Rogue One e Rebels são o que Star Wars tem de melhor | Judão

As ligações entre a série e o novo filme vão além do puro fan service

SPOILER! Praticamente tudo o que eu diria sobre Rogue One: Uma História Star Wars foi dito nessa resenha escrita pelo nosso Fábio M. Barreto. PRATICAMENTE porque eu jamais usaria o termo “ficção científica” junto de “Star Wars” e porque não achei nada demais o tanto de fan service do filme.

Primeiro porque, como já dito na época de Homem-Aranha em Capitão América: Guerra Civil, fan service quando é bom, é ótimo; segundo porque eu basicamente só percebi as referências mais óbvias — e a grande maioria delas tinha relação direta com a história que estava sendo contada.

Há no filme, porém, uma dessas referências que pouca gente vai perceber — é preciso prestar atenção, torcer pra que a tenham mantido na versão dublada e, o principal, assistir a Star Wars Rebels, série que agora tem Rogue One ao seu lado na prateleira de “Star Wars de verdade”.

Em Yavin 4, quando Cassian decide que, independente da decisão do Conselho, ele e diversos outros rebeldes ajudarão Jyn a recuperar os detalhes da Estrela da Morte em Scarif, enquanto rolam todas as preparações para o embarque e etc, ouve-se alguém no alto falante chamar pela GENERAL Syndulla, cerca de duas vezes.

PUTAQUEPARIU. :D

Star Wars Rebels

Hera Syndulla é a Twi’lek que leva Ezra, Kanan, Zeb, Sabine e o Chopper através das galáxias, pilotando a VCX-100, carinhosamente apelidada de Ghost, por conta da habilidade de passar despercebida pelo Império, e ainda consegue ser a única voz da razão entre aqueles rebeldes.

Isso automaticamente significa que, sim, a nave que aparece na batalha de Scarif é a mesma Ghost da Capitã Syndulla — até porque Rebeldes só usam essa nave na série.

E, se você olhar pro lado direito da Ghost, vai ver um Hammerhead Corvette, que virou CANON com Rebels, quando a Princesa Leia Organa doa três deles ao Esquadrão Fênix, da qual a Ghost faz parte. Mas as relações entre Rebels e Rogue One não são APENAS fan service.

Sim, a nave que aparece na batalha de Scarif é a mesma Ghost da Capitã Syndulla

Olhali, no canto inferior esquerdo... :)

Olhali, no canto inferior esquerdo... :)

No momento em que eu escrevo e você lê isso, Ezra Bridger e Darth Maul descobriram que Obi-Wan Kenobi está vivo e que não só ele pode ajudar a derrotar os Sith, como tudo começa e termina no planeta de dois sóis. A série também entrou em um hiato, só retornando em Janeiro, mas o que sabemos é que Hera vai liderar aquela galera pra encontrar Obi-Wan ANTES de Maul, ainda que diversas tretas devam acontecer no meio do caminho.

Em Rogue One, Obi-Wan também é citado, ainda que não nominalmente, quando Mon Mothma diz que aquele velho Jedi amigo de Bail Organa deveria ser contactado.

O resto é uma história que você muito provavelmente conhece, que também serve pra mostrar mais precisamente onde Star Wars Rebels se encaixa em toda a saga, além de colocar a história da série em paralelo à de Rogue One. É aí também que enxergamos porque isso é que é Star Wars de verdade — nas palavras da resenha do Fábio: “O reencontro com uma sensação quase esquecida, soterrada por tantas histórias adicionais, por tanta overdose de Skywalker (...) São pessoas fazendo qualquer coisa para evitar que um maníaco tenha a arma mais poderosa da Galáxia”.

É o senso de aventura, de sacrifício, de ALTRUÍSMO, da luta pelo bem maior. Um sentimento bom, que faz tanto a série quanto o filme mais do que necessários, especialmente no mundo em que vivemos.

Sou desses que preferem que Star Wars Rebels jamais acabe. Mas se o futuro da série for CULMINAR na batalha de Scarif, não tem problema. A história já foi feita — dentro e fora da Saga.