O Universo de Star Wars começa a se expandir também no cinema | Judão

Além de uma trilogia que não deverá ter nada a ver com a história dos Skywalkers, Disney anunciou planos para ENFIM tirar aquela série live action do papel, além de uma nova da Marvel e outra baseada em Monstros S/A

Fama ruim pega mais que boa, mas regras à parte, não dá pra dizer que a relação da LucasFilm com os diretores de Star Wars é o desastre que muita gente pintou há alguns meses. Se rolaram atritos com Gareth Edwards em Rogue One, isso não prejudicou o sucesso do produto final; e se Colin Trevorrow, Phil Lord e Chris Miller foram más escolhas para seus respectivos projetos de acordo com os planos, ao menos se deram conta e botaram a bota pra esquentar bundas a tempo.

Maior exemplo disso tudo é que os caras incumbidos de tirar do chão os mais importantes projetos da saga aparentemente se alinharam com perfeição às diretrizes de Yoda e, claro, Huguinho, Luisinho e Zezinho – o que acabou evidenciado com a volta de JJ Abrams para a direção do Episódio IX e, agora, se prova no retorno pero no mucho de Rian Johnson. :D

Faltando pouco mais de um mês para a estreia do tal Episódio VIII e já pensando no hype que precisa criar pelos próximos muitos anos, o CEO da Casa do Patata, Bob Iger, anunciou nessa quinta (09), em uma conversa com investidores, que o brilhante baixinho de sorriso a la Robin Williams está incubido de desenvolver não um, nem dois, mas TRÊS novos filmes Star Wars, com uma liberdade criativa sem precedentes desde que a FRANQUIA deixou o Rancho Skywalker.

E quando eu digo “novos filmes Star Wars”, eu quero dizer histórias que não terão nada a ver com as que começaram a ser contadas lá em 1977. “Nós todos amamos trabalhar com Rian em Os Últimos Jedi”, disse Kathleen Kennedy, presidente da LucasFilm, em comunicado oficial. “[Rian Johnson] é uma força criativa, e vê-lo construir Os Últimos Jedi do começo ao fim foi uma das grandes alegria da minha carreira. Ele vai fazer coisas incríveis com a página em branco que é essa nova trilogia”.

“Foi maravilhoso colaborar com a LucasFilm e a Disney em Os Últimos Jedi” afirmaram, também em comunicado oficial, Johnson e o produtor Ram Bergman, parceiro de longa data com quem fez TOLDOS seus filmes. “Star Wars é a maior mitologia moderna e nós temos muita sorte de ter contribuído com ela. Não vemos a hora de continuar com essa série de filmes”.

Isso significa que, depois de anos de reclamações sobre o tamanho aparentemente pífio do universo Star Wars nos cinemas, parece que finalmente seremos convidados a conhecer novos confins da galáxia, talvez mais até do que em Rebels (até hoje, a produção audiovisual de escopo mais amplo da saga) conseguiu. E o melhor: tudo saído da mente de um dos mais inventivos e talentosos cineastas modernos, capaz de dirigir AND escrever em altíssimo nível. É tão empolgante que dá até pra concordar com essas aspas corporativas da Kathleen Kennedy ali de cima. Amém!

A nova trilogia, porém, não será o único novo fruto a sair da rica teta de Star Wars nos próximos anos. De olho em chamar atenção para o serviço de streaming personalizado que lançará em 2019, Bob Iger anunciou também que a tal série live action baseada na SAGA deverá, enfim, sair do papel — sendo exibida EXCLUSIVAMENTE na plataforma, claro.

Além disso, foram anunciados também para essa nova plataforma de streaming uma série de TV animada de Monstros S.A., uma nova incursão no universo de High School Musical AND mais uma série original da Marvel — investimento pesado em produtos estrategicamente pensados para atingirem os mais diferentes perfis de assinantes em potencial, como era de se esperar da Disney. “Achamos que as tendências que estamos vendo – ainda que não sejam tendências a longo prazo – estão nos dando uma razão para nos sentirmos a vontade com esse negócio”, afirmou Iger.

Hoje ainda meio fora do jogo do streaming, o cachorro amarelo que age como um animal de fato está preparando um forte bote pros anos que virão, não só com ESSA plataforma, como também com a ESPN Plus – e é triste dizer que AÍ a história fica bem menos empolgante, tornando-se levemente preocupante, especialmente quando você pensa nos repetidos esforços recentes da empresa para esmagar a concorrência AND promover seus produtos.

Aquele papo do “dono da bola”, aqui, vai valer e muito. Vamos ver o que acontece...