Tá tudo diferente em Agents of SHIELD e isso soa muito bem | Judão

The Ghost, primeiro episódio da 4a Temporada, marca o início do SOBRENATURAL no Universo Marvel, mas também um rumo bastante interessante pra série, ainda que não seja a primeira vez que tenha surgido um “rumo interessante pra Agents of SHIELD”

SPOILER! Eu sinto que sempre que paro pra analisar um pouco Agents of SHIELD eu volto pros mesmos lugares. Mais uma temporada começou e lá vamos nós de novo pra essa coisa de servir como trampolim pro cinema, que ignora absolutamente tudo que acontece na série. Aí em algum momento eles seguem o seu próprio rumo, fica legal pra caralho... Até voltar a ser só uma punheta pro Universo Marvel dos Cinemas.

Dessa vez, porém, o sentimento é de esperança. Porque, sim, lá vamos nós pra essa coisa do trampolim do filme, mas logo de cara sabemos que a série vai seguir por pelo menos quatro caminhos, o que é bastante REFRESCANTE.

O primeiro é o mais óbvio, que todos esperam e que deve ficar só mesmo nesse primeiro episódio: o Motoqueiro Fantasma. Ou Motorista Fantasma. Ou Piloto Fantasma. A NOMENCLATURA, de verdade, não importa — até porque a parte do “fantasma” dificilmente será vista além desse primeiro episódio, já que todo o orçamento de CGI parece ter sido gasto nessa estreia.

Eventualmente o Espírito da Vingança vai aparecer de novo, mas ou com menos detalhes, ou mais afastado. Sabe como é, televisão aberta, né? :D

Nova temporada de Agents of SHIELD começa apresentando pelo menos quatro histórias que serão seguidas, além de toda aquela história de trampolim pro filme do Doutor Estranho e o que mais vier na sequência

Assim como nos quadrinhos, Robbie Reyes é um mecânico de Los Angeles que tem um irmão cadeirante. Nada foi dito, ainda, mas é de se esperar que conheceremos toda a história da corrida na qual ele morre e ressurge como o Seiláoque Fantasma quando ele se acertar com a Daisy — porque, é, isso vai acabar acontecendo.

(O momento em que o Qualquercoisa Fantasma aparece pela primeira vez, só prá constá, é exatamente o que se vê em All-New Ghost Rider: Engines of Vengeance)

Daisy, que um dia foi Skye e agora virou Quake oficialmente, é a responsável pela outra linha da história, junto do novamente AGENTE Coulson e a Yo-Yo, que resolveu perder toda a timidez de uma vez por todas. E quando eu digo junto, na verdade quero dizer que a Daisy continua FORAGIDA, seguindo os tais dos WatchDogs, enquanto Coulson parece ter como único objetivo capturá-la (eles têm, de fato, uma relação um pouco mais ESTREITA, né?). Aí tem a Yo-Yo servindo como agente dupla...

Esse núcleo ainda deve se misturar com a terceira história, a do SOBRENATURAL. The Ghost, nome do episódio, tem a ver obviamente com o Whatever Fantasma, mas também com a tiazinha que tá fazendo a galera querer matar uns aos outros — o que ainda deve levar a uma história de FORÇA da May, por estar segurando a onda ao ver o Coulson daquele jeito.

Sobrenatural, um dos PILARES das histórias da Marvel, como definiu Kevin Feige, ao lado do pé no chão e das viagens cósmicas, é onde vive o Doutor Estranho, que estreia em menos de dois meses. :P

Motoqueiro Fantasma

A outra história — e mais interessante, inicialmente — envolve o Fitz-Simmons e Radcliffe que, sim, criou um Modelo de Vida Artificial a partir do seu computador, a Aida. Jed Whedon, produtor executivo da série, afirmou no fim da última temporada que Radcliffe pensa que tá fazendo um favor por eles, e é exatamente isso o que ele diz nesse retorno da série. “Ele pensa que tá resolvendo um problema agora, e diz ‘Fitz e Simmons tiveram amigos mortos, talvez eles não precisem’. Ele pensa que tem uma solução pra alguns desses problemas. Mas se ele tá criando uma solução ou um novo problema, vamos precisar esperar pra saber”.

Nos quadrinhos, AIDA é uma sigla pra Artificial Intelligence Data Analyser (Inteligência Artificial de Análise de Dados, em português) e foi criada por Thomas Thompson ou TOM POLEGAR, do Esquadrão Supremo. Eles acabaram ficando próximos, com ele acreditando que ela fosse sua única amiga — ele só falava do seu câncer com ela, por exemplo, que insistia que ele contasse ao resto do Esquadrão sobre a doença, o que ela mesmo acabou fazendo eventualmente.

Não temos Tom Polegar na história, mas temos Holden Radcliffe. Nos quadrinhos, nunca tivemos um corpo pra Aida, mas agora temos (e ele pertence à atriz Mallory Jansen). E, enfim, agora temos os Modelos de Vida Artificial, que podem levar a um enorme monte de discussões éticas mais profundas, e etc.

Parece legal.

"Eu vou proteger. Servir como isca. Segurança. Um escudo". Essa é a AIDA, senhoras e senhores

“Eu vou proteger. Servir como isca. Segurança. Um escudo”. Essa é a AIDA, senhoras e senhores

Fitz e Simmons agora estão até dormindo juntos, todos cheios dos toques íntimos e quase secretos em público. Mas, ao descobrir a existência da Aida — sem querer, ele simplesmente tinha ido na casa do Radcliffe pra assistir à final da Copa da Liga — ele passa a guardar um segredo da sua amada, que agora também é a pessoa de confiança do novo diretor da SHIELD entre aquele grupo original da série. Ou seja: não só um segredo da pessoa que ama, mas também o segredo da sua chefe.

No mínimo, esse é um novo problema criado por Radcliffe.

Tudo isso ainda vai se misturar com a reorganização da SHIELD, parte dos Acordos de Sokovia, que deverá ser explicada ao longo dos episódios, criando seus próprios conflitos de menor expressão pra série mas de grande importância para os outros arcos.

Gosto dessa coisa de misturar tudo e queria muito que seguisse assim pelo resto da temporada; não me parece uma boa ideia contar uma história, depois outra, depois outra e, enfim, toda a vantagem, toda a esperança, toda essa BRISA REFRESCANTE que The Ghost trouxe a quem acompanha a série e gosta do MCU.

Vamo ver no que dá.