O (pouco) tempo de tela feminino em Star Wars | Judão

Os números são bem baixos nas trilogias antigas, mas PELO MENOS estão aumentando cada vez mais

Lembra de quando começaram a ENCHER O SACO do diretor Paul Feig por fazer um Caça-Fantasmas só com mulheres e ele disse, com toda a razão do mundo, que “a cultura geek é o lar de alguns dos maiores babacas que já conheci em toda minha vida”? E de quando um cara muito idiota resolveu reeditar Star Wars: Os Últimos Jedi pra tirar toda a presença feminina importante do filme? Ele acabou com a Rose, removeu a Holdo e a Rey tinha menos personalidade e relevância do que um abajur.

Essa coisa toda é só a PONTINHA de como fãs podem estragar uma obra, especialmente quando envolve dar uma cutucada na masculinidade frágil alheia.

Isso, amigos, fez com que a Dra. Rebecca Harrison, professora de estudos de filmes e televisão da Universidade de Glasgow, se inspirasse para ver, afinal, quanto tempo de tela as mulheres têm em Star Wars. Ao Mashable, ela contou que incluiu apenas mulheres que tinham falas, que não fossem só “enfeite”; cenas em que essas personagens apareciam em silêncio só foram incluídas quando a figura feminina era essencial para a história, mesmo com um homem falando, ou com TODOS quietos. O resultado, segundo Harrison, é de “muitos planos de reação da Leia e da Jyn sem fazer nada além de ser a única mulher no quadro” e, infelizmente, no caso de Padmé, “muito frequentemente, só está ‘ali’. Realmente pegaram pesado com ela.”

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No final das contas, a classificação de Rebecca ficou assim: 43% das cenas em Os Últimos Jedi trazem mulheres, contra 37% de O Despertar da Força, 35% de Rogue One, 23% de O Retorno de Jedi, 22% de O Império Contra-Ataca, 20% de A Ameaça Fantasma, 18% de O Ataque dos Clones, 17% de A Vingança do Sith, e 15% de Uma Nova Esperança — e esses números TALVEZ piorem, já que a pesquisadora disse que “ainda existem sequências que precisam de refinamento e mais edições, então, provavelmente, a porcentagem diminuirá depois que eu descartar mais diálogos masculinos e planos de reação.”

Han Solo – Uma História Star Wars ficou de fora, claro, porque acabou de ser lançado.

Por mais que seja bem ruim ver o quão baixo é o número nos títulos mais antigos, dá uma animada BOA ver que ele cresce cada vez mais nas produções mais recentes. Além de ter a maior porcentagem nessa pesquisa, Os Últimos Jedi também é o único filme que passa (com louvor!) no teste de Bechdel, que analisa se existem diálogos exclusivamente femininos sobre um assunto que não envolva o sexo oposto. “As coisas estão melhorando, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, diz.

A gente assina embaixo, Rebecca! É preciso VER mais mulheres em papéis importantes e incluir mais interações relevantes entre elas pra que a gente possa, cada vez mais, mostrar que girl power tá é LONGE de ser modinha. <3