O fim dos textos na revista Sexy | Judão

O ano é 2016 e uma revista impressa resolveu ficar só com o que forma a base da internet. Então tá.

Fato que a revista Sexy nunca foi conhecida pelos seus textos, ao contrário, de certo modo, da sua antiga grande concorrente, a Playboy. Vai ter gente dizendo até que nem sabia que a revista tinha textos, sem que esteja sendo um José Gracejos, mas sendo injusto. Mas, a bem da verdade, embora tenha tido vários lances de série A durante seus mais de 23 anos de história, a Sexy sempre foi uma espécie de segunda divisão da revista do coelho, nos mais diversos sentidos possíveis.

Por essas e outras, a decisão da editora Rickdan de, a partir de Julho, publicar apenas e tão somente ensaios fotográficos não chega a surpreender. Mas aí vem a justificativa do presidente da editora, Ângelo Rossi, e as coisas ficam um pouco embaralhadas nas nossas cabeças: “A ideia é atender a um leitor mais exigente no impresso, que está cada vez mais no ambiente digital, e focar nas oportunidades do online”.

É impressão minha ou, pra CAPTAR a atenção de um leitor exigente, que está cada vez mais online, eles vão deixar no impresso as BASES DA FUNDAÇÃO da internet, deixando o que cada vez menos se faz pro online? É impressão minha ou agora eles vão cobrar cerca de 15 golpes pra algo que o cara encontra de graça na internet e deixar o real diferencial da brincadeira aos TUBARÕES?

Sim, eu sei que o tal diferencial nunca foi um diferencial de fato, mas não me parece a melhor das ideias na hora de fazer com que um zumbi continue caminhando sem perder seus pedaços no meio do caminho. ISSO ou desistiram de muita coisa e resolveram viver só com o nome, porque quaisquer semelhanças com aquelas revistas que ficam escondidas nas bancas não serão meras coincidências.