Vem cá, vamo conversar. Será que precisamos MESMO de uma terceira parte de La Casa de Papel? | Judão

Netflix anunciou a compra dos direitos e produção própria de mais uma temporada. Mas… pra quê?

Desde sua entrada no catálogo da Netflix, La Casa de Papel ANGARIOU pra si aquele tipo de gente que “Mas COMO que você não viu ainda? É incrível, você vai AMAAAR” que ninguém suporta, ainda mais em tempos de ~binge watching.

A história é sobre um grupo de assaltantes recrutados por uma figura misteriosa, o Professor, para realizar um complexo assalto à Casa da Moeda da Espanha. E, sim, depois de um milhão e meio de recomendações como aquela, acabei assistindo e, sim, achei bom!

Existem pontos de virada BEM interessantes, boas atuações (PRECISO destacar o ator Pedro Alonso, que interpreta Berlín), direção consistente e um ESPERTÍSSIMO uso da canção italiana “Bella Ciao” como recurso narrativo. Uma temporada, duas partes, tudo redondinho e finalizado sem pontas soltas.

Eis que…

La Casa de Papel tornou-se a série de língua não-inglesa mais assistida do Netflix. Não que existam muitas outras, mas isso não significa, necessariamente, que SOMENTE ESSA produção será bem sucedida. Mesmo sendo “curta” em comparação com outras, teve um SENHOR desfecho, amigos. E se a história principal já foi finalizada, o que há, de verdade, pra ser contado?

Se gostaram tanto do resultado, será que não seria interessante deixar os mesmos roteiristas e produtores, mas fazendo algo diferente, sei lá, com a mesma liberdade criativa de quando La Casa de Papel foi idealizada? Precisa MESMO continuar uma história, só porque uma parte dela deu certo?

Existe, claro, a possibilidade eu estar absolutamente equivocada e essa terceira parte ser INCRÍVEL. Mas esticar a narrativa apenas para continuar com números inflados é um erro que já foi cometido com Arrested Development e sua sofriiiiiida quarta temporada de personagens diluídos e piadinhas requentadas, além de tantas outras “não-primeiras-temporadas” que o Netflix produz por aí.

Seria mesmo uma pena ver o mesmo acontecer de novo.