Quando Stephen King foi um motoqueiro sinistro em Sons of Anarchy | Judão

A história de como e por que A WILD STEPHEN KING apareceu na terceira temporada da série

Sons of Anarchy é uma série de TV interessante. Quem viu MESMO, ama tal qual algum tipo de religião, talvez até como um motoclube, veja só que apropriado. Já quem só deu aquela zapeada, normalmente considera a parada absolutamente esquecível. Como alguém que nunca conseguiu ser devidamente CATIVADO pela produção, digo aqui que a dita cuja não é exatamente o foco deste texto. Na realidade, o foco aqui, assim como o tema da semana no JUDÃO, é Stephen King.

O lendário escritor do Maine, campeão imbatível de adaptações para o cinema e para a TV, cai mais para o primeiro tipo de espectador de SoA. Em uma série de colunas que escreveu para a Entertainment Weekly, em meados da primeira década deste século de 2000, o cara narrou sua progressão de um incrédulo membro da audiência para um grande fã da série. Os elogios logo culminaram numa entrevista promocional para o FX em que ele afirmava que ela “parece um daqueles programas que melhoram conforme seguem, encontrou sua vibe” e um posterior convite irrecusável: gravar uma participação na parada.

“Kurt Sutter (o criador da série) entrou em contato comigo e disse ‘se você estiver por aqui nós adoraríamos tê-lo no programa’. Normalmente eu recusaria, mas eles disseram que me colocariam numa Harley Davidson, então, cá estou”, brincou King em entrevista ao Guardian, em 2010. “Um número de fatores deram certo. Eu estava em Los Angeles, onde Sons of Anarchy gravava, para aceitar um prêmio literário; Sutter me assegurou que escreveria um papel apropriadamente nojento (em vários filmes fui relegado a papeis de interioranos com dificuldades mentais)”, elaborou em seu blog oficial.

E Sutter cumpriu a promessa. Batizado como Bachman (em referência ao pseudônimo usado por King numa série de publicações, Richard Bachman), o personagem de King deu as caras na terceira temporada da série. Trata-se dum ~limpador~, ao melhor estilo de Harvey Keitel, em Pulp Fiction, ou Charlie, em John Wick, que deve se livrar de corpos e outros OSSOS DO OFÍCIO, mas com uma Harley e aquela clássica jaqueta de couro.

De poucas palavras, mas BASTANTE assertivo, o cara é absolutamente CREEPY; perfeito para King. O escritor certamente promoveu a curtição de muitos espectadores com a sua inusitada aparição, mas ninguém se divertiu mais do que ele mesmo ao ter aceitado o convite.

“Eu conheci o elenco, que se uniu como uma família”, escreveu King, também em seu blog. “Fiquei particularmente feliz em conhecer Charlie Hunnam (Jax) e Ron Perlman, que atuou em dois dos meus filmes... Peguei fotos autografadas do Hellboy para meus três netos; bem legal”. E quanto ao tão sonhado rolê de Harley, apesar de uma ressalva, acho que o rei curtiu a experiência: “Incrível: uma Harley-Davidson Road-Glide de vermelho brilhante. Um pouco alterada demais para o meu gosto, e se eu derrubasse não conseguiria levantar, mas adoraria levar para casa (infelizmente, não deu)”, brincou.

Para quem tinha apenas os créditos de Cavaleiros de Aço, de 1981, e adaptações de seus próprios livros (como Cemitério Maldito) no currículo de ator, Sons of Anarchy foi definitivamente uma ótima adição. Para você ver que até reis que são ídolos têm seus momentos de povão, em que tornam-se meros fãs. :D