Que mulher maravilhosa é a Gal Gadot | Judão

Conheça a trajetória da atriz, modelo e empresária israelense, do colégio até Themyscira, não deixando de passar pelo exército

De 2013, quando foi anunciada como a escolhida para dar vida à Mulher-Maravilha, pela primeira vez na história, nas telas de cinema ao redor do mundo, a israelense Gal Gadot transformou sua imagem numa rápida associação à da heroína e, ao que tudo indica, deve consolidar-se como ANÁLOGA à personagem a partir dessa quinta-feira (01).

Mas qual é a história dessa atriz, modelo AND empresária israelense? :D

Nascida no dia 30 de Abril de 1985 na cidade de Rosh HaAyin, região central da Terra de Davi, Gal tem seu nome ligado às ondas e às margens dos rios. Filha de uma professora e um engenheiro de ascendência alemã, é neta de sobreviventes do holocausto, que fugiram para Israel em busca de sobrevivência. Estudou biologia e se encontrou, nas horas vagas, com o basquete. “Tenho 1m78, o que explica porque eu entrei no time de basquete no colegial. Eu não era uma cestinha incrível, mas eu destruia na defesa”, contou ela ao portal YNET, em 2010.

Deixando o colégio, Gal começou sua estrada para a fama ganhando, aos 18 anos, o título de Miss Israel 2004. Depois de competir no Miss Universo do mesmo ano, realizado no Equador, ela partiu para cumprir o alistamento obrigatório no exército de Israel, onde serviu como treinadora de combate por dois anos e chamou ainda mais atenção após protagonizar, junto a colegas de pelotão, um ensaio temático da Maxim.

“Gostaria que nenhum país precisasse de um exército, mas em Israel, servir é parte de ser israelense. Você tem de se doar ao Estado”, Gal afirmou à revista Glamour, em 2014. “Você dá dois ou três anos e não é sobre você. Você entrega a sua liberdade. Aprende disciplina e respeito. Depois disso, comecei a cursar Direito na faculdade, quando um diretor de elenco de 007: Quantum of Solace viu minha ficha na agência de modelos, e eu tentei o papel de Bond Girl”, completou.

Esse papel em questão acabou nas mãos da ucraniana Olga Kurylenko, mas foi a oportunidade que sacou Gal da vida acadêmica e a impulsionou a buscar mais espaço em Hollywood. Ela contratou um técnico de atuação e logo conseguiu seu primeiro papel, na série dramática Bubot, produção de TV israelense. “Então, o mesmo diretor de elenco me escalou como Gisele, em Velozes e Furiosos 5, meu primeiro filme. Louco!”, brincou.

Como Gisele e ao lado de Sung Kang como Han, Gadot ajudou a injetar a dose de carisma e diversidade cultural, junto à ação frenética do diretor Justin Lin, que a franquia ATÉ ENTÃO moribunda tanto precisava. Sua personagem deixou a saga no sexto filme, mas antes de se despedir da franquia, Gal já havia emprestado seu sorriso algumas vezes em Hollywood, em pontas nas comédias Uma Noite Fora de Série e Encontro Explosivo, nos quais a israelense pôde dar uma palinha dum timing cômico pra lá de promissor. Só que foi só depois disso TUDO que, enfim, ela atingiu o grande auge de sua carreira – e a concretização de uma vontade já antiga.

Meu sonho era interpretar uma mulher empoderada, independente, que não precisasse de um homem

“Toda vez que eu tinha qualquer reunião em Los Angeles, eu sempre dizia que meu sonho era fazer uma mulher empoderada, independente, que não precisasse de um homem” contou em entrevista à Empire. Mas, quando foi chamada pra fazer um teste pra um filme da Warner dirigido por Zack Snyder, não foi Diana Prince que passou pela sua cabeça. “Eu até podia ter imaginado, mas eu pensei que seria a Seline Kyle, sabe?”.

Foi só quando a chamaram pra um outro teste, agora com Ben Affleck, que ela descobriu qual seria o papel. “Zack [Snyder] me ligou antes de eu conhecer o Ben Affleck. Ele disse: ‘Não sei se vocês têm isso em Tel Aviv, mas... já ouviram falar da Mulher-Maravilha?’ Meu queixo caiu. Eu tentei despistar, tipo, ‘Ah, claro, Mulher-Maravilha, óbvio”, brincou ela, ainda naquela entrevista à Glamour.

Claro que o processo todo foi bem mais difícil do que isso faz soar. Aliás, segundo o próprio Snyder, foram centenas de atrizes avaliadas, culminando em seis finalistas que contracenaram com o Batffleck em testes de cena, das quais Gadot EMERGIU campeã. “O lance com a Gal é que ela é forte, linda e uma boa pessoa, — o que é interessante, mas imponente ao mesmo tempo”, explicou o diretor de Batman VS. Superman e O Homem de Aço ao Filmink, em 2016. “Ela pode ser séria, mas é divertida de se estar por perto. E, aliás, ela mandou muito bem no teste com o Ben... É um bom sinal, porque ele é bastante duro nessa cena, grande e controlador”, adicionou.

Quando a notícia foi divulgada, muita gente ficou CABREIRA. Primeiro com a falta de experiência corrida e STAR POWER da atriz, que ainda começava sua jornada nas telonas, e segundo porque, bom... Diziam que ela não tinha peito suficiente (e literalmente) pra interpretar a personagem.

Além de fazer piada sobre isso alguns anos depois, nos programas de Jimmy Kimmel AND Conan O’Brien, a atriz postou toda sua jornada de transformação corporal, resultado de um intenso esquema de treinamento diário, em seu Instagram. Como se não bastasse sua EXPERTISE advinda do exército de Israel, a atriz ainda teve aulas de esgrima, Kung Fu, Kickboxing, Capoeira e Jiu Jitsu. Mais forte, imponente, e embalada numa primeira imagem vestida como Mulher-Maravilha, ela enfim mostraria a que veio naqueles 20 minutos finais de Batman VS. Superman.

Se não serviu pra muita coisa positiva, esse filme que marcará eternamente a história das piores formas possíveis será pelo menos lembrado com um sorriso como aquele que introduziu a interpretação de Gadot para a Mulher-Maravilha. Não que ela faça MUITO no filme, mas o que ela faz, faz bem pra cacete. Além de destruir nas cenas de ação, ela ainda mostra que segura fácil a onda do GALANTE Bruce Wayne grisalhão de Affleck.

Antes, Gal tinha nossa curiosidade. Passou a ter nossa atenção.

Gal Gadot, Patty Jenkins e Lynda Carter :)

Ainda uma das principais modelos israelenses do mundo, atrás apenas de Bar Refaeli, Gadot (o T não é mudo!) é rosto frequente nas campanhas publicitárias de grandes marcas pelo mundo (o que só deve aumentar com o iminente sucesso de Mulher-Maravilha). É casada com o empreiteiro Yaron Varsano desde 2008, com quem dividiu sociedade em um hotel luxuosíssimo de Tel Aviv até 2015. Mãe de duas meninas, foi, junto à lendária Lynda Carter, laureada embaixadora honorária da ONU.

Só por ser israelense, Gadot foi creditada pelo governo do Líbano como motivo para a decisão, a duas horas do lançamento do filme, de não exibir Mulher-Maravilha em seu território. Uma medida desmedida contra uma pessoa que nada tem a ver com o conflito entre os países tanto quando qualquer um que nascesse sob o território de qualquer um deles.

Perdem os Libaneses, que terão um símbolo a menos, nas telonas e fora delas, de força, determinação e sucesso feminino, pintando por lá, perde o “mundo dos homens”, mais uma vez mostrando que precisa, mais do que nunca, de uma Mulher-Maravilha.

E que bom que ela é a Gal Gadot. :)