Teve um monte de gibi nacional incrível em 2018 | JUDAO.com.br

Fizemos MAIS UMA VEZ aquela seleção especial de quadrinhos lançados no ano que terminou pra garantir que o ano que acaba de começar já tenha um pontapé inicial de responsa

Se você é um dos TRANSEUNTES assinantes do Catarse.me/JUDAOcombr, deve ter lido esta história na newsletter semanal que enviamos. Mas eu resumo aqui: desde 2014, tenho uma piração só minha. Lá no meu Pinterest (segunda rede social favorita, logo atrás do Twitter), mantenho boards nos quais registro todo o meu consumo cultural do ano corrente. Basicamente, os livros e gibis que li, os discos que escutei, os filmes que assisti.

Quando chega nesta época do ano, gosto de entrar em cada um dos boards pra relembrar o que rolou, justamente porque isso ajuda a contar uma história interessante do ano que tá prestes a terminar. Eu vou trazendo de volta as sensações, lembrando de quando li aquele gibi, onde eu tava quando terminei de ler aquele livro, do lado de quem sentei pra ver aquele filme. E eis que saquei que a única coisa que AUMENTOU, de fato, foi o consumo de gibis — em sua maioria, dos nacionais. Li um bocado de autores daqui — e vendo os boards dos outros anos, sinto que é uma tendência crescente, o que mostra menos preguiça do lado de cá e um aumento exponencial da qualidade do lado de lá.

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Foi um ano ainda mais bizarro e complicado do que 2017 em todos os termos mas, vejam vocês, foi igualmente um ano ainda mais PRÓDIGO e memorável pros gibis brasileiros. Aí que, tal qual fizemos no ano passado, resolvemos fazer esta listona pra servir de guia. Não é um ranking e não podemos nos dar ao luxo de dizer que foram APENAS ESTES os grandes destaques do ano que passou. Mas serve tanto como ponto de partida não apenas pra você procurar novos autores, novas histórias, novas jornadas, como também perceber que, daqui pra frente, pode (e deve) mergulhar de cabeça em outros tipos de HQs. Ninguém tá te dizendo pra parar de ler as suas Marvels e DCs. É só pra dar aquela ampliada no olhar. Faz bem.

Aliás, sugerimos fortemente que você dê uma olhada na série de Stories que fizemos durante a comic con de São Paulo, em plena ALAMEDA DOS ARTISTAS. Vai valer a pena! <3

Escolha os seus e BOA LEITURA!

Adagio

O guerreiro incansável do financiamento coletivo no Brasil, Felipe Cagno, ataca novamente. Mas desta vez, ao invés da fantasia que o lançou ou do Velho Oeste sobrenatural que o consagrou, o autor se junta aos artistas Sara Prado, Natália Marques, Bräo e Deyvison Manes para uma viagem rumo ao futuro. Em 2067, um novo aplicativo/rede social é a onda do momento, permitindo que os usuários publiquem seus sonhos para serem vistos por todo mundo, sejam gravados ou ao vivo. E quando a jovem Kaya Muniz acaba conseguindo transmitir seu primeiro sonho (no caso, um pesadelo, coisa bastante incomum), rapidamente ela se torna uma celebridade instantânea ao criar um novo gênero na plataforma: o terror. Ótima história, que entende perfeitamente a maior missão da ficção científica: servir como uma lente exagerada sobre o mundo que nos cerca HOJE.

O gibi tá disponível para pré-venda, pós campanha no Catarse, no site da editora.

Angola Janga

Assim que você termina a leitura daquela que talvez seja a obra máxima de Marcelo D’Salete, você tem a clara certeza de que o cara merecia não apenas todos os prêmios que ganhou (HQ Mix, Jabuti, e por aí vai), mas também ter a obra adotada como leitura obrigatória nas escolas. Tudo bem que a sua narrativa sobre o Quilombo dos Palmares mistura um extenso trabalho de pesquisa com ficção. Não importa. Estamos falando de uma trama de luta, de resistência, de periferia e principalmente de negritude, sobre um dos capítulos mais sombrios e pouco retratados da nossa história. O desenho é poderoso, a linguagem visual é intensa e é impossível não mergulhar de cabeça não apenas na história de Zumbi, líder inconteste, mas também de outros nomes como Ganga Zumba.

O gibi tá disponível para venda no site da editora.

Ânsia Eterna

Uma pequena pérola inesperada esta coleção de quadrinhos da Verônica Berta, produzidos a partir dos contos da escritora Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), carioca que só na década de 1970, quase quarenta anos depois de sua morte, foi ter o devido reconhecimento por uma Academia Brasileira de Letras dominada por homens. Mas esqueça as poesias doces e inocentes: aqui, nas histórias Ânsia Eterna, Os Porcos e A Caolha, as ansiedades da mulher daquela época (e é bom que isso fique claro, como a própria quadrinista faz questão de ressaltar ao final da obra) são retratadas de maneira que beira o absurdo, bizarro, insólito, quase grotesco, até. Que curtas maravilhosos de suspense quase terror estes três contos se tornariam.

O gibi tá disponível para venda no site da editora.

Cangaço Overdrive

Quem acompanhou o JUDAO.com.br em 2018 já tá ligado em qual é a desta obra, um cyberpunk com tempero nordestino, cortesia do roteirista Zé Wellington. A nossa entrevista com o autor foi um dos textos mais acessados da área de quadrinhos do site ao longo do ano, gerando uma segunda oportunidade, aí mais em tom de resenha, de falar sobre a epopeia do cangaceiro Cotiara que se torna uma espécie de ciborgue em um Ceará que fica uma centena de anos no futuro. “O leitor provavelmente gosta de coisa futurista. Mas pra contar a história, confie nesse cordelista”, diz o narrador. Olha... pode confiar, viu?

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Contos dos Orixás

Sem exagero, este é, ao lado de Angola Janga e do Jeremias da série Graphic MSP, um dos mais importantes gibis lançados no Brasil em 2018. Quando finalmente tinha decidido que a série de ilustrações dos orixás traçados como se fossem a obra do Novo Mundo de Jack Kirby enfim ia virar gibi de verdade, a gente tava lá pra trocar uma ideia com o Hugo Canuto. Isso foi em 2016.

Desde então, acompanhei de perto todo o processo de produção, apoiei via Catarse e tive o maior gosto de, enfim, ter a HQ em mãos. Fiquei até meio emocionado ao enfim poder ler um trabalho que transforma em heróis os mitos por muitas vezes ignorados pelo nosso próprio povo. Tudo é tão bonito, vistoso, cheio de vida e com uma fúria maravilhosa que o próprio Kirby ficaria orgulhoso do resultado.

Não deixa nada a dever em termos de potência criativa aos Novos Deuses ou mesmo ao retrato de uma Asgard da vida com seus Thor, Loki e Odin. A splash page com a primeira aparição de Ogum é pra matar qualquer deus nórdico de inveja.

O gibi tá disponível para pré-venda no Catarse.

As Empoderadas

A queridíssima da Germana Viana é camarada de longa data aqui do JUDAO.com.br. E eu adoro o traço dela, de expressões divertidas, careteiras, debochadas, autênticas. Pra mim, ela tornou mais brasileiro e apimentado o expediente que já me fazia amar os gibis da Liga da Justiça Internacional desenhados pelo Kevin Maguire. Não tinha, portanto, como deixar de conferir As Empoderadas, encadernado impresso que reúne a primeira temporada de histórias das super-heroínas que ela lançou primeiro no Social Comics. Sim, é a Germana escrevendo e desenhando uma história de super-heróis. Os poderes estão lá, os codinomes bregas também, os uniformes questionáveis igualmente. Mas tudo rola no Brasil, numa São Paulo que parece aqui do lado de casa, com personagens que eu queria que fossem minhas amigas.

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Gibi de Menininha

E por falar na Germana, ela foi uma das idealizadoras deste projeto maravilhoso só com histórias que misturam putaria e terror, sobre o qual vieram falar com a gente no primeiraço Asterisco lá do agora distante ano de 2018.

Partindo da maravilhosa capa da Camila Torrano (isso tinha que virar camiseta, na boa) até cada uma das histórias tão diferentes entre si e ao mesmo tempo tão complementares (vale dizer, tentando evitar spoilers, que fiquei MUITO pensando num crossover entre os personagens de Por Eras e Eras Te Amarei e Fome, numa pegada parecida com um C E R T O filme com o Tom Cruise), todas escritas e desenhadas por mulheres, tamos falando de uma experiência deliciosamente provocante e profana.

Eu, particularmente, adoro colocar ambos os adjetivos na mesma frase. Ou no mesmo gibi.

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Jeremias – Pele

“O Jeremias poderá ser o que ele quiser ser”, afirmou, em entrevista ao JUDAO.com.br, o desenhista desta HQ, Jefferson Costa. Tava certíssimo: além de ser uma das melhores edições da Graphic MSP até o momento (empatada com a trilogia dos Cafaggi), enquanto HISTÓRIA, também se tornou uma das coisas mais importantes que a Mauricio de Sousa Produções publicou em 2018 — justamente o ano em que eles fizeram um crossover da turminha com a Liga da Justiça, pensa nisso. A HQ consegue, ao mesmo tempo, ser doce, delicada, emocionante e DIRETA. Você sorri, você chora, você se apaixona pelos personagens. É uma história sobre preconceito, sobre racismo, corajosa, sem medo de abordar diretamente o tema — o momento em que o pai do Jeremias cruza com a polícia na rua, por exemplo, é um soco na cara. Obrigado, Jefferson. Valeu, Rafael Calça. A gente tava precisando.

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Lama

A dupla do ótimo Carniça, o roteirista Rodrigo Ramos e o desenhista Marcel Bartholo, tá de volta mais uma vez, em outro pequeno clássico do horror tipicamente nacional.

Em Lama, que tem muito de realidade atual ao ser ambientada em uma pequena cidade assolada por um terrível desastre ambiental, a população vive em eterna luta para manter a sanidade num cenário de total desperança.

E é aí que entram em cena o mix de folclore com as forças ancestrais de Lovecraft, tudo com o traço pouco usual do Bartholo, quase uma literatura monstruosa de cordel. É curtinho, é rápido de ler, mas dá vontade de ter um pouco mais desta podridão toda.

O gibi tá disponível para venda no site da Ugra Press.

O Martírio de Joana Dark Side

Ah, depois do espetáculo de lirismo que foi O Maestro, o Cuco e a Lenda, pô, impossível não pirar pelo trabalho seguinte do roteirista e desenhista Wagner Willian. Focado nos últimos dias de vida da heroína francesa Joana d’Arc, em especial no seu julgamento, o autor angustia a gente numa história que chega a sufocar, com o desespero e a raiva de alguém acusada de heresia mas que poderia muito bem estar aqui e agora, sendo acusada da mesma forma e apedrejada com as mesmas armas. O traço do Wagner evoluiu a olhos vistos, mais cheio de contrastes, de sombras, até para poder refletir melhor a dureza desta história em particular.

As edições do gibi feitas pro lançamento na CCXP tão praticamente esgotadas — mas vale ficar de olho no Facebook da Texugo Editora para saber sobre novas impressões.

Mayara & Annabelle – Vol 5

Tal qual rola com As Empoderadas, a deliciosa série Mayara & Annabelle, que agora chega ao quinto (e teoricamente último) volume, tem ação e minas incríveis combatendo ameaças super e sobrenaturais. Pablo Casado e Talles Rodrigues são outros lutadores incansáveis do mundo do financiamento coletivo e também provam que, sim, dá pra fazer gibi pop e com todos os bons elementos mainstream de uma Marvel/DC da vida... e ainda por cima, ambientado no Brasil, com nosso jeito e nossa cara. A jornada da dupla de combatentes da Secretaria de Controle de Atividades Fora do Comum não precisa copiar nada. Tem um delicioso jeitão tão próprio que é impossível não se apaixonar e querer mais. Se vira aí, galera.

O gibi tá disponível para venda no site da editora.

O Menino Que Não Sabia Voar

Ao conversar com a gente sobre sua obra, o quadrinista Yuri Amaral falou empolgadaço sobre um verdadeiro multiverso que mistura fanáticos religiosos, politicagem, isolamento do mundo, mitologias e dimensões paralelas. Calma, não se assusta aí: na real, você não precisa ter lido rigorosamente nada, nem mesmo as muitas páginas já publicadas desde 2015 no site oficial, pra entender qualé. Tamos falando de uma história doce e delicada, com um personagem principal ao mesmo tempo fofo e incrivelmente teimoso, toda adornada por um traço que chega a beirar o cartunesco. E, ainda assim, tão cheia de sutis camadas. Afinal, é um menino que sabe voar em um mundo no qual todo mundo voa. De pequenas em pequenas metáforas, você vai aos poucos sacando o que tá rolando. Lá no Vale e cá neste esquisito país sul-americano.

O gibi tá disponível para venda no Facebook oficial.

Por Muito Tempo Tentei Me Convencer Que Te Amava

Talvez quem não mora e/ou tem alguma relação com a cidade de São Paulo não sofra, de fato, o real impacto da HQ de Thiago Souto. É uma narrativa onírica, pouco tradicional, sem quadros clássicos e quase como que desenhada aleatoriamente num caderno de rascunhos. E, ainda assim, funciona lindamente ao transformar a Avenida Paulista quase que em um personagem, o palco de um protagonista meio lírico, meio sombra, justamente num daqueles domingos em que ela fica repleta de sons, odores e sabores diferentes, fechada para os carros e aberta para as pessoas. É o tipo de obra que nos faz repensar a relação de amor e ódio que temos com os grandes centros urbanos e como ocupamos nosso espaço de verdade.

O gibi tá disponível para venda no site da editora.

Quando Você Foi Embora

Se você é daquele tipo que se acaba de chorar com histórias tristes sobre cachorrinhos em posts de Facebook ou, sei lá, num filme/livro tipo Marley & Eu, este gibi não é pra você. Ou, bom, talvez seja sim. :) O traço fofo e cheio de graça da mineira Ana Cardoso é ideal para contar a história de um cãozinho perdido no mundo depois que seu dono se vai — e de uma jovem que, mesmo com as muitas idas e vindas de sua própria vida complicada, tenta ajudar o cachorrinho. Uma história com um coração imenso, sobre decisões difíceis e as rasteiras que a vida nos dá, do tipo que a gente imagina virando filme assim, num estalar de dedos.

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Quem Matou o Caixeta?

Assim que comecei a ler a HQ de Rainer Petter, confesso que pensei: “mas gente, onde diabos fui amarrar meu burro, que porra é essa?”. Como não tenho o costume de abandonar livros e gibis ANTES de chegar no final, tava achando que ia ser sofrido. Porque em poucas páginas eu já tava odiando o Caixeta, o tal famoso youtuber brutalmente assassinado, e igualmente começando a odiar o protagonista, do outro lado da tela. Mas conforme a história vai se desenrolando, as coisas vão ficando mais claras e, ora vejam, tava nítido que eu ia MESMO odiar ambos até porque era esta a ideia. O quadrinista me pegou de jeito e eu nem percebi. E quando o desfecho se revela, com uma pequena surpresa que, se você parar pra pensar bem e reler a história, nem é tão surpresa assim, aí você toma um verdadeiro chute no queixo. Tradução ideal para um mundo repleto de discursos de ódio escondidos sob a pecha de “opinião”.

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Raul

O lance do tal jornalismo em quadrinhos já é uma tremenda realidade aqui no Brasil. Falar sobre Joe Sacco e seu Palestina: Uma Nação Ocupada, por exemplo, é barbada. Mas tenho acompanhado um bocado o trampo de brasileiros como a Carol Ito (do Salsichas em Conserva e que publica direto da Revista Trip) e da Helô D’Ângelo (que fez uma ótima série pra Superinteressante), além do Alexandre De Maio — que é o responsável por este Raul. Com um trampo de luz e sombra meio Sin City, ele conta a história real de um raul, nome que se dá aos caras que criam e aplicam golpes cada vez mais complexos em caixas eletrônicos. Uma história brutal sobre a vida na periferia que MUITA gente acha que entende mas sobre a qual não manja porra nenhuma; que envolve quase que uma mudança de rumo completa graças ao rap, mas que traz o protagonista de volta à sua realidade, querendo ou não, quase como carma, quase como seu trágico destino.

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Samurai Shirô

Os livros que a DarkSide lança, quem curte boa literatura de terror sabe bem, são um desbunde de tão lindos. Na mesma pegada, eles tão seguindo o caminho com as graphic novels. Esta Samurai Shirô, novo trampo autoral do Danilo Beyruth, é de cair o cu da bunda. Não só pela qualidade da edição fantástica em capa dura, pra deixar qualquer colecionador maluco. Mas também pela qualidade do TRABALHO mesmo.

Não acho que é uma coisa que dá pra comparar com o Astronauta das Graphic MSP, talvez seja de onde a maior parte dos leitores atuais tenham referência. Na real, Shirô conversa mais ainda com aquela que é, pra mim, a grande obra do cara: Bando de Dois. Arte P&B cheia de detalhes, de expressões, de rostos que dizem tudo, de cenas de ação viscerais. Muito mais vida real, apesar de determinadas situações que você desacredita. Estudo bem apurado da cultura japonesa, tanto lá quanto cá. E uma parada que tá prontinha pra virar filme. Sério. Aquilo é storyboard puro.

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O Santo Sangue

Esta lista tem vários exemplos de boas histórias que fazem uso de gêneros mais nichados, tipo terror, ficção científica, super-heróis, para contar ótimas histórias que perderam o medo de se misturar com referências locais, com a nossa realidade, nossas lendas, nosso folclore.

O Santo Sangue, com argumento de Laudo Ferreira e arte do Marcelo Bartholo, é um exemplo claríssimo disso.

Tamos falando de uma trama que estaria tranquilamente em qualquer bom filme de terror gringo, só que adaptada de tal forma aos nossos costumes, à nossa ambientação, que ganha uma força tamanha a ponto de nos fazer pensar que não faria sentido em nenhum lugar que não fosse o Brasil.

Uma garota cujos fluidos menstruais têm capacidades curativas? Um matador profissional? Um “coronel” que acha que na bala vai resolver tudo? É muito a gente. Ah, sim: que medo daquela velha senhora, hein? Mas ao mesmo tempo eu bem que gostaria de conhecê-la. ACHO.

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Sinistra

“HQs para tempos sombrios”. Esta é a descrição deste gibi-coletânea que promete não ser edição única (ainda bem) e traz diversas histórias que, apesar dos gêneros diferentes, têm em comum um twist meio macabro e MUITO real. Tem história do nosso sertão, tem um semi-cyberpunk com ASMR, tem uma fantasia medieval, tem uma de pegada meio gótica, tipo Vampiro: A Máscara dos anos 90... Tudo isso feito por uma galera incrível: Hector Lima, Abel, Larissa Palmieri, Magenta King, Márcio Moreira, Nycolas Di, Priscilla Petraites, Marco Lesko, Rodrigo Urbano, Camila Torrano... Sabe a Heavy Metal? Então, o caminho é meio este. Mas digamos que BEM adaptado para esta realidade estranha em que vivemos aqui...

O gibi tá disponível para venda no site da editora.