Marvel está reinventando as Joias do Infinito | Judão

Como nos cinemas a gente já sabe que elas serão um elemento fundamental na luta dos Vingadores contra o Thanos em 2018, a editora prepara o seu retorno triunfal também nos gibis

Ano que vem, quando a Guerra Infinita de Thanos chegar aos cinemas e os Vingadores — e mais uma BAITA galera, claro — vierem salvar o Universo, as Joias do Infinito que a gente tem visto serem apresentadas uma a uma nas telonas desde 2012 enfim serão reunidas.

Antes da galáxia ser isso aí que a gente conhece, seis SINGULARIDADES existiam livres, leves e soltas mas, quando rolou a explosão primordial que formou o Universo, estas joias foram condensadas. Se sozinhas elas já são suficientemente poderosas, juntas elas podem conferir onipotência e onisciência praticamente divinas ao seu usuário.

A turminha que trabalha na divisão de HQs da Marvel tá bem longe de ser burra e, ASSIM SENDO, vai aproveitar o momento para, mais uma vez, integrar tudo (na medida do possível) e trazer de volta os seis artefatos que representam os diferentes aspectos da existência — Espaço, Mente, Realidade, Poder, Alma e Tempo — na iniciativa apropriadamente batizada de Infinity.

Não se sabe ainda se será uma minissérie, um crossover entre alguns poucos títulos ou então uma daquelas mega sagas cósmicas que a Casa das Ideias adora. Mas o teaser, desenhado por Ron Lim (parceiro frequente de Jim Starlin nos clássicos arcos de Thanos e suas Joias contra a rapa), indica que a parada começa em Fevereiro de 2018. 

Originalmente chamadas de Soul Gems, elas surgiram nas páginas do gibi Marvel Premiere #1, de 1972, quando o geneticista maluco conhecido como Alto Evolucionário presenteou um jovem herói chamado Adam Warlock com uma misteriosa e poderosa esmeralda. Era a Joia da Alma.

As seis só apareceriam juntinhas em 1977, em Avengers Annual #7, quando o vilão niilista Thanos combinou todas em uma gigantesca joia com o objetivo de destruir todas as estrelas do universo, sendo detido por um combo de Vingadores, Warlock e Capitão Marvel. A partir de então, reunir as ditas cujas para conseguir o poder absoluto e ganhar a confiança e a atenção de sua amada imortal, a Morte, tornou-se sua obsessão.

Recentemente, na cronologia Marvel, quando começaram as chamadas incursões entre as Terras de diferentes realidades, o grupo conhecido como Illuminati tentou reuni-las para impedir a destruição de nosso planeta. A tentativa, no entanto, fez com que todas fossem destruídas — à exceção da Joia do Tempo, que estava sob a proteção do Capitão América e acabou desaparecendo.

Durante as Guerras Secretas, quando o Doutor Destino ganhou o poder supremo dos Beyonders e remodelou o Universo à sua visão para impedir que tudo se desintegrasse, pudemos ver as joias em duas diferentes ocasiões. O Doutor Estranho buscou outras versões das joias em diferentes universos para criar uma nova Manopla, guardada em segurança até sua morte, quando o Pantera Negra tentou usá-la para derrotar o Destino na batalha final... mas em vão, claro.

Nas histórias paralelas que pudemos ler no chamado Mundo Bélico, em uma região chamada Nova Xandar, existia uma outra manopla com suas joias sendo disputada por diferentes facções. E adivinha quem conseguiu a maior parte das pedras mais do que preciosas? Thanos. Faltava apenas a Joia da Realidade. Mas eis que titã maluco acabou sendo derrotado por uma jovem chamada Anwen Bakian, que usou a gema para criar uma sétima Joia do Infinito, feita de matéria negra e que, se usada junto com as outras cinco, causaria uma ENTROPIA capaz de transformar Thanos em pó. Foi o que aconteceu. E aí surgiu a tal Joia da Morte.

Mas isso tudo, claro, foi ANTES das Guerras Secretas acabarem. Porque aí todos os universos se mesclaram em um só, trazendo personagens como o Miles do moribundo mundo Ultimate para a Terra-616. E nunca mais se ouviu falar das tais Joias do Infinito. Quer dizer, pelo menos até agora. ;)

Em Setembro, quando o primeiro volume de Marvel Legacy, de Jason Aaron e Esad Ribic, foi lançado, descobrimos que ninguém menos do que o Wolverine original estava de volta dos mortos. Sim, sim, agora além da Laura Kinney aka X-23 que assumiu o antigo uniforme azul e amarelo do cara e também do Velho Logan que anda circulando por aqui, nosso mundinho tem o carcaju velho de guerra que todo mundo conhece.

A explicação do que diabos aconteceu com Logan nestes últimos três anos desde sua passagem pra terra dos pés juntos, considerada “definitiva” (sei, sei) desde que ele perdeu seu fator de cura, ainda não veio. A editora só garante que, sim, este É o Wolverine e ponto. Mas a maior surpresa, no entanto, é que o baixinho reaparece trazendo uma Joia do Infinito flutuando em sua mão. E pela cor, azul, dá a entender que é a Joia do Espaço.

Enquanto isso, lá do outro lado da galáxia, os Guardiões do roteirista Gerry Duggan estão em sua busca própria pelas Joias do Infinito, depois de todas as loucuras multiversais que rolaram nos últimos anos. E eis que no recém-lançado Guardians of the Galaxy #147, o Senhor das Estrelas é enviado pelo Rocky numa missão de localização de um grupo de dissidentes da Tropa Nova — que, por sinal, os Guardiões da Galáxia vêm ajudando na sua missão de reconstrução como força policial cósmica. No meio do caminho, Peter encontra ninguém menos do que Richard Rider, o Nova original, que estava desaparecido desde a saga O Imperativo Thanos. Os dois seguem pro planeta Xitaung, onde os rebeldes construíram uma base, sem saber direito em quem poder confiar depois do que encontraram.

E sim, o que eles encontraram também foi uma Joia do Infinito. No caso, a Joia do Poder. Mas o que a agente Eve Bakian (reparou no sobrenome?) mostra pra eles é muito diferente do que se imaginaria. Não estamos falando de uma pequena pedrinha brilhante e flutuante. Mas sim de uma coisa enorme, gigantesca, colossal, do tamanho de um prédio, impossível de ser movida. Possivelmente, a dita cuja voltou ao seu estado natural depois da zona entre dimensões, de um jeito que era ainda nos primórdios do nosso universo, sem ser lapidada.

Senhor das Estrelas com a Joia do Poder; Wolverine com a Joia do Espaço; e, complementando a imagem teaser do tal evento Infinity, olha lá a Capitã Marvel com a Joia da Realidade, de acordo com o que informa o comunicado oficial da Marvel enviado à imprensa, sem lá muitos detalhes adicionais além do texto: “Quem vai conter o Infinito? A contagem regressiva começa em fevereiro”.

“Sabe, o universo foi completamente reordenado depois de Guerras Secretas. Não existe qualquer razão para que as Joias estivessem no mesmo lugar de antes”, explica Duggan em entrevista ao IGN. “A Joia do Poder é uma informação ainda não comprimida — e se ela pode ou não ser transformada em alguma coisa diferente é algo que teremos que esperar para ver”.

Segundo ele, pode ser que a Joia da Realidade nem esteja NESTA realidade e que a Joia do Tempo esteja até numa linha temporal diferente. “Elas podem estar fora do alcance até mesmo dos Anciões do Universo (caras como o Colecionador, Grão Mestre e Ego, o Planeta Vivo). A sensação é de que, para que elas sejam alcançadas, vai se precisar fazer um baita esforço. Não quero dar muitos detalhes mas, no ano que vem, tudo isso será revelado”.

Mas o roteirista faz questão de deixar claro: por enquanto, esta história AINDA não envolve o Thanos. “Mas acho que, se elas forem reunidas, acho que ele vai ter algo a dizer a respeito”.

Aliás, aproveitando...

...agora que Thor: Ragnarok já passou, vamos aproveitar pra relembrar onde diabos cada uma das Joias do Infinito foi parar dentro do MCU?

Joia do Espaço: o Tesseract que o Caveira Vermelha usa no primeiro filme do Capitão América e que depois o Loki rouba e usa para abrir o portal dimensional que traz os chitauri para atacar Nova York no primeiro filme dos Vingadores. No final do filme, tanto o cubo quanto Loki são levados por Thor pra Asgard. E lá ficou guardado, até o final de Ragnarok, quando dá uma BAITA impressão de que o Deus da Trapaça colocou o dito cujo no bolso quando levou o capacete de Surtur pra queimar na Chama Eterna.

Joia da Realidade: aquela substância vermelha chamada de Aether que aparece em Thor: O Mundo Sombrio, o treco que Malekith quer usar como base para invocar a matéria negra, inverter a ordem natural das coisas e afundar o universo na mesma escuridão na qual vivem os elfos sombrios. Embora esteja numa forma líquida, ela é contida na forma de joia ao fim do filme — e aí Sif e Volstagg a levam para que o Colecionador tome conta, evitando o perigo de ter duas joias juntas em um único lugar.

Joia do Poder: o orbe que Peter Quill descobre no planeta Morag, no qual tanto Yondu quanto Ronan estavam de olho — e que este último resolve não entregar ao mestre Thanos para que então pudesse usá-la como instrumento de vingança para destruir o odiado mundo de Xandar, abusando de seu potencial de devastação. Quando o Senhor das Estrelas consegue conter seu poder nas próprias mãos graças à herança do Ego, ao final a dita cuja é entregue para que fique em segurança com a Tropa Nova.

Joia da Mente: o negócio que estava no cetro que o Loki ganhou de Thanos – lembra que em Vingadores 1, todo mundo que ele tocava com a parada acabava tendo a mente devidamente controlada? Aí, os Maiores Heróis da Terra recuperam o negócio no começo de A Era de Ultron. O robô maluco usa a joia na testa do novo corpo de vibranium que está criando para si mesmo — mas a consciência da inteligência artificial Jarvis vai parar lá dentro e, com uma ajudinha da eletricidade do martelo do Thor, eis que ganha vida o Visão. Neste momento, é lá que a tal joia está, caminhando bem no meio dos Vingadores.

Joia do Tempo: a paradinha verde que brilha dentro do Olho de Agamotto, o poderoso artefato usado pelo Doutor Estranho para derrotar o Dormammu no fantástico time loop da frase “Eu vim barganhar”. No fim do filme, por mais que já tenha assumido (ou quase isso) o cargo de Mago Supremo da Terra, Stephen coloca o Olho de volta na segurança de Kamar-Taj.

Joia da Alma: pois é, esta não apareceu ainda, mas arrisco que deva dar as caras no filme do Pantera Negra. Estamos falando da gema que tem conexão direta com o mundo espiritual — e, se Adam Warlock ainda não existe nos cinemas ainda, o relacionamento do Pantera com o deus Bast e, consequentemente, com a cidade de Necropolis, a morada wakandana dos mortos, para onde a essência de todos os Panteras Negras que o PRECEDERAM vai no final de seus dias... Tudo isso pode ser um BAITA pretexto. ;)