Pitch merece ser renovada | Judão

Um dos dramas mais interessantes dessa temporada, a série sobre a primeira mulher a arremessar em um jogo da MLB teve seus problemas, mas é interessante demais pra ter só 10 episódios

Eu não vou te culpar se você não faz a menor ideia do que é Pitch, até porque a Fox do Brasil não tá fazendo muito esforço pra divulgar ou sequer lançar a série por aqui.

Não sei se tem a ver com o fato de ser sobre baseball, cuja liga americana é transmitida no Brasil pela ESPN e não pelo Fox Sports; se é porque não tem New York Yankees ou Boston Red Sox na brincadeira, provavelmente os dois times mais famosos entre os não-fãs do esporte, tirando o Chicago Cubs; mas o fato é que, por exemplo, na comic con de São Paulo resolveram promover até Conviction, já cancelada, ao invés de Pitch.

Mas tudo bem, também. Não é como se fosse impossível você assistir à série, né? E, olha, vou te dizer: vale o “esforço”.

Sim, tem aqueles episódios — três ou quatro — que claramente diziam que a série acabaria cancelada depois da sua curta primeira temporada, já encerrada. Uns flashbacks meio forçados, uma perda dos rumos da história, um monte de “o que tá acontecendo, mesmo?” seguido. O piloto, porém, é tão bom, diz TANTO sobre o potencial da coisa toda, que eu insisti. E valeu a pena. A partir do sexto episódio, tudo é realmente muito bom.

Apesar de um miolo um tanto quanto perdido, na média Pitch é um dos novos dramas mais interessantes dessa temporada

Resumo rápido: Ginny Baker é a primeira mulher a arremessar em um time da Major League Baseball, o San Diego Padres. A ideia da série, criada por Dan Fogelman (responsável por outro grande drama do ano, This is Us) e Rick Singer é mostrar tudo o que isso causa no vestiário do time e na vida da mina, que obviamente se torna celebridade do dia pra noite. Sabe o que acontece com qualquer jovem jogador de futebol que aparece fazendo uma ou outra coisa aqui no Brasil? Some isso ao fato de ser uma mulher. E linda.

Sexismo, empoderamento e os bastidores de um time de baseball são os pilares da série, o que, juntando a proximidade das gravações com as finais da temporada, geram uma mistura interessante de ficção e vida real que, bom, talvez seja demais pra mim contar nesse momento. Só digo que a frase “os Cubs nunca serão campeões” é dita... Entre tantas outras.

Pitch

Kylie Bunbury (Under the Dome) é tão linda quanto a personagem precisaria ser pra chamar o tanto de atenção que chama, e tão carismática como atriz pra que isso funcione mais como problema do que exatamente uma solução. Mark-Paul Gosselaar, com uma barba que esconde completamente o seu Zack Morris de Saved by the Bell por alguns episódios, vive um Mike Lawson que é o grande ídolo e capitão do time, no fim da carreira, joelhos completamente fodidos e um dos grandes responsáveis pela adaptação de Ginny ao time. Ou... Algo assim. ;)

Os dois são os protagonistas da série, cada um com suas histórias paralelas, terminando sempre naquele lugar comum (e necessário, por aqui) do “pelo bem do time”.

Além dos dois, ainda há o casal formado por Blip (Mo McRae) e Evelyn (Meagan Holder), junto do técnico interpretado pelo pai do Kevin, Dan Lauria, a empresária Amelia (Ali Larter) e o manager Oscar (Mark Consuelos) que, juntos ou cada um com seus problemas, funcionam bem pra caralho.

O grande problema da série, porém, é que a Fox não anunciou sua renovação. E, veja: por mais que lá pelo miolo um segundo ano fosse altamente improvável, na média Pitch é um dos novos dramas mais interessantes dessa temporada, com os pés no chão, sabendo exatamente onde se encontra no universo e, em especial pra fãs de esportes, uma história muito, MUITO interessante.

Enquanto não sabemos se a série continua pelo ano que vem (e torcemos para que sim #RenewPitch), recomendo fortemente que você assista a essa temporada. No mínimo você entra nessa campanha pela renovação com a gente. ;D