É pra isso que a gente vive: Os Banana Splits vão virar filme de TERROR | JUDAO.com.br

É… então. Confesso que fiquei sem palavras. Só sei que eu quero DEMAIS.

Tem umas ideias que, de saída, a gente só precisa ouvir meia dúzia de palavras-chave pra comprar sem pensar duas vezes. Tipo assim: filme do Doutor Destino dirigido pelo Noah Hawley, showrunner de Legion. Pronto, fechou, podem seguir, onde eu assino? Muito difícil esta porra dar errado.

Da mesma forma, por exemplo, tem lá umas ideias que qualquer um com um mínimo de bom senso, que preste atenção cinco minutos no mundo ao seu redor, escuta e já pensa: eita, mas quem foi que pensou nesta merda? Tipo Bryan Singer dirigindo o filme da Red Sonja, por exemplo. Ideia bosta, pronto, cancela, joga no lixo, vamos fingir que nunca aconteceu.

E tem umas ideias que... ok, isso me surpreendeu. Veio de maneira inesperada, do mais absoluto nada, alguém jogou como uma bomba e... bem, eu só quero ver isso acontecendo logo? Foi o que aconteceu essa semana quando o Deadline pintou com a informação de que aquela piração viajandona sessentista pra crianças que atendia pelo nome de The Banana Splits vai voltar. COMO UM FUCKING THRILLER DE HORROR. :D

Sacou? :D

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Pra quem não faz a mais remota ideia do que estamos falando, vale a introdução: lançado no canal NBC em setembro de 1968 e durando meras duas temporadas, o programa The Banana Splits Adventure Hour , uma produção live-action da Hanna-Barbera, trazia como protagonistas um quarteto de animais peludos antropomórficos que, por acaso, formavam uma banda de pop rock daquele tipo beeeeeem chiclete. Tamos falando do cachorro Fleegle (vocal/guitarra); do gorila Bingo (vocal/bateria); do leão Drooper (vocal/baixo); e do elefante Snorky (teclado).

O programa alternava desenhos animados, como Os Cavaleiros da Arábia, Os Três Mosqueteiros e reprises de Formiga Atômica e Esquilo Sem Grilo, e esquetes cômicos e musicais dos Bananas, geralmente gravados em estúdio ou, nas cenas externas, num parque de diversões. O mais marcante da parada é que não se tratavam de bichinhos fofinhos, mas sim de uns malucos que falavam de um jeito totalmente viajandão, encarnando aquele típico rock star chapado do final dos anos 1960/começo dos anos 1970. E sim, isso era amplamente exibido na TV aberta, marcando toda uma geração de gentes acima dos seus 30/40 anos de idade nos dias de hoje.

A música de abertura, simplesmente maravilhosa e grudenta como bem se esperava, merece o seu play neste momento, faça o favor.

Além de um filme pra TV em 1972, The Banana Splits in Hocus Pocus Park, o quarteto chegou a ganhar um primeiro novo respiro no formato revival em 2008, quando a Warner produziu novos segmentos com os personagens e inclusive novos videoclipes, além de um CD com 13 canções inéditas. Mas nunca chegou a ir muito além disso. ATÉ AGORA.

A ideia bizarra e fascinante que se segue será uma produção da Blue Ribbon Content, estúdio digital do grupo Warner Bros Television, que muito provavelmente tem entre seus membros pessoas com traumas de infância que resolveram enfrentar seus demônios no que será um filme original a ser lançado no mercado de home video e, na sequência, vai parar na tela do Syfy.

Sente o drama da sinopse: “neste thriller de horror, um garoto chamado Harley e sua família (o irmão Austin, a mãe Beth e o pai Mitch) vão participar de uma gravação do programa de TV dos Banana Splits, o que deveria ser um aniversário repleto de alegria pro Harley e um dia de trabalho normal pra Rebecca, a produtora da série. Mas as coisas tomam um rumo inesperado — e a contagem de corpos rapidamente aumenta. Será que Harley, sua mãe e os novos amigos deles vão conseguir escapar em segurança?”. GEEEENTE... :D

Same energy: como eu imagino esse filme acontecendo

Com direção de Danishka Esterhazy (especializada em filmes de ação de baixo orçamento estrelados por mulheres como Level 16) e roteiro da dupla Jed Elinoff & Scott Thomas (de outro revival recente, A Casa da Raven), o filme traz no elenco Dani Kind (da série Wynonna Earp) como Beth, Steve Lund (de séries como Haven e Bitten) no papel de Mitch e Sara Canning (a Jenna Sommers de The Vampire Diaries) vivendo a Rebecca.

Ainda não se sabe quem vai interpretar os Banana Splits — mas a chance de que eles toquem algo que lembra muito mais Slayer do que The Monkees é muito grande.