Um pouco de cultura pop pra aquecer nossos corações | JUDAO.com.br

Convocamos uma galera incrível para dar dicas de livros, gibis, filmes, séries, discos, jogos, ENFIM. Qualquer coisa que possa nos ajudar nestes tempos difíceis.

Neste exato momento, estamos todos aqui, trancadinhos em casa, tentando trabalhar à distância enquanto estamos cercados por todos os lados de notícias escrotas não apenas a respeito de uma pandemia global, mas também sobre um bando de governantes imbecis que insistem em dizer que “é só uma gripe”.

A gente tá tentando. É muita live, muita gente cantando, recitando poesia, tentando espalhar amor. Mas a gente sabe que é foda. Tanto é que até a gente mesmo, aqui no JUDÃO.com.br, tá sofrendo pra continuar fazendo conteúdo bacana, de qualidade, dia após dia. Faz sentido? O quão importante é a cultura pop nestes dias tão tensos?

A gente ainda acredita que é MUITO importante. A cultura pode mudar (e muda) o mundo. E pode ajudar a fazer o seu mundo ficar um pouco mais leve e cheio de luz mesmo em momentos de trevas. Por isso, convidamos amigos, parceiros, ex-integrantes do time, entrevistados de muitas vezes, convidados queridos lá do #Asterisco, a responderem uma única pergunta: que dica você dá pra aquecer os nossos corações?

Valia tudo. Filme, série, jogo, disco, uma única música sequer... Tanto faz.

A listona abaixo tem pra todos os gostos. Tomara que te ajude. E conta pra gente se ajudou mesmo.

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Sangatsu No Lion. Versão em anime do mangá criado por Chica Umino, Sangatsu conta a história de um jogador profissional de shogi – jogo de tabuleiro de origem indiana. À primeira vista, acompanhar a história de um adolescente pagando as próprias contas por intermédio de um parente distante do xadrez pode não parecer o maior dos entretenimentos numa quarentena. A série, entretanto, cativa por todo o universo particular no estudo de personagem que vai expandindo episódio a episódio. Rei Kiriyama é um protagonista quieto, com problemas psicológicos que a série não chega a bater o martelo em relação a diagnósticos, mas que em linhas gerais parece se aproximar da depressão e outras condições de sociabilização. No fim do dia, Sangatsu investiga as escolhas que fazemos na vida, coloca em xeque o papel da influência familiar em nossas decisões, mas acima de tudo nos lembra a real importância de nossas experiências terrenas: criar conexões com o outro.
ALLAN ASSIS, colaborador do JUDÃO.com.br

Refleti muito sobre qual seria a minha dica dentro do que ver/ouvir/ler dentro do que se chama de “cultura pop” e fiquei com dúvidas se a indicação que se segue está dentro ou não, mas meio que foda-se. A intenção aqui é maior que estas caixinhas que a gente cria. Por isso, recomendo geral ver Queer Eye, na Netflix. São cinco gays ajudando pessoas reais com problemas reais e que são resolvidos sem fugir da realidade dos envolvidos (como fazem certos apresentadores narigudos na TV aberta). Sem contar que as coisas em cada episódio dão tão certo que dá um quentinho no coração (isso quando não rola aquela lagriminha de emoção...). Gosto de assistir para restaurar minha fé na humanidade.
ALESSIO ESTEVES, roteirista de HQ e gestor de projetos

Surfista Prateado: Réquiem, de J. Michael Straczynski e Esad Ribic. Certamente uma das HQs mais lindas já publicadas. É uma história que levanta questões profundas sobre tudo o que nos cerca e o quanto devemos valorizar as coisas simples. Ao ler essa história e pensar em tudo o que está acontecendo, a vida se torna ainda mais incrível. Chorei tanto lendo isso que certas frases do Surfista nunca saíram da minha cabeça.
ANDERSON OLIVEIRA, editor do Passagem de Som

Canal Ora Thiago. É provável que você já conheça a arroba @oraporra do Twitter, caso more lá como eu moro. Mas eu recomendo muito o canal que ele criou pra falar sobre cultura pop. As análises são muito bem estruturadas, os roteiros são incríveis e ele tem um humor muito peculiar e carismático. Recomendo, pra começar, o meu favorito: Minha mãe, a supervilã.
BEATRIZ FIOROTTO, produtora e ex-integrante da trupe do JUDÃO

Rise Of The Koala, do Ricsárdgír. Terceiro álbum dessa banda húngara que mistura Punk, Hard Rock, Euromusic, Rap e Pop em uma salada deliciosa e bem humorada! A viralização do videoclipe de SzintisLaci em Janeiro ajudou a destacá-los no cenário global e os caras merecem a atenção recebida: são donos de um som único! Para um primeiro contato, assista ao vídeo de SzintisLaci e ouça Tipikus Én e A Pap.
BRUNO SANCHEZ, ex-colaborador do Whiplash e transeunte de longa data

Eu vou sugerir The Dragon Prince, uma animação da Netflix dos mesmos criadores de Avatar. É uma fantasia medieval com um lore incrível, personagens muito bem feitos e história sensacional. Além disso, é uma animação que tem uma representatividade. São 3 temporadas por enquanto.
CLARICE FRANÇA, editora do site Nebulla

Arquivo X. Foi o primeiro seriado a mostrar os bastidores de investigação do FBI, ainda que de uma maneira inusitada, pareando Fox Mulder, que acreditava em quase tudo de sobrenatural, e Dana Scully, que fazia a parte cética do telespectador. Hoje em dia é uma série imprescindível para se entender o poder das organizações que combatem doenças, como o CDC e o FEMA, lá nos EUA. Ah, e vale uma curiosidade: o termo “shippar”, que vem de “to ship”, você querer que um casal em cena fique junto, se originou em The X-Files, vai vendo.
DUNCAN SALAZAR, tradutor

Mais realista e centrada em arcos emocionais bem aprofundados para seus principais personagens, a versão da Amazon Prime Video para os quadrinhos de The Tick é um convite a revisitarmos o conceito de heroísmo definido por doçura, idealismo e coração, mesmo que enfiado em um mundo duro e insistentemente cínico. A primeira temporada dá uma patinada ao contrapor essa dose bem-vinda de sacarose (carregada pelo idealismo pleno e às vezes até bobo da pulga azul vivida brilhantemente por Peter Serafinowicz) com um humor ácido e violento de forma um tanto quanto esquizofrênica, perdendo a mão na antítese narrativa. Bom que a segunda compensa (e muito) acertando a mistura de vez e entregando um desfecho engraçado, emocionante e inspirador. Uma pena ter sido cancelada bem quando apontava à perfeição (começando pelo então novo visual do Tick).
EDUARDO PEREIRA, o jornalista de estimação do JUDÃO.com.br

Eu recomendaria a leitura do Toda Mafalda pra todo mundo que está em casa. É uma leitura extremamente atual e que nos ajuda a perceber que existem muito mais coisas em jogo e muitos outros futuros possíveis além desse que estamos vivendo agora.
FABIANO DENARDIN, editor de quadrinhos

The Good Place. Não tem outra. Essa série diz que vai falar de filosofia, mas fala sobre cada um de nós sem ser pedante, sem defender bandeiras, apenas considerando cada espectador como um baita ser humano. Assista até o final, é transformador. :)
FÁBIO M. BARRETO, escritor

Eu tenho uma bela admiração por filmes de terror “ruins” e partilho isso com alguns amigos. Um dos eleitos é toda a série Premonição. Ligamos qualquer videoconferência para assistir juntos, dar risadas, comentar a edição e falar sobre as mortes cada vez mais criativas. Não assistimos na ordem, simplesmente escolhemos um e assistimos. Pânico e A Hora do Pesadelo são outros que gosto de ver sozinho. Quando quero dar risada tem que ser O Que Fazemos na Sombras ou Trilogia do Cornetto, sempre funciona comigo (drogas não inclusas).
FELIPPE CORDEIRO, publicitário e transeunte dos mais antigos desta casa

A série Curb Your Enthusiasm me faz rir até doer a barriga. Me pego pensando “o que Larry David faria nessa situação?”.
FLÁVIA DURANTE, jornalista e produtora cultural

Avatar: A Lenda de Aang. Ainda é uma das coisas mais impressionantes que eu conheço com relação a desenvolvimento de personagem. Também é uma série que mostra como fazer bons desfechos.
FLÁVIA GASI, escritora, pesquisadora e editora do site Garotas Geeks

Acho que tudo o que nos remete a um tempo mais seguro e leve vira uma lembrança “confortável” em nossa mente. Poderia citar aqui a trilogia de Back to the Future e os filmes da minha infância: Goonies, John Hughes...e por aí vai. Mas vou para HQs e música: sempre, sempre que quero me sentir feliz eu leio Asterix. É uma HQ clássica cuja narrativa incrível me faz gargalhar em meio a qualquer crise. E música, eu vou de Beatles, sempre. A linha melódica dos FabFour e suas letras me acalmam, me lembram de tempos mais fáceis. O destaque vai para Blackbird e Here Comes The Sun, minha predileta deles.
GABRIELA FRANCO, jornalista e editora do site Minas Nerds

Queen. Este filme é uma das coisinhas mais lindas, sensíveis e feministas que já vi na vida! E é um daqueles Bollywood mais atuais que insere o musical de maneira discreta e dentro de um contexto! Sinopse curtinha sem spoiler: faltando alguns dias pro casamento, o noivo decide cancelar e Rani, interpretada pela foférrima Kangana Ranaut, decide ir sozinha na viagem de lua de mel. Tem na Netflix.
GERMANA VIANA, quadrinista

Curb Your Enthusiasm. A 10ª temporada da série da HBO sobre o romanceado cotidiano de Larry David (co-criador da sitcom Seinfeld) não é nada fofa – o protagonista inclusive desenvolve aqui uma técnica para aumentar seu isolamento social. Mas as situações vividas por ele são tão engraçadas (e constrangedoras) que às vezes tenho de pausar – pela vergonha alheia e para recuperar o fôlego de tanto dar risada. Obrigado pelo aumento de produção de serotonina nesses tempos difíceis, Larry.
HECTOR LIMA, roteirista de quadrinhos

Minha dica pra quarentena é Animal Crossing, jogo recém lançado da Nintendo, que é basicamente a empresa de jogos mais feel good do planeta. Eu curto porque o jogo basicamente envolve ir pra uma ilha deserta onde todo mundo tem cabeça de bicho, menos você, construir sua casinha, plantar umas flores, umas árvores, pescar... O visual fofinho é ótimo pra dar uma aliviada nesse clima de merda que a gente tá vivendo. E você pode visitar as ilhas dos amigos pra pegar outras espécies de peixe, de fruta, etc. O jogo acontece em tempo real (se é dia aqui, é dia lá) e leva em conta as datas comemorativas do ano com eventos, o que garante diversão mesmo depois que a quarentena acabar. :)
JM TREVISAN, autor de livros de RPG

Estou aproveitando o tempo para intensificar a leitura de No Direction Home, biografia do Bob Dylan escrita por Robert Shelton. É um livro complexo, cheio de detalhes, não tem como finalizar sem um intensivão. O momento é propício para tal.
JOÃO RENATO ALVES, editor da Van do Halen

Sempre que preciso de algum conforto, busco ver alguma coisa que vai me levar para outro lugar por algum tempo. Dependendo do meu estado de humor, vejo algum desenho do Cartoon Network ou um filme do Studio Ghibli, mas sempre retorno para o mesmo filme: Cantando na Chuva. Já comentei diversas vezes que Cantando na Chuva é o filme que me fez amar cinema e escolher essa arte como profissão. Mas, além da paixão pela beleza técnica da produção de 1952, pouquíssimos filmes me dão uma sensação de bem-estar tão grande. Exatamente o que precisamos nesse momento.
JÚLIA GAVILLAN, jornalista, cinéfila e ex-integrante da trupe do JUDÃO

Arlindo, da Luiza de Souza. Se você ainda não foi cativado por esse menino FOFO do interior completamente fã de Sandy & Júnior e pelo desenho cheio de vida da @ilustralu, faça esse GRANDE favor a você mesmo e leia Arlindo. A história é de rir, chorar, torcer, cantar músicas nostálgicas, tudo de uma vez. E nada do que eu disser vai fazer jus à narrativa maravilhosa e emocionante da Luiza de Souza. Só sei que ela alegra meu dia e enche minha timeline de cor. A Luiza lança uma página nova toda terça-feira, às 20h, em sua conta no Twitter, e você pode apoiar esse projeto lindo no Catarse!
JULIANA BRANDT, talvez a mais longeva TRANSEUNTE deste site

Minha dica do coração é o Project Gutenberg, um catálogo online com mais de 60.000 eBooks totalmente grátis — incluindo aqueles clássicos sensacionais que já caíram em domínio público! Quer mergulhar nas viagens fantásticas de Julio Verne? Sem problema! Explorar a ficção científica de HG Wells? Fácil! Se aventurar pelos esgotos franceses? Nem precisa tomar banho depois! Enfim, um universo inteiro para você explorar nesses tempos de distanciamento social. <3
JULIO ALMEIDA, ex-integrante d’A ARCA

Sei que o momento pede uma indicação leve por causa de tanta notícia ruim – mas também é o papel da arte iluminar nossa consciência em tempos como o de agora. Por isso a minha dica é a série Complô Contra a América (HBO/HBO Go), adaptação do livro de Philip Roth, um do mais aclamados escritores contemporâneos, morto em 2018. A produção imagina os EUA em uma virada para o lado oposto ao que tomou na Segunda Guerra Mundial, mostrado a partir do cotidiano de uma família judaica. É assustador notar os paralelos políticos com a atualidade.
JULIO IBELLI, jornalista e baluarte do indie caiçara

Posso indicar o livro A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil, da Becky Chambers, uma space opera deliciosa, otimista, intimista, onde conhecemos o dia a dia e os dilemas de uma tripulação.
LADY SYBYLLA, escritora e editora do site Momentum Saga

Trilogia De Volta para o Futuro: é leve, é bonita, é divertida, tem momentos fofos que aquecem o coração numa hora como essa. E tá na Netflix. Já falei que é a melhor trilogia da história do cinema?
LEONARDO VICENTE DI SESSA, editor do site Fala Animal

Eu vou recomendar Kicks: Defendendo o que é Seu. É um filme muito foda que fala de um moleque que consegue comprar um Jordan 1 — e o valentão da quebrada, envolvido com o tráfico, rouba dele. E a história tem toda esta parada de como uma roupa, um tênis, molda muito a personalidade de uma pessoa. Um moleque de 15 anos querendo um tênis pra ter um destaque na sociedade, entre os amigos, e como este tênis motiva ele a fazer coisas que ele não faria. É um filme que debate muito o consumismo, sobre como pra algumas pessoas certas coisas podem ser fúteis, mas pra outras tem um valor grande pra caralho, tá ligado?
LØAD, youtuber

Experimente o primeiro dos quatro capítulos já disponíveis do terror indie Song of Horror (o último, em algum momento de maio estará na loja do Steam), que é algo como um resgate de tudo que o terror em videogame fez de muitíssimo bem feito nos anos 1990, e ainda com a entidade sobrenatural mais macabra e aleatoriamente assustadora dos últimos anos.
MAKSON LIMA, youtuber do canal Mas Que Horror

Minha dica para esse momento de quarentena é revisitar sua série preferida. É aquela oportunidade ideal para revê-la, pois tenho certeza que você irá descobrir coisas novas, se emocionar novamente, além daquela sensação gostosa de nostalgia. No meu caso, estou tirando a poeira da minha coleção de DVDs de Arquivo X, meu seriado preferido de todos os tempos, que sempre me traz um mix de sensações boas, que refletem várias fases da minha vida. Lembro desde minha pré-adolescência, meu pai, meu primo, até mesmo minha vida adulta por conta do revival recente. E se a verdade está lá fora, as saudades também estão!
MARCOS BROLIA, jornalista, apresentador do Trash Modernizado e especialista de terror aqui do JUDÃO.com.br

Minha dica é o 100 Humanos, da Netflix. Pode parecer bobo um programa com 100 pessoas fazendo testes “científicos” muito doidos para provar questões de comportamento, psicológicas e biológicas. Mas a condução do programa e em especial algumas descobertas sobre felicidade e produtividade são de dar um quentinho no coração.
MAURÍCIO DEHÓ, jornalista

Eu indico a série IT Crowd. É uma série de comédia britânica curtinha, mas MUITO engraçada. Eu não me lembro de ter rido tanto na minha vida como eu ri no episódio The Work Outing. É meio chatinha de achar, mas vale cada segundo!
MICHELI NUNES, storyteller no Playground

Num momento como o atual, me bate a ideia que no mundo tudo acontece, como cantou Cartola, e esse é o pique do livro Os Dias Antes de Nenhum, do Ricardo Terto, presente que ganhei do meu querido Oga Mendonça. Sem perder a unidade do fantástico individual, trafega por universos possíveis, humor na tragédia, risada e choro sobre sua própria existência estampada no outro, considero um livro infalível, excelente companhia.
NÍCOLAS VARGAS, roteirista, escritor e colaborador eventual do JUDÃO.com.br

Cada pessoa é um universo de histórias. Das que estão ao seu redor e também das que vieram antes. Em um momento que as emoções que mais sentimos é o medo e a ansiedade, é importante lembrar que podemos sentir muito mais que isso. A história da Familia Pearson, em This is Us, é uma ótima forma de lembrar de todos os sentimentos (bons e ruins) que somos capazes de encontrar por ai.
NINA ROCHA, jornalista e talvez uma das pessoas mais queridas das Minas Gerais

Meu Vizinho Totoro. As animações do mestre Hayao Miyazaki parecem poesias animadas. Histórias contadas com tanta beleza e sinceridade, de maneira tão lírica e simples, que parecem um abraço gostoso no final. O bom é que essa dica vale para qualquer longa do diretor japonês – O Serviço de Entregas da Kiki, Ponyo, O Castelo Animado e A Viagem de Chihiro, só para citar alguns – então basta maratonar para sentir um pouco de paz em tempos como esses.
PAULO MARTINI, ex-integrante d’A ARCA e colaborador eventual do JUDÃO.com.br

Uma Noite de Primavera. Romance slow-burn sobre uma mulher presa em um relacionamento sem amor, e um pai solteiro que achou que nunca mais ia amar. Dorama coreano com altas doses de feels e personagens femininas muito bacanas! Disponível na Netflix.
REBECA PUIG, editora do site Nebulla

A personagem , do Jean Galvão. Ela é fofinha e lembra a todos nós de nossas avós. As tiradas do quadrinista são ótimas, criando todo um universo no entorno da personagem, com aquele ar de interior. Tem várias tirinhas no Instagram do autor, para você ler de graça, e recentemente ele lançou um novo volume viabilizado por financiamento coletivo. Para a gente matar as saudades das avós que não estão mais por aqui, ou daquelas que PRECISAM ficar em casa e isoladas de nós, para o bem delas.
RENAN MARTINS FRADE, jornalista, editor do Filmmelier e ex-editor do JUDÃO.com.br

Star Trek – Picard. Misturando muito bem ação com nostalgia, marca o retorno de um dos personagens mais amados de todo o universo Jornada nas Estrelas. Além disso, resgata o espírito da franquia, dando aulas de empatia, humanidade e respeito à diversidade – sentimentos que precisamos mais que nunca.
ROB GORDON, jornalista, escritor e roteirista de quadrinhos

Beasts of Burden: Rituais Animais. Mistérios paranormais em uma cidadezinha pacata podem ser um tema meio batido para uma boa história? A não ser que os investigadores desses mistérios sejam um grupo de cachorros (e um gato, claro) cheios de personalidade, certo? O roteiro de Evan Dorkin equilibra inevitavelmente o terror com um ótimo bom humor (e algumas bonitas mensagens) nas quase inocentes ilustrações de Jill Thompson, perfeitas para se deixar levar para um mundo diferente no fim do dia.
RODRIGO CARVALHO, crítico musical, parça dos rolês metal espadinha e degustador das mais inusitadas experiências gastronômicas

As Sete Cores da Amazônia, de Ademar Vieira e Tieê Santos. É encantador a forma como vemos a história dessa netinha conhecendo as raízes indígenas de sua vó. Os diálogos cheios de regionalidades e os cenários lindos e com as cores de tirar o fôlego, me dá a sensação de estar em casa. É aquela aventura familiar que me deixou leve e com saudades.
SÂMELA HIDALGO, assistente editorial na Devir e podcaster do DFP

Pode parecer uma escolha óbvia para uma dica de quarentena – uma trilogia praticamente interminável de filmes – mas O Senhor dos Anéis é mais do que uma trilogia. É um lugar caloroso no nosso coração. E um grande incentivo para olhar para nosso tempo da maneira mais esperançosa e pé no chão: tudo o que temos que fazer é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado.
SILAS CHOSEN, colaborador do JUDÃO.com.br

Eu sempre vou recomendar Ghost Rider – A Estrada da Cura, do Neil Peart. O Neil mostra toda a trajetória de superação que encarou depois de perder a filha em um acidente de carro e a então esposa para um câncer. Por mais que não seja um livro de autoajuda, ele mostra perseverança e fé. E faço também uma reverência a um dos meus salvadores particulares: como diz Devin Townsend, Remember to have faith now, The Sun will rise again!
TATIANE CORREIA, jornalista e especialista nos metal barulhento tudo

De longe, o disco que eu coloco direto pra escutar assim que preciso dar uma animada na vida é o primeiro do Place Vendome, mesmo nome, o projetinho paralelo de estúdio que o Michael Kiske fez quando ainda não tinha lá muita certeza que tava no barato de voltar pro metaaaaaaaaaaaaal. É hard rock de tiozinho, o tal do AOR? É sim. Mas é hard rock leve, ensolarado, pra cima, cheio de refrão fácil, pra cantar junto, baita produção limpinha, letras positivas, resultado fofo. É música que me dá vontade de pular, de dançar, que me enche de energia quando tô correndo, que me faz sorrir. Amaria ver o Kiskão saindo numa turnê com este projeto, na real. É o tipo de canção que eu estrago quando estou tomando banho e transformo meu xampu em microfone.
THIAGO CARDIM, editor do JUDÃO.com.br