Alia Shawkat queria ter feito mais por Jessica Walter naquela treta de Arrested Development | JUDAO.com.br

A atriz que interpreta Maeby Fünke se arrependeu de não ter feito intervenções durante AQUELA entrevista em grupo ao The New York Times

Lembram daquela BELÍSSIMA treta que rolou no mês passado com o elenco de Arrested Development em uma entrevista para o New York Times? Você pode ler sobre o caso todo AQUI, MAS, em resumo: Jeffrey Tambor é um ator acusado de abuso sexual por duas mulheres. SÓ QUE, mesmo assim, não foi dispensado da nova temporada da série.

O elenco todo se reuniu para uma conversa e, ao tocar no assunto do #MeToo, Jessica Walter lembrou de quando Tambor gritou e a humilhou durante as gravações. O negócio foi pesado, ela chorou e, pra tentar contornar o clima horrível, Jason Bateman disse que passar por situações como aquela era algo “normal” para atores e que todo mundo tem dias ruins. Pois é. A emenda saiu pior que o soneto e ele até se desculpou, mas ficou aquele sabor de desastre.

Alia Shawkat, que é Maeby Fünke na série, ficou arrependida por não ter cortado Bateman, Tambor e todo aquele papo. Falando com a Broadly, contou que a sucessão de desculpas para o caso de Jeffrey dada pelos homens do grupo foram exageradas e verborrágicas demais. “Eu olhei para Jessica e pude ver que ela não estava legal com a situação. Ela até tenta voltar a falar por um tempo, mas novamente é interrompida por eles, que continuam”.

Shawkat acha que esse desespero todo tem a ver com uma tentativa de minimizar a gravidade da situação. “É como se eles estivessem tentando encobrir um ao outro com um falatório simultâneo ao invés de realmente pararem e escutarem. É a maior lição que aprendi nessa entrevista de 20 minutos que fez tanto barulho”.

Sinto que não falei o suficiente em favor dela. Não expliquei o suficiente sobre como esse movimento é importante, e que a história de Jeffrey faz parte dele e não devemos silenciá-la.

A confusão foi grande. Ela também disse que queria ter tomado as rédeas da confusão e defendido Jessica. “Sinto que não falei o suficiente em favor dela. Não expliquei o suficiente sobre como esse movimento [o #MeToo] é importante, e que a história de Jeffrey faz parte dele e não devemos silenciá-la. As vozes das mulheres precisam ser escutadas, e, ironicamente, eu não fui. Fiquei com medo até de o repórter realmente não ter nem ouvido minha voz”.

Por ser mulher AND estar vivendo todo esse movimento de reconstrução dos papéis de gênero na sociedade, muitas vezes sinto uma culpa grande ao perceber que de vez em quando deixo escapar chances de apontar algo ruim e mudar o cenário das coisas. É difícil acertar o tempo todo, complicado especialmente em um momento tão pesado quanto o dessa reunião de elenco. Mas o lance é levar isso como uma lição e perder, cada vez mais, o receio de se impor por algo que é REALMENTE importante. ;)