Sobre o "Fim do JUDAO.com.br" | JUDAO.com.br

Um dos textos mais lidos de 2018 no JUDAO.com.br ajudou a mostrar melhor a nossa cara e também fazer com que a gente reconhecesse e entendesse nosso trabalho, que LITERALMENTE só existe por sua causa.

Jornalismo tá em crise, jornalismo morreu, descanse em paz menino jornalismo. O ano começou com porrada de todos os lados: de quem acha justo e correto um repórter ter uma jornada de trabalho de 14h, acesso restrito a banheiro, água e maçã, e de quem acha um absurdo, uma pseudo-falta de consciência de classe, uma subserviência, quem aceita essa jornada de trabalho, essas restrições, sem nenhum tipo de protesto ou boicote.

Um dos nossos podcasts mais ouvidos durante o ano foi justamente sobre existir e resistir, existência ser resistência. Nele, depois de nos perguntarmos se deveríamos ou não gravar o ASTERISCO no dia logo depois do segundo turno da eleição, decidimos que não só o faríamos SIM, como o faríamos da maneira mais normal possível. “Acordar, levantar da cama, fazer xixi, tirar as remelas dos olhos e seguir a vida é, provavelmente, o maior ato de resistência de um ser humano e é por isso que estamos e seguiremos aqui, falando sobre cultura pop da maneira que fazemos”, diz a descrição do programa. E serve muito não só pros jornalistas que se foderam durante a possessão, como pro próprio JUDAO.com.br: nesse momento, fazer o nosso trabalho é um dos maiores e mais fortes atos de resistência. De demonstrar quem somos, o que pensamos e o que queremos.

De estarmos onde muita gente não quer que estejamos.

Isso nos leva a mais um dos textos mais lidos do ano passado aqui no JUDAO.com.br, publicado no dia 01 de Abril, propositalmente, com o título de “O fim do JUDAO.com.br. Como você pode perceber, o JUDAO.com.br não chegou ao seu fim; mas aquele JUDAO.com.br, de então quase 18 anos de vida, sim. Era um editorial em que abrimos o nosso coração, abrimos nossos problemas e que, confesso que surpreendentemente, acabou nos trazendo muitas coisas boas — inclusive a vontade de, apesar de TUDO, continuar. Até quando? Não sabemos. Mas queremos continuar.

Nos últimos quatro anos, o JUDAO.com.br passou a se dedicar a conteúdos maiores, mais profundos, mais analíticos, mais trabalhosos. Por exemplo, em 2014 nós publicamos 3865 textos; em 2018 foram exatamente 600. Por motivos ÓBVIOS, a audiência “geral” diminuiu mais ou menos tanto quanto diminuíram os textos; e por motivos também óbvios mas não menos interessantes, cada texto desse ano que passou foi lido cerca de 133% a mais do que eles eram lidos em 2014. Em relação a 2017, o ano em que mais acessaram nossos conteúdos, tivemos um crescimento de 6.3% de audiência nos textos.

Isso significa, NO MÍNIMO, que estamos fazendo alguma coisa muito certa. E é, literalmente, por sua causa, que assina (ou bem que poderia assinar... ;D) o Catarse.me/JUDAOcombr e/ou Patreon.com/JUDAOcombr.

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O que fazemos no JUDAO.com.br é focar não só no que acontece num dia, num único momento; o JUDAO.com.br se foca no que vai durar, no que vem de longe, no que aquilo tudo vai significar. É o que acontece todos os dias, não o que acontece uma vez. Não é o lançamento do trailer, é o que aquela música significa; não é o lançamento do filme, é uma análise de tudo o que ele pode significar, seja pra cultura pop, seja pra sociedade.

Queremos que você leia, ouça, compartilhe, (re)pense, discorde, concorde, tenha ressalvas, passe a enxergar um filme, um álbum, um livro, um gibi com um outro ponto de vista que oferecemos aqui. Que você enxergue a cultura pop e a arte de uma outra maneira, de um outro ângulo, que acaba refletindo na vida real.

Sem nenhuma (eu disse nenhuma, ZERO) campanha publicitária no site há um ano e meio, resolvemos assumir totalmente a ideia de independência. Não há a possibilidade do que publicarmos ser influenciado por qualquer anunciante, mesmo que somente em potencial. Isso também permite que nós não entremos numa corrida absurdamente sem noção por pageviews e que aquela velha máxima de que “se você não paga por um produto, você é o produto” — o JUDAO.com.br, embora pretenda continuar oferecendo a maior parte do conteúdo de graça, tem algumas vantagens para os assinantes do Catarse.me/JUDAOcombr e/ou Patreon.com/JUDAOcombr.

Além de fazerem parte de uma comunidade extremamente ativa (o pessoal já marcou ORKONTRO, por exemplo, e já tá planejando outros), os nossos TRANSEUNTES tem acesso a uma Newsletter semanal, com novidades sobre o que fazemos e vamos fazer, histórias e recomendações mais pessoais da nossa equipe; tem acesso a conteúdos em primeira mão, enviados diretamente pros seus e-mails um bom tanto antes da publicação no site; podem assistir às gravações do ASTERISCO ao vivo, seja pela internet, seja PRESENCIALMENTE... E, em 2019, pretendemos aumentar ainda mais essas coisinhas que, enquanto custam a partir de R$5 por mês pra vocês, significam a possibilidade de criação e manutenção de conteúdos importantíssimos pra nós. Porque nós acreditamos que, assim, conseguimos mudar o mundo. Ou... Um pouco dele. E você faz parte disso.

No momento em que esse editorial era publicado, contávamos com 114 assinantes no Catarse.me/JUDAOcombr, que garantem exatos 25% da nossa meta mensal que calculamos ser necessária para que o JUDAO.com.br funcione nos 100% da sua capacidade, com toda a equipe se dedicando cada vez mais aos conteúdos que produz, em alguns casos até totalmente dedicadas.

Traçamos pra 2019 o objetivo de, ainda no primeiro trimestre desse ano, de chegarmos aos 60% da nossa meta. Como? Bem, você que JÁ É um transeunte, pode aumentar sua contribuição lá no Catarse.me/JUDAOcombr. Se cada um fizesse isso com, sei lá, $10, chegaríamos a 40% da nossa meta rapidinho. ;)

você que é Transeunte também pode mostrar pro seu amiguinho que gosta tanto dos links que você compartilha a importância de contribuir com o jornalismo independente, MESMO que seja sobre cultura pop (ou, por que não?!, principalmente por ser sobre cultura pop).

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Que sobrevivamos a 2019 JUNTOS. :)