Mark Millar libera Jupiter's Circle #1 de graça nas internets! | Judão

Pra celebrar o casamento igualitário liberado nessa sexta (26) nos EUA, Mark Millar resolveu que todo mundo vai poder ler a sua história sobre o primeiro super-heroi gay de graça. Leia agora! :D

Em 1932, pouco tempo depois da quebra da Bolsa de Nova York e no mesmo ano em que Action Comics #1 foi lançada, um patriota cidadão americano sonha com uma ilha próxima a Cabo Verde. Naquela ilha, acredita Sheldon Sampson, está a solução dos problemas dos EUA. Junto com cinco outras pessoas — Walter, seu irmão; Grace, sua noiva; e Richard, Fitz e George, seus amigos de faculdade — ele parte em direção à tal da Ilha que, a la Quarteto Fantástico, acaba dando superpoderes aos seis, que acabam formando uma equipe a la Liga da Justiça em prol da salvação do mundo.

É assim que começa a história de Jupiter’s Legacy, a última peça do catálogo de Mark Miller a ser adquirida por Hollywood. Mas a história se passa mesmo em 2013, quando Sheldon e Walter começam uma DESINTELIGÊNCIA sobre como devem agir, a la Guerra Civil (não por acaso, escrita por Millar): Sheldon acredita que os super-heróis devem obedecer aos líderes eleitos do seu país, enquanto Walter acredita que eles devem dizer a Barack Obama como agir.

A ideia é que fossem publicadas uma edição a cada 6 semanas mas, a partir da 3a, os atrasos de Millar e Frank Quitely (principalmente) começaram a criar um hiato maior entre as edições e, com um ano de diferença entre a #4 e a #5, SABE-SE LÁ quando chega a #6 que, ao mesmo tempo, começará uma segunda fase da história.

Pra deixar Quitely fazer seu trabalho, no seu tempo, Millar aproveitou pra lançar Jupiter’s Circle, uma história que ele mesmo descreve como “Mad Men encontra SuperFriends”, contando o que acontecia “entre os quadrinhos” da Era de Prata dos super-heróis ou, se preferir, na vida daqueles heróis quando eles não tavam salvando o mundo. A la Minutemen.

Cada edição é focada em um dos heróis, sendo que três já foram lançadas (as outras saem até o fim de Agosto). A primeira delas é focada em Richard Conrad, o Blue-Bolt, que naquela tal Ilha acabou ganhando o poder da LUZ e que, depois, acabaria se tornando um dos maiores vilões do mundo. “Existem seis super-heróis nessa equipe, cada um ganhando um edição ou duas, preparando pra história maior. Começamos com Blue-Bolt e tudo o que acontece com ele baseado em um cara que eu conheço em Los Angeles — mas com um toque de super-herói”, conta Millar em entrevista à EW.

Uma das capas alternativas de Jupiter's Circle #1

Uma das capas alternativas de Jupiter’s Circle #1

Amigo de Katherine Hepburn, que dava umas festas secretas na sua mansão em Hollywood, em que tudo era liberado e, bem, o que acontecia lá ficava por lá (ou pelo menos deveria), Conrad é gay. Aliás é, cronologicamente falando, o primeiro super-herói gay da história. “A ideia não é nada nova nos últimos 10 ou 15 anos, mas voltar a 1959 com um super-herói tão enrustido quanto Rock Hudson, que mantém tudo escondido até mesmo dos seus colegas de equipe, é algo novo”, disse Millar. “Ele tem três identidades secretas, porque ele é um super-herói com uma identidade secreta hétero e secretamente tem uma vida gay que nem seus amigos sabem”.

Como tudo o que Mark Millar costuma escrever, essa história não trata da conquista de liberdades ou do amor, S2, coraçãozinho, #moreeeessss. A ideia dele era fazer algo parecido com Queer as a Folk ou Orange is the New Black, mas nos quadrinhos. “Eu queria escrever algo que fosse tão físico quanto relações hétero, sem aquele personagem com sexualidade diluída que vemos em sitcoms e programas adolescentes. (...) Eu às vezes sinto que os personagens gay na TV e cinema são mais assexuados do que suas versões hétero. No máximo você tem um beijo, enquanto há algumas regras bem diferentes pros héteros”, conta. “Essa foi uma das maiores razões que me fizeram escrever essa história, fazer um personagem gay diferente nos quadrinhos”.

De fato, Blue-Bolt não é o personagem gay que você está acostumado a ver e isso, por si só, já o torna interessante. Mas a história ainda explora essa MALDIÇÃO que deve ser viver se escondendo dos outros — inclusive daqueles que também se escondem dos outros — só por ter uma orientação sexual diferente. É uma história, além de tudo, importante.

E agora, pra celebrar a decisão da Suprema Corte dos EUA, que liberou o casamento gay nessa sexta, 26 — ou, em outras palavras, permitiu que qualquer um se case com quem bem entender — Millar e a Image Comics liberaram a edição digital da história de graça, pra todo mundo (ou quase, já que no ComiXology você ainda precisa pagar $1.99 por ela).

Você pode baixar as versões ePub, CBR e CBZ no site da editora, clickando aqui; pode baixar o PDF da revista diretamente aqui; ou, se preferir, ler tudo de uma vez, aqui mesmo no JUDÃO, rolando a página. :) #LoveWins

Jupiter’s Circle #01

Roteiro: Mark Millar
Arte: Wilfredo Torres
Capa: Frank Quitely

Jupiter's Circle

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