ter o rabo chutado. Dá pra ver na cara do Titã que ele realmente ficou surpreso com o que apareceu na sua frente.

Mas sejamos justos aqui também — nos gibis, quem já teve embates emblemáticos com o Thanos foi o antecessor de Carol, o Mar-Vell, que antes de Adam Warlock aparecer no pedaço, era de fato a principal pedra no caminho dos planos do vilão obcecado pela Morte. Da parte da Carol, nada de histórico e muito menos considerando que o cara estivesse usando as Joias do Infinito, saca?

Recentemente, no entanto, rolou um momento que deu bastante gosto de ver, em que uma Carol no nível máximo de pistolice derrubou o camarada com um cruzado bem dado no meio do queixo enrugado. Foi no especial do Free Comic Book Day 2016, história que serviu como porta de entrada para a saga Guerra Civil II, aquela do inumano que conseguia prever o futuro e novamente dividiu a comunidade dos heróis sobre como agir em casos como este. Para Carol, ficou claríssimo assim que o monstro veio pra Terra em busca do Cubo Cósmico, depois de um aviso de Ulysses. É ali que Thanos mata o Máquina de Combate. Namorado da Capitã Marvel. O homem que Carol ama. BOOOOOOM!

A história foi publicada por aqui em Os Vingadores #11 (Panini), de setembro de 2017.

Homem de Ferro usando a Manopla

Nos gibis, na verdade, usar a Manopla do Infinito tem um impacto muito mais, digamos, psicológico do que físico. Tanto poder reunido mexe mesmo com a cabeça de qualquer um — e por isso rolou uma tensão generalizada da primeira vez que um ser humano sem superpoderes usou o artefato. E este ser humano, no caso, foi Tony Stark. Afinal, tamos falando de um cara que não raras as vezes se rendeu aos seus próprios desejos e teve que encarar seus demônios interiores sem parar.

A parada foi assim: o Homem de Ferro é parte da sociedade secreta dos Illuminati, junto com alguns dos seres mais poderosos, brilhantes e influentes do Universo Marvel: Raio Negro, Pantera Negra, Professor X, Reed Richards, Namor... E em certo momento da vida, cada um deles ficou responsável por cuidar de cada uma das Joias, para impedir que elas fossem reunidas. Mas acabaram sendo quase superados pelas maquinações do aspirante a supervilão conhecido como Capuz, faminto por poder.

Só que aí a turma dos Vingadores consegue, com inteligência, enganar o sujeito e a Manopla vai parar nas mãos do Homem de Ferro. Com o poder supremo em mãos, ele salva o dia, mandando o Capuz de volta pra cadeia e apagando a Manopla da existência. Ou melhor... fingindo isso aí. Porque ele acaba é levando as gemas de volta aos Illuminati, que agora precisariam encontrar um lugar melhor para escondê-las.

A história está disponível em Os Vingadores do Amanhã, a edição número 1 dos encadernados Marvel Deluxe: Vingadores.

A Morte do Homem de Ferro

Sabe quando a gente falou da morte da Viúva Negra lá em cima e te contamos que, de alguma forma, sempre existe um jeito pra driblar a terra dos pés juntos usando a maravilhosa pseudociência dos gibis? Pois é, o mesmo aconteceu, também recentemente, com o Homem de Ferro. Em sua despedida da Marvel, Brian Michael Bendis, roteirista do gibi do Ferroso, mostrou um mundo sem Tony Stark — Riri Williams e Victor Von Doom, cada um a seu modo, usando suas próprias armaduras pra salvar o mundo, enquanto a consciência do empresário/super-herói foi transformada em uma IA tipo o Jarvis ou a Sexta-Feira.

Por quê? Porque, ao final da Guerra Civil II, a luta entre o Latinha e a Capitã Marvel resultou em sérios danos ao corpo de Tony, que foi dado como praticamente morto. Na verdade, no entanto, o cara estava era em coma severo, seu corpo estava se recuperando, passando por uma “reinicialização” completa, depois de todas as alterações e experimentos que o sujeito aplicou em si mesmo ao longo dos últimos anos, inclusive em nível de DNA, sem nunca contar a ninguém. No fim do processo, bingo, lá estava ele novo em forma.

Dá pra sacar que TUDO isso é factível no MCU? Robert Downey Jr. virar a inteligência artificial de um novo Homem de Ferro, talvez até de uma mina de ferro como Shuri? E quem sabe até, caso a Casa das Ideias versão telona resolva fazer uso de um mecanismo similar nos cinemas, sendo trazido de volta totalmente reiniciado, como uma de suas máquinas? Tá tudo lá, gente. É só querer. ;)

Nas nossas bancas, o destino final de Tony Stark rolou em Guerra Civil II #6, enquanto seu retorno pôde ser visto de fato no arco A Busca por Tony Stark, que rolou entre as edições 24 e 26 do gibi do personagem atualmente publicado pela Panini. Isso é, antes deles zerarem a numeração no mês passado e começarem do 1 de novo. :)

Falcão como Capitão América

A gente não sabia bem se ele ia se aposentar ou se ia morrer, mas era fato que algo ia acontecer com o Capitão América ao final de Ultimato — e, no fim, os Irmãos Russo escolheram a saída mais graciosa e delicada, do jeito que o personagem merecia. Mas também tava claro que ALGUÉM ia substituí-lo como portador do escudo, sabe? E cara, podia ser tanto o Falcão quanto o Soldado Invernal, considerando até que AMBOS já foram o Capitão América nos gibis. E, novamente, a escolha dos diretores foi a mais acertada, até levando em consideração o momento atual que vivemos.

Na real, ver o Steve velhinho, ali sentado, já deu uma pista do que poderia acontecer. Porque se o Bucky assumiu a identidade quando o Capitão original foi de fato assassinado, Sam Wilson foi indicado para o cargo pelo próprio Steve Rogers, que acabou tendo o soro do supersoldado retirado de suas veias por um vilão e sofreu um rápido envelhecimento, se aposentando do campo de batalha e assumindo uma posição mais operacional dentro da SHIELD.

Antecipando o que pode acontecer nos cinemas ou talvez na série de TV do Disney +, o Falcão passou a usar o escudo mas não necessariamente adotou o MESMO uniforme. Com alguns detalhes que lembram o de Steve, ele manteve o seu próprio estilo, incluindo as asas que, claro, não poderiam faltar.

A estreia deste novo Capitão América rolou na edição 5 da revista Novíssimos Vingadores, que a Panini soltou por aqui em Abril de 2016.

Asgardians of the Galaxy

Quando o Thor entra na nave dos Guardiões da Galáxia e imediatamente surge a piada de que eles são os Asgardians of the Galaxy, todo mundo pode ter rido mas é fato que realmente existe nos quadrinhos atuais da editora um grupo com este nome, com roteiro de Cullen Bunn e arte de Matteo Lolli. Embora a ideia tenha surgido lá em 2015, o roteirista só conseguiu tirar a parada do papel ano passado, depois de Guerras Infinitas, arco sobre o ressurgimento das Joias do Infinito que a Panini tá começando a publicar por aqui agora... e que acaba com a dissolução dos Guardiões da Galáxia.

Enquanto o time não volta — e eles sempre voltam — Bunn formou uma nova equipe só de pessoas de alguma forma relacionadas com a mitologia asgardiana, cuja primeira missão é impedir que a Nebulosa encontre uma poderosa arma ancestral que até mesmo Thor temeria.

A equipe é formada pela Angela, aquela coadjuvante do Spawn que veio pra Marvel e se tornou meio-irmã do Deus do Trovão; a versão anterior da Valquíria, com a hospedeira humana Annabelle Riggs; Skurge, o guerreiro que matava tudo que se mexia em nome da Encantor, agora regenerado depois de uma visita ao inferno; Kevin Masterson, que tomou a arma de seu pai Eric e virou uma nova versão do Trovejante (herói que chegou a substituir o Thor durante um tempo); Throg, o lendário Sapo do Trovão (sim, é sério); e o Destruidor, a armadura de combate controlada remotamente por alguém que não se sabe direito quem é.

Como você pode imaginar, este gibi AINDA não saiu aqui no Brasil. Mas não tem problema pra quem curte impressos, porque as histórias devem ser publicadas em muito breve. Agora, pra quem é do digital e não se importa de ler em inglês, é só ir atrás da sua cópia num ComiXology da vida.