Os Dinossauros mais legais da Cultura Pop | JUDAO.com.br

Com o aniversário de 25 anos de Jurassic Park, resolvemos definir quais os dinos mais FIRMEZA não só do cinema, mas também dos desenhos, das séries, dos games, da música…

A internet virou essa corrida maluca por posição relevante na sua timeline, numa tentativa de que as coisas sejam lidas fora dali, o que muito raramente acontece, infelizmente.

Foi-se o tempo em que as pessoas escolhiam ler sites e blogs e sabiam exatamente quem (e por que) estava falando... Mas a gente do JUDAO.com.br não desiste e (quase) toda semana apareceremos por aqui respondendo, da maneira mais pessoal possível, alguma pergunta relacionada à cultura pop, adicionando as respostas ao nosso CANON. Assim você se lembra que somos pessoas, como você, e passa a nos conhecer um pouco melhor. :)

Na edição desta semana, aproveitando que Jurassic Park completa 25 aninhos de idade, nós aqui do JUDAO.com.br resolvemos definir...
Quais são os dinossauros mais legais da cultura pop?

As respostas tão aí embaixo. Divirta-se! :D

| Arlo por Júlia Gavillan
OK, podemos concordar que O Bom Dinossauro não está na lista das melhores animações da Pixar, mas Arlo é um personagem incrível e inesquecível. Perdido de sua família, ele percorre um longo e difícil caminho para reencontrar sua casa. Durante esse percurso, o dinossauro conhece Spot, um menino humano selvagem com quem cria um forte laço por pura necessidade. Arlo e Spot lutam um pelo outro, protegem um ao outro e compartilham a dor da solidão e o medo do desconhecido.

Narrativamente falando, O Bom Dinossauro está abaixo de diversos filmes do estúdio, mas o visual é impressionante e é um dos poucos filmes da Pixar que está realmente focado no público infantil em primeiro lugar. Criando emoções simples e sinceras, o diretor Peter Sohn conseguiu esconder bem as falhas narrativas do seu filme e criar um dos dinossauros mais legais da cultura pop.

| Dinosaucers por Thiago Cardim
Embora meu primeiro impulso tenha sido responder “Denver” aqui, lembrei do quanto ao gostava desta produção animada Estados Unidos/Canadá, uma mistura de humor e aventura que passou pela telinha da Globo no final dos anos 80. A ideia era meio Transformers só que com dinossauros — duas facções de uma raça alienígena vinham parar na Terra e começavam a tretar, com os humanos no meio. Os bonzinhos, os Dinosaucers que dão nome ao desenho, eram casualmente os dinossauros herbívoros, enquanto os Tyrannos, os malvados, eram os malignos.

Numa época em que o lance era gostar principalmente de He-Man, Transformers e Thundercats, eu amava esta classe B de heróis cujo objetivo também era principalmente vender bonequinhos, tipo estes, os Silverhawks e os Sectaurs (nem vou colocar Galaxy Rangers nesta jogada porque este era hors-concours). E como costumava ser padrão no meu caso, eu gostava mais dos heróis do que dos vilões. Tanto é que eu amava aqui o Genghis Rex (tiranossauro rex, claro) e o Quackpot (anatosauro), que também eram dois dos meus bonecos favoritos.

Lembro até que, quando fui internado para uma cirurgia de hérnia, ainda moleque, com uns 9 ou 10 anos de idade, eu tava nervoso pra caramba, por mais que não fosse nada de grave/urgente. Mas era a primeira vez em que ia ter que entrar num centro cirúrgico, anestesia geral, aquela coisa toda. Aí, minha mãe trouxe meu Genghis Rex e o Quackpot de casa pra mim. E fiquei agarrado nos dois, brincando, mais aliviado, fazendo a voz grossa do Genghis e repetindo as trapalhadas do Quackpot, até enfim ser levado pra sala de operação. E tudo saiu bem, como tinha que ser. <3

| Dinossauros em geral por Patric Oliveira
Os dinossauros do Jurassic Park são muito importantes pra mim, me marcaram por ser o primeiro filme que vi no cinema e como era uma daquelas crianças que sofriam bullying na escola, foquei completamente neles e comecei a consumir tudo o que podia (revistas, os esqueletos de madeira pra montar, o chocolate Surpresa que vinha com os cards dos dinossauros), e sempre fui muito fã do T-Rex (tanto que esse ano tatuei um).

Na época também passava Família Dinossauro e eu adorava esse lado de como a vida comum seria se fossemos todos dinossauros.

Quero fazer uma menção honrosa do Megatron T-Rex que tinha na animação Beast Wars, eu assistia na pré adolescência e lembro com muito carinho por ser uma das primeiras épocas em que a minha vida começou a ficar melhor.

Hoje em dia praticamente todos os grandes portais e grupos de mídia do Brasil cobram pra que você possa ler seus conteúdos. O JUDAO.com.br continua produzindo conteúdo de graça pra todos, de forma independente, em diversas mídias, e vai fazer isso pra sempre. Mas não tá fácil pra ninguém.

Nunca o JUDAO.com.br foi tão lido em toda sua história, mas anúncios estão desaparecendo, o Facebook não deixa ninguém sair de lá e nós dependemos cada dia mais dos nossos leitores, ouvintes e espectadores pra financiar a produção de todo esse conteúdo sobre cultura pop que é bem raro na internet Brasileira. Se todo mundo que gosta, compartilha e/ou comenta contribuir, o nosso futuro estará garantido. Vamo?

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| Rex por Beatriz Fiorotto
“Mas e se o Andy ganhar outro dinossauro? Um mais feroz? Acho que não aguentaria essa rejeição!”

O Rex de Toy Story não sabe, mas o que faz dele ser o meu dinossauro favorito do pop é JUSTAMENTE a quebra do estereótipo assustador. Mostra que não há nada de ruim em não ser aquilo que todos esperam de você – muito embora, às vezes, isso nos deixe meio inseguros.

É doce, brincalhão, muito atrapalhado e vive demonstrando fidelidade aos amigos. Ele também é dono de uma das frases que mais me fez rir durante um filme: aquela de Toy Story 2, em que Buzz diz que é preciso “usar a cabeça” para resolver um problema. E, em seguida, o grupo todo carrega o Rex para arrebentar um obstáculo enquanto ele protesta: “Mas eu não quero usar a cabeçaaa!” <3

| Robert da Silva Sauropor Thiago Borbolla
Quando minha fase dinossáurica começou, Família Dinossauros foi o principal produto de cultura pop que eu consumia — e era engraçado porque era uma das poucas coisas que eu assistia com meu pai, todo domingo de manhã, antes de irmos almoçar na casa da D.Wilma.

Eu tinha um crush pela Charlene, adorava o Dino, fiquei maluco quando ouvi a voz da Fran na atriz que fazia uma empregada na novela... Mas o Bob, ou Robbie, era meu ídolo — simplesmente porque ele era tudo o que eu queria ser.

Bob era COOL, ele tinha ~moicano, era ROQUEIRO e, acima de tudo, tinha o único boneco que eu nunca encontrei pra vender em lugar algum e que ATÉ HOJE é meu sonho. Tenho um Baby gigante — daqueles que puxa a cordinha e ele fica falando, que minha mãe comprou por $100 na época, numa locadora de videogames — mas o boneco do Bob, nunca.

E se até hoje eu quero o tal do boneco, ou esse é um trauma de infância bem pesado ou ele é, de fato, o Dinossauro mais legal da cultura pop. ;D