Sony e Netflix se juntam pra TV que vai exibir imagens exatamente "do jeito que os criadores pretendem" | JUDAO.com.br

Nova série Bravia Master de TVs 4K Ultra HD terá modo que exibirá filmes e séries do serviço de streaming EXATAMENTE como eles foram encodados. Mas quem é que vai ter essas TVs? :/

A tal da experiência do cinema não se resume apenas e tão somente ao tamanho da tela em que um filme será visto e o volume do som em que ele será ouvido. É uma coisa tão única e tão mais profunda que uma simples luz de celular ligada umas dez fileiras abaixo é capaz de causar um ódio bastante grande em quem, de repente, se vê CEGADO por aquele ponto desconcertante no escuro.

Como a gente vem dizendo aqui, aqui, aqui e em outros textos por todo o JUDAO.com.br, há uma enorme discussão por aí em relação a toda essa coisa de cinema versus serviços de streaming, que colocam filmes em telas cada vez menores, mas que fazem diretores espalhafatosos como Michael Bay irem contra tudo o que acreditam só pela oportunidade de fazer o que bem entendem com pouca ou nenhuma interferência e outros, como Andy Serkis e Alex Garland, se verem forçados a lançar seus filmes nessas plataforminhas, para a felicidade de uns, contra o gosto de outros.

Solução, algo que faça o público, criadores e estúdios completamente felizes e satisfeitos com a parte cinematográfica dos filmes? Provavelmente nunca teremos. É como se fosse impossível fechar o triângulo — sempre vai faltar alguma coisa.

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Na tentativa de aliviar um pouco as coisas, porém, o Netflix se uniu à Sony no desenvolvimento de uma nova linha de TVs que, de acordo com as duas empresas, exibirá as imagens exatamente como elas foram imaginadas por seus diretores, fotógrafos e criadores em geral. A ideia é que a tal da série Bravia Master de TVs 4K Ultra HD (modelos A9F e Z9F, com telas OLED e LED, respectivamente) tenha um modo “Calibrado para Netflix”, que mostrará uma qualidade de imagem equivalente aos monitores usados em estúdios (e que, em resumo, é por onde o pessoal vê o filme durante as filmagens).

A ideia é que esse modo impeça quaisquer ajustes automáticos feito pelas TVs — que, por exemplo, podem deixar uma cena mais clara do que deveria –, deixando tudo do jeito que o Netflix encodou e, assim, criando uma diferença entre essa configuração e o HDR, comum nas TVs de hoje.

“Sony e Netflix dividem uma imersão profunda no mundo dos estúdios, algo único nas nossas parcerias”, afirmou o VP de parcerias de aparelhos do Netflix, Scott Mirer. “Preservar a intenção criativa não só é importante pra quem conta a história, mas também pra quem assiste”.

FATO. Mas quantas pessoas terão acesso a essa tecnologia? São bucentos milhões de assinantes do serviço de streaming, quantas deles terão exatamente essas TVs com essas configurações? A ideia é ótima, sim. Mas, embora alguns filmes sejam pensados para telas que existem em números reduzidíssimos no mundo, há outras diversas configurações que, no mínimo, fazem jus ao que foi pensado lá no começo. No caso das TVs, bem, o esquema é BASTANTE diferente — basta ver a campanha que tantos diretores fazem para que os fabricantes tirem o tal do “Motion Interpolation”, ou “Efeito Novela”, dos aparelhos.

¯\_(ツ)_/¯