Os muitos planos de Hollywood pra filmes baseados em gibis que não são Marvel ou DC | Judão

O que não falta é projeto atrás de projeto baseado em gibis rolando no mundo do cinema: alguns fechados, outros ainda no plano das ideias, tanto faz. O que importa é que os executivos já sabem que OUTRAS editoras existem…

Já perdi a conta da quantidade de vezes que falamos aqui sobre como é óbvio o alvoroço dos executivos dos outros estúdios de Hollywood pra tentar replicar o sucesso do universo compartilhado da Marvel. E se de um lado tem gente inventando de tudo um pouco pra conectar suas produções numa coisa só pra ver mordisca uma parte desta grana toda (de Transformers a um natimorto Dark Universe que, credo, não, simplesmente não), tem outros de olho na fonte original — porque se a Disney tem a Marvel e a Warner tem a DC, tá mais do que na hora de dar uma olhada nas OUTRAS editoras de HQs disponíveis no mercado e ver o que elas têm a oferecer, né?

O mercado gringo tá repleto de concorrentes das duas grandes: Image, IDW, Dark Horse, BOOM!, Dynamite, Valiant... Opção não falta pra quem quer encontrar uma nova pérola das páginas pra transformar em blockbuster nas telonas.

Pra te ajudar a sacar o que tá vindo por aí, fizemos aqui um levantamento de uma série de projetos em andamento fora do circuitão Marvel/DC — aqueles cujos direitos acabam de ser comprados, aqueles que contrataram diretor/roteirista/elenco e até aqueles que já estão confirmadíssimos pra sair do papel e vão começar as gravações em breve. É coisa pra caramba e, o mais legal, dos mais diferentes gêneros, do suspense à ação, passando pela comédia, terror... E vários deles não fazem uso nem remoto do arquétipo do super-herói (o que, provavelmente, vai encaixá-los na categoria “filmes que eu nem sabia que tinham sido inspirados em gibis”).

Vem com a gente! ;)

| BLOODSHOT (Valiant)
Este aí tá fechadíssimo, primeira produção do acordo de CINCO filmes inspirados em gibis da Valiant que a editora fechou com a Sony. A pré-produção começou mês passado, com estreia prevista pra 21 de fevereiro de 2020 — e traz Dave Wilson, veterano dos efeitos visuais de produções como Vingadores: Era de Ultron, em sua estreia como diretor, trabalhando sobre um roteiro de Eric Heisserer (Quando as Luzes se Apagam).

No papel principal do soldado trazido do mundo dos mortos por uma agência secreta do governo e que se torna uma máquina de matar sem memória, ninguém menos do que Vin Diesel. E a ideia é que a trama traga muito da brutalidade da HQ original, na qual Bloodshot mata seus inimigos de maneiras bastante sangrentas e cuja capacidade de recuperação gera cenas bastante grotescas. Portanto, toma aí mais um filme de herói, com inspirações declaradas em Robocop e O Exterminador do Futuro, mirando na tal classificação R de Logan e Deadpool.

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| HARBINGER (Valiant)
Ainda sem data de lançamento confirmada, em teoria seria o próximo passo da parceria Valiant/Sony — e, em tese, com o mesmo Heisserer envolvido nos roteiros. Este é o supergrupo da editora, um bando de adolescentes renegados com superpoderes e que, em Março de 2008, tavam praticamente fechados pra virar filme pela Paramount Pictures e com Brett Ratner como diretor.

Considerando os planos originais da Sony, pelo menos, a equipe do poderoso Toyo Harada, o primeiro Harbinger e maior psiônico da Terra, aquele que criou a Harbinger Foundation para recrutar jovens com poderes paranormais — e tudo isso nos levaria ao crossover Harbinger Wars, que os colocaria num mesmo filme que o Bloodshot (ele mesmo outrora um caçador de harbingers).

| FAITH (Valiant)
Aí que a Sony deu um passo além e pegou uma das personagens surgidas como integrante do Harbinger para fazer um filme-solo, a Zephyr. E já tem até roteirista envolvida, a Maria Melnik, da série American Gods. O legal da heroína é que a jovem que atende pelo nome de Faith Herbert é uma jornalista de um site tipo BuzzFeed, fanática por cultura pop (séries, gibis, ficção científica), mas que tem poderes de voo, telecinese, a capacidade de gerar campos de força... e, ah, sim, ela é gorda.

Percebe o jeito que tratei isso nesta frase? Pois é, também é desta forma que o fato de ela ser alguém fora do padrãozinho típico das super-heroínas fantasiadas rola na história. Faz parte da vida da Faith, que é uma mulher interessante, confiante, divertida, carismática e que não leva desaforo pra casa, apesar de ter também suas próprias inseguranças. Faith tá longe de ser alívio cômico ou soar como sátira, aliás, antes que alguém pergunte. É o tipo de discussão sobre como a cultura pop retrata os nossos corpos que PRECISA acontecer cada vez mais, diferentes de C E R T A S séries que C E R T O S serviços de streaming andaram lançando...

| PRINCE OF CATS (Image)
A Legendary ganhou a briga pra adaptar a obra de Ron Wimberly, graphic novel que saiu originalmente pelo selo Vertigo, da DC, mas que anos depois ganhou nova chance numa reimpressão via Image Comics. O roteiro deve ser adaptado por Selwyn Sefyu Hinds, ex-editor da revista The Source, uma das mais importantes publicações do mundo com foco no hip-hop. Um diretor ainda está sendo procurado, mas o protagonista já tá bem definido: o rapper e ator Lakeith Stanfield, o Darius de Atlanta e que também fez uma participação memorável em Corra!.

A ideia do gibi é BEM foda: tamos falando da história clássica de Romeu e Julieta, mas contada sob o ponto de vista de Teobaldo — o primo da Julieta, aquele que mata Mercúcio e dá início à tragédia toda. Mas nesta história em particular, transferimos a ambientação da Itália na antiguidade para o mundo dos hip-hop no violentíssimo bairro do Brooklyn lá dos anos 80.

| PROPHET (Image)
O Rob Liefeld tá há anos, tal qual o Mark Millar, correndo atrás de todo mundo que conhece pra tentar levar seus personagens pras telonas. No começo deste ano, o Netflix foi lá e comprou o tal do Extreme Universe dele, pra garantir o seu próprio universo compartilhado. Mas enquanto a gente fica aqui mais uma vez se perguntando por qual razão no mundo eles fizeram isso com personagens tão ruins e genéricos, o Liefeld vai lá e fecha com o Studio 8 (parceria da chinesa Fosun Group com a Sony Pictures Entertainment, trazendo o ex-presidente da Warner Jeff Robinov no comando) pra fazer um filme do Prophet.

O mais legal dessa imagem é que ela é real.

Surgido originalmente nas páginas do supergrupo Youngblood, John Prophet era um supersoldado da época da Segunda Guerra Mundial, que teve o DNA modificado pra combater os mais diferentes vilões, coisa e tal, mas acabou sendo colocado em criogenia para missões futuras. Infelizmente, acabou que ele só acordou MUITOS anos depois, tornando-se um peixe fora d’água, em busca de uma missão que simplesmente não existe mais. NÃO TE LEMBRA NINGUÉM?

“Vamos tirar o melhor do Prophet para criar a melhor versão cinematográfica do Prophet que podemos”, explica o próprio autor pro THR, reforçando que a história não deve se focar numa trama específica dos gibis. “Ele é muito puro em seus motivos para tentar ajudar sua família e acaba se tornando algo completamente diferente”.

| CROWDED (Image)
Rebel Wilson comprou os direitos de adaptação, com o objetivo não apenas de estrelar mas também de produzir a bagaça, via sua produtora Camp Sugar. O autor da HQ original, Christopher Sebela, já tá no circuito também pra atuar como produtor consultor, enquanto começa a busca oficial por um roteirista.

O interessante é que o gibi ainda nem tinha sido lançado (pra se ter uma ideia, o primeiro número chega no mercado americano esta semana, dia 15 de Agosto) quando a atriz curtiu a ideia e resolveu garantir logo os direitos sobre ele.

A trama, que promete uma análise sobre as implicações da tecnologia nos dias de hoje, MUITO Black Mirror com pitadas de John Wick, se passa num futuro baseado em uma economia de ações e aplicativos, incluindo o Reapr, uma plataforma de crowdfunding para financiar assassinatos. Charlie Ellison leva uma vida tranquila e normal até que ela se torna alvo de uma campanha Reapr de um milhão de dólares. Caçada por toda a Los Angeles, ela contrata Vita, o guarda-costas com as piores avaliações do aplicativo Dfend. À medida que a campanha ganha velocidade, eles terão que descobrir quem quer que Charlie morra antes que os 30 dias da campanha – ou suas vidas – acabem.

| Analog (Image)
Este aqui já chega com estúdio (Lionsgate), com roteirista (Ryan Condal, criador da série de TV Colony) e diretor (Chad Stahelski, aquele do John Wick). A produção ficará a cargo da 87eleven, produtora de Stahelski com o parça David Leitch. Teve muita gente interessada no projeto do gibi, escrito por Gerry Duggan e com arte David O’Sullivan, mas a Lionsgate levou a melhor e quis manter Stahelski no circuito por conta de sua boa relação graças aos filmes do Wick.

A HQ fala sobre um lugar num futuro próximo no qual a segurança da internet foi inutilizada graças a um evento chamado de Great Doxxing. Dessas cinzas, as pessoas recorrem aos chamados Ledger Men, agentes que carregam segredos sensíveis à moda antiga – com uma pasta algemada a um braço e uma arma no outro.

Ainda não existe definição de elenco ou data de início da produção.

| NONPLAYER (Image)
Embora o projeto esteja por aí rodando desde 2012, foi só no final do ano passado que a Legendary garantiu os direitos de filmagem da obra do escritor/ilustrador Nate Simpson. Já temos pelo menos um nome confirmado — o do roteirista do filme, que será Eric Pearson, um cara cujos créditos incluem Thor: Ragnarok e alguns episódios da série Agent Carter. Olha só, o moço já chega com um currículo bem do bom, viu? ;)

Numa mistura que alguns definem como “Guardiões da Galáxia encontra Matrix“, uma garota de entregas de comidas chamada Dana Stevens vive a vida que REALMENTE gostaria como uma guerreira de alto escalão em um videogame de realidade virtual. Quando uma IA infecta o jogo e a loucura toda vem parar diretamente no mundo real, ela descobre que escapar da realidade não é mais uma opção e precisa subir de nível e se tornar seu alter-ego também fora do joguinho. EITAPORRA.

| SPAWN (Image)
Depois daquela verdadeira tragédia que é a adaptação de 1997, Todd McFarlane tá apostando todas as suas fichas nesta novíssima versão, que deve sair em 2019, com apoio total do próprio Jason Blum.

A produção sobre um dos mais populares personagens dos gibis dos anos 90, a ser roteirizada e inclusive dirigida pelo próprio McFarlane, não deve ter lá um orçamento muito alto, à moda da Blumhouse, mas tudo bem: o que o autor quer é fazer não um filme com super-heróis, luta contra supervilão, aquela coisa. Ele quer é um filme de TERROR, com classificação indicativa nas alturas.

Em termos de elenco, já se sabe que Jamie Foxx será Al Simmons, o protagonista, um ex-agente de elite da CIA que é traído e morre, ganhando a opção, em pleno domínio de Satanás, de se tornar um guerreiro das tropas infernais em troca de uma nova vida. Mas esta “vida” é num corpo demoníaco e com a pele inteiramente queimada, enquanto vê das sombras sua amada esposa se casar com seu melhor amigo. Outro nome de peso é Jeremy Renner, que será o policial Twitch, sujeito um tanto cínico mas genial que faz parceria com o grandalhão e porradeiro Sam, resolvendo casos sobrenaturais que geralmente têm a participação de Spawn.

Em entrevista ao Deadline, McFarlane deixa claro que é bom deixar o pensamento do super-herói de uniforme emborrachado de lado. A referência que ele quer que as pessoas tenham em mente é John Carpenter. “No fim do filme, espero que o público pense ‘este é um fantasma que se torna um homem ou um homem que se torna um fantasma?’. Estou meio cansado de filmes de origem. Penso em algo como Um Lugar Silencioso. Não é preciso explicar tudo e dar todas as respostas”.

| BIRTHRIGHT (Image)
O nome do Robert Kirkman tá envolvido nesta parada, mas não tem nada a ver com qualquer gibi escrito por ele. Na real, o Kirkman em ação aqui é seu lado produtor, porque a adaptação desta HQ vai sair pela sua produtora, a Skybound Entertainment, em parceria com a Universal. O roteiro será de Cinco Paul e Ken Daurio, dupla responsável por escrever Meu Malvado Favorito.

O elogiado gibi, cortesia da dupla Joshua Williamson e Andrei Bressan, essencialmente conta a história de uma família cujo filho pequeno desaparece durante um ano, apenas para retornar como um adulto, afirmando que passou este tempo preso lutando em uma outra dimensão de fantasia, com dragões e a porra toda, na qual a passagem de tempo acontece de forma bastante diferente do que rola na Terra. “A história é um épico mas também é sobre família, então estou realmente empolgado que um time criativo que valoriza os mesmos elementos para contar uma história está cuidando disso”, afirma Williamson, em papo com o IGN. “Vou pirar quando ver um filme de Birthright começando com o logo da Universal”.

| KILL THE MINOTAUR (Image)
Mais uma do Kirkman, mais um gibi da Image que ele foi lá negociar os direitos e, bingo, vai transformar em filme pela Skybound, a ser lançado pela Universal. Os responsáveis pelo gibi, Christian Cantamessa e Chris Pasetto, tinham escrito o filme Sem Ar, com Norman Reedus e Djimon Hounsou, que inclusive é dirigido pelo próprio Cantamessa (que é um dos roteiristas do jogo Red Dead Redemption). Os dois, portanto, vão ficar responsáveis pelo roteiro da adaptação.

O gibi é descrito como uma pegada moderna e fantástica sobre o mito grego de Teseu e o Minotauro. O herói adentra o bizarro labirinto do rei Minos e deve derrotar a criatura meio homem, meio touro, que se alimenta de sacrifícios humanos, antes que ela fuja e ameace o mundo ao seu redor. Os dois escritores dizem que intencionalmente escreveram para que o material fosse lido como se fosse um filme blockbuster. “Christian e Chris ingenuamente pegaram uma das mais antigas histórias de horror da humanidade e a transformaram numa espécie de thriller sci-fi”, opina David Alpert, CEO da Skybound, pro IGN.

| INVINCIBLE (Image)
Esta é outra da Skybound mas, AGORA SIM, tamos falando de um gibi do próprio Kirkman. E embora a gente não saiba bem como ficou o status desta produção, já que a Amazon encomendou uma série animada também baseada na HQ, com Simon Racioppa (Teen Titans) como showrunner, fato é que até o momento não se tem um “este filme está oficialmente cancelado”. Então... até o momento, tá rodando.

A dupla responsável por roteiro, direção e produção será aquela formada por Evan Goldberg e Seth Rogen, os mesmos caras responsáveis pela ótima série Preacher. “Nós vamos definitivamente contar a clássica história do Invincible, mas faremos algumas mudanças na direção pra torná-la ainda mais dinâmica pros cinemas”, conta Goldberg em entrevista ao Mashable.

Na história, conhecemos Mark Grayson, filho adolescente do maior super-herói do mundo, Omni-Man. Ao completar 17 anos, o garoto começa a perceber que herdou os poderes do paizão e cria uma persona heroica pra seguir seus passos. Mas esqueçam esta coisa toda de “herói teen”, porque Invincible vai revelando segredos sombrios que além de ameaçar o relacionamento pai e filho, ainda trazem momentos de violência chocante... bem do jeito que Rogen e Goldberg gostam.

| THE OLD GUARD (Boom!)
Digamos que Gina Prince-Bythewood é um nome que talvez você não reconheça de imediato, mas que ela anda se especializando em adaptações de quadrinhos, ah, isso anda. Sabe aquele tal filme Silver & Black, que misturaria a Gata Negra com a Silver Sable mas acabou sendo esquecido porque a Sony preferiu fazer um filme de cada uma? Então, a Gina é que ia dirigir. Ela também dirigiu o piloto e alguns episódios da série Manto & Adaga. E agora está envolvida na direção da adaptação deste gibi, de Greg Rucka com arte do argentino Leandro Fernandez. A produção é da Skydance, que quer correr pra lançar a bagaça logo em 2019.

Em The Old Guard, conhecemos um pequeno grupo de soldados, liderado por uma mulher chamada Andy, que são inexplicavelmente imortais e vêm trabalhando como mercenários ao longo dos anos. Mas apesar disso já não ser lá muito novidade pra eles, o que pega é quando eles descobrem a existência de um novo imortal, uma mulher negra servindo nos fuzileiros navais, ao mesmo tempo em que uma organização nefasta captura suas ações diante das câmeras, pro mundo inteiro ver. Xi...

| POLAR (Dark Horse)
Em 2014, a Constantin Film e a Dark Horse Entertainment tinham entrado num acordo pra fazer uma adaptação cinematográfica da Polar: Came from the Cold. A produtora já tinha comprado até o chamado ROTEIRO ESPECULATIVO (spec script, como a gente explica aqui) escrito por Jayson Rothwell (Natal Sangrento). Bom, tudo isso MEIO que se mantém, mas agora nada de telona, porque o projeto foi comprado pelo Netflix.

A adaptação da HQ escrita e desenhada pelo espanhol Victor Santos ficará a cargo do diretor Jonas Åkerlund (Lords of Chaos), com previsão de lançamento pra 2019. O papel principal é de Mads Mikkelsen, que aqui interpreta Duncan Vizla, também conhecido como The Black Kaiser, que é simplesmente o melhor assassino do mundo mas aí cansa desta vida e decide se aposentar. A grande treta é quando seu ex-empregador quer que ele morra, por saber demais, colocando um monte de jovens rivais no encalço do sujeito e forçando-o a lutar pela própria vida.

| BLACK (Black Mask Studios)
“Em um mundo que já os odeia e teme, o que aconteceria se somente os negros tivessem superpoderes?”. Esta pequena descrição já é uma BAITA sinopse para se entender a força de Black, gibi independente financiado via Kickstarter e produzido pelo quinteto Kwanza Osajyefo, Tim Smith 3, Jamal Igle, Khary Randolph e Sarah Litt. E esta HQ também vai virar filme, cortesia do mesmo Studio 8 sobre o qual falamos lá em cima. Além dos quadrinistas originais, também tá nos projetos envolvido o diretor Seith Mann, com experiência em séries como The Walking Dead, Homeland e Californication.

Pera: “nos projetos”, assim, no plural? Pois é. Além de cuidar da adaptação do gibi original, sobre o garoto Kareem Jenkins que, depois de ser baleado pela polícia, descobre ter habilidades especiais em meio a uma das maiores mentiras já contadas na história, Mann também vai supervisionar a adaptação do spinoff Black [AF]: America’s Sweetheart — sobre a menina de 15 anos Eli, uma negra adotada por uma família branca e que, ao descobrir seus poderes, resolve se tornar a primeira super-heroína de verdade no mundo.

| LUMBERJANES (Boom!)
Lá em 2016, quando foi anunciado que a sensação indie Emily Carmichael, roteirista de Círculo de Fogo: A Revolta, ia cuidar da adaptação pros cinemas de Lumberjanes, a parada fez TODO o sentido e inclusive o projeto foi chamado de “prioridade” dentro da Fox, com o iniciante Will Widger escrevendo o roteiro e pans. Mas nada aconteceu até o momento. Talvez tenha parado no acordo com a Disney?

De qualquer maneira, vamos lá, talvez não tenha nada mais DISNEYNIANO do que este gibi de Shannon Watters, Noelle Stevenson, Grace Ellis e Brooke Allen, já chamado algumas vezes de uma versão feminina dos Goonies. Afinal, tamos falando de cinco jovens garotas que, num daqueles acampamentos de verão típicos dos EUA, têm que se unir para enfrentar uma ameaça sobrenatural na floresta ao redor...

| MALIGNANT MAN (Boom!)
Se temos uma graphic novel escrita por um dos diretores de cinema mais procurados dos dias de hoje quando o assunto são filmes de terror, era de se esperar que o material também tivesse potencial automático pra ser adaptação pros cinemas, certo? É, acertou: mas não é o próprio James Wan que vai dirigir aqui.

O sujeito ficou apenas como produtor da adaptação cujo título ficou simplificado pra Malignant. Quem assume a bronca da direção é Rebecca Thomas, responsável por AQUELE episódio 7 da segunda temporada de Stranger Things. Ela substitui Brad Peyton, que saiu pra fazer Rampage, com The Rock.

A história tem a cara de Wan, aliás: Alex Gates, um paciente morrendo de uma doença terminal, se recusa a aceitar seu terrível destino. Mas então ele descobre que o tal tumor maligno que o ACOMETE é na verdade um misterioso parasita alienígena e ele então ganha superpoderes e um propósito renovado na vida, ao lutar contra um exército secreto que age nas sombras da sociedade enquanto descobre aos poucos seus próprios estranhos segredos.

| GOLDIE VANCE (Boom!)
Este é outro projeto com um potencial beeem interessante, que reúne a dupla Kerry Washington e Rashida Jones — a primeira como produtora (via sua própria empresa, a Simpson Street) e a segunda como roteirista e diretora, pra Fox. São elas que vão levar pras telonas a premiada obra de Hope Larson (roteiro) e Brittney Williams (arte).

Na melhor pegada dos livros clássicos da jovem detetive Nancy Drew, aqui a aspirante a investigadora é a menina de 16 anos que dá nome ao gibi, Goldie Vance, que tem ambições de se tornar detetive em um hotel histórico de Miami e acaba se envolvendo na revelação de uma conspiração criminosa internacional que pode desafiá-la e trazer mais dores de cabeça do que sequer imaginou...

“Estou empolgada em colaborar com a Rashida e a BOOM! para contar esta história”, disse Kerry, pra Variety. “Goldie Vance vai roubar seu coração, como já roubou o meu”. É o mesmo tipo de pensamento que ecoa a própria Rashida. “Ela é o tipo de heroína corajosa, curiosa e divertida que precisamos neste exato momento”.

| IMAGINE AGENTS (Boom!)
Depois de Batman, Birdman e Abutre, parece que o Michael Keaton voltou realmente à pegada dos gibis — afinal, o cara vai produzir e estrelar este Imagine Agents, outra adaptação de gibi da Boom! pra Fox, com produção de Shawn Levy (uma das mentes responsáveis por Stranger Things junto com os irmãos Duffer) e direção de Richie Keen (do recente Te Pego na Saída, com Ice Cube, mas com larga experiência em séries cômicas na TV, tipo The Goldbergs). A versão mais recente do roteiro é de Simon Rich, um dos responsáveis pela atual versão do Saturday Night Live.

Nos quadrinhos originais escritos por Brian Jones e com arte do mexicano Bachan, somos apresentados a uma mistura de Men in Black e Mansão Foster para Amigos Imaginários quando descobrimos que os amigos imaginários das crianças são MUITO reais e na verdade trabalham pra uma organização chamada I.M.A.G.I.N.E., que é a responsável por colocar a casa em ordem quando algumas coisas saem do controle. Keaton será um agente veterano que, 20 anos depois, vai treinar um jovem arquivista para tornar-se algo muito maior do que pensava.

| ROGUE TROOPER (200AD)
Embora o gibi de 1981, cortesia da dupla Gerry Finley-Day e Dave Gibbons, tenha sido adaptado para os videogames algumas vezes nos últimos anos, ainda não tinha virado filme. E aí que foram convocar ninguém menos do que o cara que levou Warcraft recentemente aos cinemas, Duncan Jones, para o papel de diretor — mas com foco em trabalhar sobre o material original das HQs da lendária editora britânica.

Rogue Trooper é uma história de ficção científica que trata do conflito sombrio e sangrento entre facções chamadas Norts e Southers, tudo rolando num planeta de nome Nu-Earth. O Rogue que dá título ao gibi é um soldado de infantaria modificado geneticamente, de pele azul, que acaba sendo o único sobrevivente do massacre de seu regimento e, tornando-se um desertor com os biochips de seus companheiros como herança, mergulha numa missão quase suicida contra o traidor responsável pela emboscada.

| MOUSE GUARD (Boom!)
Este aqui tá nas mãos da Fox — estúdio que, aliás, tem uma mínima participação em ações dentro da própria editora, a Boom!, o que torna este papo bem interessante depois de toda a história da compra da Fox pela Disney. De qualquer maneira, este filme tá rolando, com o objetivo de levar a premiada saga escrita e desenhada por David Petersen para as telonas da melhor maneira possível. O roteiro tá nas mãos de Gary Whitta (Rogue One), enquanto Matt Reeves vai produzir via 6th & Idaho, mas sem necessariamente sentar-se na cadeira de diretor desta vez.

A ideia até o momento é fazer um filme live-action mas utilizando tecnologia de captura de performance, exatamente como no Planeta dos Macacos que Reeves dirigiu. Tudo porque a história deste gibi que tem uma década de idade fala sobre ratos ANTROPOMÓRFICOS numa trama em algo que lembra a Idade Média e focando em uma irmandade de roedores que se juntam para proteger os fracos e oprimidos. Ou quase isso.

Traduzida para mais de 10 línguas, Mouse Guard é considerada uma das franquias de quadrinhos independentes mais bem-sucedidas da última década, inclusive com uma nova série derivada, Mouse Guard: The Weasel Wars, esperando pra sair no ano que vem.

Ficamos por aqui, então. Qualquer novidade voltaremos aqui para atualizar essa lista, então mantenha-a (!) nos seus FAVORITOS e siga o JUDAO.com.br nas redes sociais. É tudo JUDAOcombr. ;)