Esqueça Guerra Infinita: próximos filmes dos Vingadores terão outros títulos | Judão

Irmãos Russo confirmam que os filmes contarão histórias separadas e vão receber novos títulos

Cara, já faz tempo: foi em Outubro de 2014 (ou há mais de UM ANO E MEIO) que a Marvel anunciou que a GUERRA seria a palavra-chave dos futuros filmes do estúdio. Depois de Capitão América: Guerra Civil, teríamos Vingadores: Guerra Infinita, partes 1 e 2.

TERÍAMOS.

Isso porque os próximos filmes dos Maiores Heróis da Terra não serão uma história só em duas partes, como os últimos filmes de trilogias adaptadas de livros YOUNG ADULT, mas sim “dois filmes bem diferentes”, como afirmou Joe Russo ao Uproxx. Isso significa, portanto, que a ideia de Parte 1 e Parte 2 “é uma mensagem errada”, como completou Anthony. “A intenção é mudar, só não pensamos nos títulos, ainda. Mas sim, vamos mudar. E aqui está a notícia: nós vamos renomeá-los”, disse Joe fechando o jogral.

Sim, é tudo parte do plano. Inclusive a possibilidade de mudar de planos, pelas mais diversas variáveis, como já disse Kevin Feige. Foi assim, afinal de contas, que o Homem-Aranha entrou para o #TeamIronMan em Guerra Civil. Aliás, a simples existência de Guerra Civil é uma mudança de planos: a Marvel só aceitou a ideia dos Russo Bros. depois que a Warner anunciou Batman VS. Superman.

Os irmãos Russo com Bucky e Steve no set de Guerra Civil

Os irmãos Russo com Bucky e Steve no set de Guerra Civil

Quando o anúncio de Infinity War foi feito, nenhuma informação sobre o filme foi dada. Sabia-se, claro, que o título era uma REFERÊNCIA (como todos os títulos de filmes da Marvel, que nunca são adaptações diretas de arcos e séries dos gibis) à HQ Guerra Infinita, que tem o Titã Louco Thanos como grande vilão – algo que a Marvel está construindo desde Os Vingadores. Dá pra dizer que a Casa das Ideias estruturou seu planejamento, reservando não um, mas dois SPOTS para aquele que será o clímax do Universo Marvel dos Cinemas.

Porém, os Irmãos Russo foram contratados como diretores de Guerra Infinita em Março de 2015 – com a confirmação rolando em abril. Por mais que a Marvel Studios tenha tudo redondinho e conte com produtores e o presidente Kevin Feige centralizando várias decisões, os diretores também têm espaço para criar e imprimir sua marca. É a partir daí, então, que o projeto foi realmente tomando forma.

Não é coindiência que o estúdio tenha anunciado que Chrisopher Markus e Stephen McFeely (justamente os parceiros dos Russo em Soldado Invernal e Guerra Civil) seriam os roteiristas de Guerra Infinita. Enquanto eles produziam as primeiras versões do roteiro, a dupla de diretores continuou finalizando o filme que precisava estrear agora, em 2016.

“Eles [a Marvel Studios] têm essa atitude na qual, mesmo com algumas ideias sobre o que fazer no futuro, eles realmente querem fazer um filme por vez. E eu acho isso ótimo, porque você não quer ser muito decidido sobre onde você quer ir no futuro, você quer olhar pra cada filme e pensar em qual é a melhor versão, qual é a coisa mais surpreendente que você pode fazer, a mais empolgante que pode fazer com os personagens desse filme. Apenas ser livre pra onde você quer ir”, contou Tony Russo em entrevista ao JUDÃO no final do ano passado, num papo que faz AINDA MAIS sentido agora. “Dito isso, nós estamos na pós-produção agora e estamos começando a pensar na Guerra Infinita, porque boa parte do trabalho em Guerra Civil já acabou. Não tudo, mas boa parte. Nós iniciamos o trabalho no filme em agosto, e desde setembro estamos nos encontrando com os roteiristas e os produtores e começamos a trabalhar no que o filme pode ser. Markus e McFeely têm gastado muito tempo nisso. O filme então está começando a tomar alguma forma, mas há ainda um longo caminho para o que vai acontecer”.

A decisão de separar as duas partes e mudar o título de Guerra Infinita chega justamente na hora da estreia do terceiro filme do Capitão América nos EUA, certamente resultado desses encontros com os roteiristas.

Guerra Civil

É possível que o GRUPO DE TRABALHO percebeu que o agora totalmente separado Vingadores 3 precisava contar uma história antes do ataque de Thanos – talvez uma reunião entre os heróis, algo que provoque os ARMISTÍCIO depois dos eventos de Guerra Civil e a efetividade dos Acordos de Sokóvia. Até porque, vamos combinar, SPOILER! temos agora uma versão dos Novos Vingadores alinhada com a ONU e liderada pelo Tony Stark, enquanto Steve Rogers deve liderar um time de Vingadores Secretos que atua por conta própria.

Talvez faça sentido, primeiro, resolver essa treta e botar todo mundo no mesmo barco — inclusive a Ms. Marvel, que chega entre um filme e outro. Tudo abrindo as portas pra chegada do grande vilão em Vingadores 4, que, imagino eu, deve continuar com o subtítulo de “Guerra Infinita” ou virar algo como “Desafio Infinito” e “Cruzada Infinita”, outros crossovers que tiveram o Titã Louco como vilão.

E o link entre Capitão América 3 e Vingadores 3 pode ser o “thriller político”, ainda que mais tênue, já que foi algo bastante explorado nas duas últimas partes da série do Bandeiroso. “O que acho que vamos fazer em Guerra Infinita é continuar abrindo isso [da política]. Sempre vai ter uma menção a isso, mas vai se tornando... menos importante. Está se movendo de onde você acha que é mais um thriller político para um filme mais de fantasia, que é a veia na qual os Vingadores existem. Mas eu acho que sempre vai ter uma conexão”, nos disse o diretor em dezembro. Faz sentido essa “conexão” ser um Vingadores 3 – ou, ao menos, uma primeira parte dele? Claro que faz.

Vingadores 3 e 4, seja lá agora quais subtítulos vão ter, têm estreias previstas para 2018 e 2019, respectivamente.