Nós vimos Rua Cloverfield, 10 | JUDAO.com.br

Fomos até Nova York, assistimos ao filme e entrevistamos o elenco — e essas são as nossas primeiras impressões!

NOVA YORK ~ Antologia é uma coleção de histórias curtas que, normalmente, são agrupadas por tema, autor ou período e são publicadas em um volume único. São mais comuns em literatura e música, mas talvez você se lembre de Twilight Zone, série de TV em que “pessoas comuns se encontram em situações extraordinariamente assustadoras, que eles precisam resolver de maneira excepcional”.

Pois então... Cloverfield agora é uma antologia. :)

Assim como aconteceu no filme de 2008, Rua Cloverfield, 10 também envolve pessoas comuns em situações extraordinárias e assustadoras precisam resolver uma treta de maneira excepcional. Naquele primeiro, porém, tudo tinha a ver com o Monstro e um jeito de sobreviver.

No filme que estreia nessa sexta (11) nos EUA e somente no dia 07 de Abril aqui no Brasil, a ideia se repete, mas com um pouco mais de camadas e pontos de vista do que são as situações e quais tretas precisam ser resolvidas. Não se trata da mesma timeline, nem mesmo do mesmo lugar (agora estamos no Texas), mas dá pra entender o que JJ Abrams quis dizer quando definiu os dois filmes como “parentes de sangue”.

Cloverfield

Além da forma, que provavelmente deverá ser repetida em outros filmes criados pela Bad Robot daqui pra frente (cê vai ver, QUALQUER filme que eles anunciarem vai vir acompanhado de alguma teoria de conspiração, o que pode ser legal), os filmes se ligam também pela Tagruato Corp., aquela empresa japonesa do Slusho e do satélite, pra onde Rob Hawkins tava indo trabalhar. Se você clickar aqui, vai ver que Howard Stambler é o funcionário do mês da Bold Futura, uma fonte e também empresa controlada pela Tagruato... E se tiver tudo bem com você, vai perceber que Howard Stambler é o John Goodman. :)

Essa ligação é maior na internet do que no filme, já que, assim como aconteceu em 2008, as referências estão lá mais pra fazer o conspirador sorrir por ter entendido aquela carta no chão do que qualquer outra coisa... O que não tira seu valor. :)

Rua Cloverfield, 10 tem dois atos realmente muito bons e interessantes, se perdendo um pouco no terceiro, quando rola a revelação da porra toda — ou pelo menos explica algumas coisas que você passou a maior parte do tempo vendo, já que o filme não se preocupa em contar tudo o que aconteceu, nem no início e nem no fim, o que por si só é uma vantagem em relação ao que temos normalmente por aí.

Mas é uma boa ideia que quero muito ver como será desenvolvida pelos próximos anos, tanto em termos de “outras histórias” como de SEGREDO ATÉ NÃO DAR MAIS PRA SEGURAR. :D

Mais próximo da estreia do filme no Brasil a gente vai publicar uma resenha completa sobre ele, além das entrevistas com Mary Elizabeth Winstead, John Goodman, John Gallagher Jr. e o diretor Dan Trachtenberg, que fizemos no último fim de semana em Nova York — sem contar vários outros artigos relacionados ao filme e tudo o que o cerca. Fique esperto aqui no JUDÃO! :)

O Judão viajou a convite da Paramount Pictures