Afinal, qual será o novo Venom dos cinemas?! | JUDAO.com.br

Alex Kurtzman comentou a dificuldade em escolher uma versão do vilão a ganhar a tela grande. Pois resolvemos dar uma forcinha. ;D

Enquanto o filme do Sexteto Sinistro teve seu lançamento confirmado pra 11 de novembro de 2016, Venom, o outro spin-off de Homem-Aranha planejado pela Sony Pictures, permanece sem previsão de data de estreia, informações sobre o elenco ou enredo. Mas, em recente entrevista ao Spinoff, o diretor e roteirista do longa, Alex Kurtzman, foi questionado sobre qual encarnação do personagem veremos nas telas do cinema. O que ele falou foi isto aqui, ó:

Eu não diria que escolher uma versão do personagem é uma tarefa fácil. Eu diria que tem muitos elementos no Venom que são únicos. Venom teve algumas diferentes interpretações, e tem várias coisas que são muito únicas, interessantes e específicas. Então, eu creio que só queremos fazer as coisas da melhor forma para um personagem que é tão amado.

Ou seja, o cara deixou em aberto qual versão, ou melhor, hospedeiro do simbionte alienígena será adaptado aos cinemas nos planos da Sony de um Universo Cinematográfico Aranha. Por isso, decidimos dar aquela palpitada JUDÔNICA nas possibilidades de escolha de Alex Kurtzman pro vilão/anti-herói linguarudo. ;D

Eddie Brock: O Original

Eddie era um jornalista fracassado que culpava o Aranha por seu declínio na carreira. Marombeiro (VEM, MONSTRO!), depressivo e suicida, ele acabou procurando alento em uma igreja que, coincidentemente, recebia Peter Parker — este em um embate para livrar-se do uniforme negro (no caso, o simbionte de outro planeta que ele trouxe consigo na série Guerras Secretas e que vinha tentando dominar seu corpo e sua mente). Enquanto o humano pedia perdão divino por tentar dar cabo da própria vida, o alienígena – arrancado do corpo de Peter com o uso do intenso som do sino da igreja – uniu-se a Brock, somando o ódio de ambos pelo Amigão da Vizinhança e criando o primeiro Venom.

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Se, por um lado, a presença de Brock seria sensacional para os fãs mais roots (e praqueles desejando esquecer Topher Grace em 2007, culpa do Avi Arad), por outro, seria uma jogada arriscada da Sony. Provavelmente sem Peter Parker participando do filme (já que o contrato de Andrew Garfield não prevê a produção) fica difícil manter-se fiel à essência de Eddie, uma vez que a relação entre ambos é fundamental nos quadrinhos. Uma curiosidade: vale lembrar ainda que, quando a produção do filme do Homem-Aranha esteve nas mãos do diretor James Cameron (muito antes de Sam Raimi sonhar em se envolver com o projeto), Arnold Schwarzenegger era a escolha do cineasta para viver o Doutor Octopus. E detalhe: o Eddie Brock original do desenhista Todd McFarlane era a cara do Governator – o que fazia os fãs da época rezarem para Cameron mudar de ideia...

Ultimate Eddie Brock: O Conveniente

No universo Ultimate — que é fonte pra muito do que vemos na nova franquia do Homem-Aranha — Eddie Brock Jr. é filho de um brilhante cientista, Eddie Brock Sr., colega de pesquisa de Richard Parker. Juntos, os dois cientistas desenvolveram o Projeto Venom, um traje simbionte capaz de curar doenças e problemas de ordem física. Testando-o em si mesmo, Eddie Sr. acabou provocando a queda do avião em que ele, Richard e sua esposa viajavam, matando a todos. Anos mais tarde, o traje caiu nas mãos de seu filho que, então, tornou-se Venom.

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Lembra daquela foto twittada por Marc Webb que remetia à gaveta onde o Projeto Venom estava guardado? Pois é, ela pode indicar ou uma possível exploração da relação entre o simbionte, a Oscorp, os pais do Peter (tomara que não D:) e Eddie (já que, pelo visto, a ligação com Harry não irá se concretizar), ou ter sido só uma zoeirinha do diretor. A escolha por adaptar o Ultimate Venom permitiria à Sony manter a essência da importância de Peter pra Eddie sem, necessariamente, incluí-lo na história. O que poderia ser uma saída interessante.

Angelo Fortunato: O Azarão

Introduzido em Marvel Knights Spider-Man #7 e morto no número #8, Angelo, um rapaz franzino e tímido, filho de um proeminente mafioso de NY, desembolsa $1oo milhões para adquirir o simbionte de Brock. Transformado em Venom, ele descobre a identidade do Homem-Aranha e decide desafiá-lo, mas é derrotado com facilidade pelo herói. Durante sua fuga, o alienígena, que o julga um covarde, o abandona, provocando sua morte. Lembrando que este arco de histórias, Caído Entre os Mortos, escrito por Mark Millar, não é necessariamente considerado como parte da cronologia oficial do personagem pela Marvel.

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Ok, concordemos que não é o melhor ~currículo a ser apresentado, mas vamos pensar friamente: porque seria interessante usar Fortunato como base para o Venom nos cinemas? Porque ninguém liga pro personagem! Angelo Fortunato ofereceria, virtualmente, total liberdade para os roteiristas e produtores da Sony adequarem o personagem à proposta dos filmes (e ainda daria aquele crédito de “ter um pé nos quadrinhos”, afinal, não seria um personagem original). :D

Mac Gargan: O Mau

Antes de ser Venom, Mac Gargan foi o Escorpião. E, antes disso, um investigador contratado por J. J. Jameson pra descobrir como Peter Parker tirava as fotos do Homem-Aranha. Depois de vários confrontos e coisa e tal e em meio a um rolo com Norman Osborn, Tia May e, claro, Peter, Mac acabou abordado pelo simbionte, assumindo a terceira encarnação de Venom. Gargan foi o hospedeiro com menor resistência ao controle do simbionte e, por isso, contava com implantes elétricos que eram ativados quando os impulsos dominantes do alienígena tomavam controle.

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Optar por adaptar Gargan às telonas, colocando-o como o primeiro Venom do Universo Homem-Aranha ,seria não só um desperdício do Escorpião original, mas também um “desserviço” à ideia de ter o personagem como um protagonista anti-herói, já que Gargan, mesmo tendo se alinhado ao bem algumas vezes, sempre foi vilanesco (e canibal D:).

Flash Thompson: A Aposta

Inicialmente o valentão da época de colégio de Peter, Flash Thompson veio a se tornar um importante personagem no mito do Homem-Aranha. Ferido na Guerra do Iraque, teve suas pernas amputadas e foi condecorado herói de guerra. De volta aos EUA, voluntariou-se em um projeto do governo que uniria o simbionte a ele, devolvendo sua capacidade de andar e conferindo habilidades especiais a serem usadas no campo de batalha, a serviço do Exército Norte-americano. Nascia aí o Agente Venom, a atual encarnação do personagem na Marvel Comics.

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Uma das coisas mais importantes em um filme — se não A MAIS importante — é ter personagens cativantes, capazes de se relacionar emocionalmente com o público. Por isso, fazer um filme solo de um vilão é muito complicado, por mais tons de cinza que possam ser adicionados. Com Flash Thompson como protagonista, a Sony poderia não só arriscar em um enredo mais militar, tático (que deu muito certo com a Marvel, em Capitão América: O Soldado Invernal), como também ter a segurança de um protagonista mais ~do bem. Além disso, caso você não se lembre, Chris Zylka (este cara na fotinho abaixo) interpretou Flash em O Espetacular Homem-Aranha. Se a Sony estiver se sentindo preguiçosa em escalação de elenco...:D

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“HEY, SONY! Eu tô aqui!”

She-Venom: Vai que...

Agora, se a Sony estiver se sentindo criativa e disposta a arriscar, pode optar por adaptar as versões femininas de Venom dos quadrinhos.

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É claro que isso seria muito improvável, dado que nem nos quadrinhos elas tiveram muito destaque. A primeira, Ann Weying, era advogada,  esposa de Eddie Brock e usou o simbionte apenas duas vezes antes de suicidar-se por causa dos traumas causados por Venom. A segunda, Patricia Robertson, hospedou um clone do simbionte por um curto período de tempo. A real é que, independente da escolha que for feita — ou até SE for feita, porque sempre pode surgir um personagem original para “vestir” o simbionte — estamos diante de algo histórico, mágico e excitante pra qualquer fã de cinema e quadrinhos: o real desenvolvimento de diferentes universos em cada produtora. :D